<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168</id><updated>2011-09-22T01:17:00.412-03:00</updated><category term='eu nunca utilizei os marcadores e não é desta vez que este aqui será útil'/><title type='text'>Santuário dos Delírios</title><subtitle type='html'>"A sanidade é uma fina corda bamba onde o acrobata ébrio da consciência pende sobre o abismo da loucura"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>94</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8877847744297926859</id><published>2011-09-11T20:20:00.003-03:00</published><updated>2011-09-11T20:26:51.192-03:00</updated><title type='text'>A Maravilhosa Cozinha dos Solteiros Solitários V</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prato do dia: Capeletti de carne com molho de tomate, manjericão e gorgonzola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Pacote de capeletti com carne pronto&lt;br /&gt;1 Pacote de Molho de tomate com manjericão pronto&lt;br /&gt;Gorgonzola. Pronto, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modo de preparo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siga as instruções das embalagens. Misture tudo. Coma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica: troque o gorgonzola por parmesão para fazer um delicioso&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;capeletti de carne com molho de tomate, manjericão e parmesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje em dia é tão fácil ser gourmet...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8877847744297926859?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8877847744297926859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8877847744297926859&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8877847744297926859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8877847744297926859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/09/maravilhosa-cozinha-dos-solteiros.html' title='A Maravilhosa Cozinha dos Solteiros Solitários V'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4001387220109968937</id><published>2011-08-30T11:32:00.003-03:00</published><updated>2011-08-30T16:29:14.856-03:00</updated><title type='text'>O fim é no começo</title><content type='html'>Vinte e nove horas e quatro vôos depois estou de volta à toca. De Creta a Atenas, de Atenas a Munique, de Munique para Guarulhos, de Guarulhos para Floripa (com direito a atraso de duas horas na partida, porque o tempo ruim tinha fechado o aeroporto daqui). Se ontem (anteontem... tou meio perdido) eu estava tomando sol na praia, agora sou recepcionado pelo adorável clima do agosto sulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Então, com jet lag, vacation lag e weather lag, hora de contar como foram os últimos dias e algumas considerações gerais da viagem. Bora lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heraklion&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Escrevi o nome da cidade, em vez de “Creta”, porque a ilha é grande pra cacete. Com 200 km em seu maior eixo, tem uma área onde caberiam 16 Ilhas de Santa Catarina. Mesmo assim, tem uma população de apenas 600 mil habitantes, o que lhe dá um clima bucólico de uma grande ilha parada no tempo, salpicada de vilarejos. Entretanto, também não tem nenhum super sistema de transportes desenvolvido, tudo depende de ônibus e as regiões menores não tem muito suporte de inglês. Assim, Creta exige um empenho maior para ser bem conhecida (um carro alugado é o ideal). Estando em fim de viagem e já meio sem gás, fiquei apenas nas proximidades da cidade principal, Heraklion (ou Iralkion).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Comecei o meu primeiro dia indo para o lugar que tinha me trazido até ali: as ruínas do Palácio de Knossos, centro principal da primeira civilização avançada da Europa. Além da antiguidade, o lugar é realmente legendário, sendo a residência do mítico Rei Minos e, possivelmente, a origem do Labirinto do Minotauro. Por isso que a civilização cretense que ali se formou, mais ou menos entre 2300 – 1400 a.C, é chamada de minoana ou minóica. Rodrigo e Fábio, antes que me perguntem: não, o palácio não era de bronze e não encontrei nenhuma armadura do capeta no interior do labirinto. Mas bem que procurei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pedindo explicação para o pessoal do hotel (que era muito bom – o hotel, não o inglês dos hoteleiros), peguei o ônibus que vai até lá, distante uns cinco quilômetros do centro. Entrando, a sensação que senti foi um pouco estranha, semelhante à de Notre Dame após a Berliner Dom. Visualmente falando, não impressiona tanto quanto as ruínas mais colossais de uma Roma ou mesmo Atenas. Mas estamos falando de locais mais de mil anos mais novos que Knossos. Quando você mentaliza o salto enorme do tempo que se dá ao andar em Knossos, fica impressionado com a civilização que construiu aquilo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mas não ache que o lugar é pequeno, longe disso. São aposentos e mais aposentos dos quais restaram apenas ruínas esparsas. O arqueólogo que as descobriu, no começo do século passado, também fez uma grande restauração de alguns trechos. Se por um lado ele foi criticado por não ser muito fiel e deixar a imaginação rolar em alguns pontos, por outro dá uma pequena noção do que deveria ser o palácio na época. Segundo o livro-guia que comprei, o palácio completo tinha 1500 aposentos (achei esse número exagerado, tenho que conferir em outras fontes). Não é à toa que a lenda o transformou em um labirinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao caminhar por lá, efetivamente você se sente num labirinto, mais exatamente como o Pac Man correndo de um lado para o outro fugindo dos fantasmas. Só que, neste caso, os fantasmas são os infinitos grupos de visitas guiadas que lotam cada ponto de destaque, lhe obrigando a fazer malabarismos para conseguir ver as coisas direito. Considerando que já era final de temporada, penso que visitar o palácio durante o pico do movimento seja um inferno, pois não é um lugar tão grande assim para a quantidade de pessoas que recebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Após um par de horas ali e tomar o suco de laranja mais caro do universo (4,5 euros por 300 ml!), voltei ao centro para dar uma passada no Museu Arqueológico de Creta. Tendo a fama de ser um dos grandes museus da Grécia, ele na verdade se encontra fechado para reforma (eu já sabia disso), mas organizaram uma pequena exposição com as peças mais famosas da civilização cretense. Foi legal ver várias peças “pop” da arqueologia, sempre impressionado com a habilidade manual que produziu peças tão antigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ainda com bastante tempo, rumei para a beira do mar, onde existe uma fortaleza veneziana da idade média (os venezianos ocuparam a ilha por muito tempo, construindo inclusive uma muralha que cerca todo o centro de Heraklion, de pé até hoje). Achei que tinha algum tipo de visitação, mas só dá para olhar ela por fora. Aproveitei para encarar a longa caminhada pelo quebra-mar que protege o porto, com seus dois quilômetros de extensão, e que parece ser bem usado pelos locais para caminhadas e passeios de bicicleta. Voltei pelos calçadões à beira-mar deles, apreciando o céu absolutamente limpo e o mar absolutamente azul, aproveitando no caminho para jantar uma deliciosa sépia grelhada (“cutlefish”, ponha no Google para saber).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Meus últimos dois dias foram em marcha bem lenta. Não senti mais aquele compromisso todo de conhecer mil coisas (tem muitos sítios arqueológicos importantes em Creta, mas mais distantes de Heraklion). Resolvi apenas relaxar para fechar as férias. No sábado, acordei bem tarde. Saí de tarde para comer e, para desencargo de consciência, passei no pequeno Museu de História Natural que eles possuem. Sem grandes novidades, mas sempre é legal ver uns fósseis e uns lagartos vivos em aquários. Dalí fui a outra das várias tabernas à beira mar que lá existem. O nome é bem mais sexy do que parece, são apenas bares / restaurantes à beira mar com um nome diferente. Meu almoço foi com um não menos delicioso polvo grelhado, me lembrando que o lugar onde mais comi frutos do mar nos últimos tempos foi a Grécia. É porque lá eles não ficam apenas na sequência de camarão super cara, então você pode comer esses bichos diferentes por um preço normal. Nada mais fiz naquele dia, que contou como “férias das férias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   No domingo programei para fechar a conta com um belo dia de praia, mas não queria simplesmente ir lagartear na areia. Tinha visto na frente do forte veneziano uma barraquinha vendendo passeios para Dia, uma pequena / média ilha a sete quilômetros de Heraklion. Então para lá rumei no domingo. Ao chegar, dez da manhã, vi só um tiozinho sentado na barraquinha, vendo a vida passar. Não queria me meter em fria no último dia, então sentei a uma certa distância e esperei para ver se alguém mais se candidataria ao passeio. Dez minutos, vinte minutos, meia hora... Foi aí que apareceu um primeiro casal aparentemente interessado (ou deveria dizer cooptado, pois foram trazidos de carro pelo capitão do barquinho). Quando eles saíram, perguntei se iam no passeio e eles confirmaram. Bem, sozinho eu não estaria, então fui comprar o bilhete. O preço era um pouco salgado, mas incluía o almoço, e na hora que eu estava ali duas gatinhas australianas foram cooptadas pelo capitão também. Então lá fomos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   No fim, mais uma família e um neozelandês perdido se juntaram a nós e nove pessoas subiram a bordo do pequeno barco, junto com o capitão e o tiozinho da barraca, que era seu imediato (os dois bem simpáticos). Partimos para a pequena jornada de uma hora entre o porto e a ilha. Nos primeiros quinze ou vinte minutos, todos empolgados e risonhos com as ondas que faziam o barquinho subir e descer como se fosse montanha russa. Com o tempo, todos ficando progressivamente bodeados. Tive que usar a estratégia de manter os olhos fixos no horizonte para agüentar alguns momentos mais revoltos. Se alguma vez pensei em virar marujo, preciso especificar: “de um barco grande”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mas finalmente chegamos numa ilha que não tem simplesmente NADA. Ok, tem alguma coisa: uma antiga taberna abandonada (que fez o favor de deixar as cadeiras de praia e alguns poucos guarda-sóis funcionais para a posterioridade), meia dúzia de árvores plantadas, uma igrejinha e outra meia dúzia de habitações abandonadas espalhadas. Fora isso, apenas areia, rochas, duas espécies de plantas espinhentas e muitas moscas. Mas as horas gastas na pequena praia de areia onde ficamos foram muito boas, em uma paz total. Fazer mergulho com snorkel naquelas águas extremamente límpidas é demais e eu poderia ficar dias só explorando aquilo, nadando lado a lado com dezenas de espécies de peixes nas rochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando andei pelos ermos da ilha, filmando e fotografando, e me deparei com aquela meia dúzia de casas abandonadas, de repente tudo ficou claro para mim. Pensei no nosso grupo de onze pessoas, que incluía o capitão experiente que morre cedo, o galã (eu, claro), a gostosa que também sempre morre, sua amiga um pouco menos atraente mas que fica com o mocinho, o gordinho atrapalhado, o velho estrangeiro misterioso, uma família normal de pai, mãe e filha... É claro que eu estava em um filme de terror e nas casas abandonadas se escondiam os zumbis que iriam nos matar e devorar a todos. Por isso haviam tantas moscas, atraídas pelos mortos vivos, e minha câmera seria encontrada posteriormente com as cenas reais da tragédia. Assombrado com esta revelação, fiz o que um herói sensato faria: desci até o barco para pegar mais uma cerveja e me conformar com meus últimos momentos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   As horas que tínhamos se passaram rapidamente (incluindo um bom almoço preparado pelo capitão) e nenhum ataque zumbi aconteceu, então rumamos de volta para o porto (desta vez com um Dramin na cabeça). O passeio foi muito legal, mas curto demais (saindo às onze e meia e voltando às cinco, tivemos pouco mais de três horas para aproveitar a ilha). Fui direto para o hotel tomar um banho e saí depois apenas para o último jantar à beira mar, já cabeceando com aquele sono irresistível que praia causa, e dormi bastante até sair para o aeroporto hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Como fica minha impressão da Grécia após estes seis dias lá? Vou parecer exagerado se eu falar algo como “o país mais bonito do mundo?”. Ok, vou manter a humildade, sabendo que minha carreira de viajante ainda é muito curta, e ficar com “o país mais bonito que já visitei”. Lá você encontra lado a lado as paisagens paradisíacas à beira mar, uma história milenar e uma cultura riquíssima, que sempre foi característica da Grécia por sua geografia, pontilhada de ilhas e cidades-estado independentes. A estrutura turística é excelente e é mais fácil se virar lá com inglês do que em grandes capitais como Paris ou Roma. Também os gregos são bem menos chatos ao pular em cima dos turistas do que os italianos (pelo menos por onde passei não tive problema algum) e as entradas / hotéis / restaurantes não são um assalto como em Paris. Em resumo, é um país que coloco muito alto na minha lista de prioridades para uma próxima viagem, possivelmente tendo carteira de motorista e passeando pelas cidades históricas do continente, além das várias ilhas ainda a conhecer. Espero realmente que eles consigam superar a crise e continuar sendo um país excelente para visitar. Afinal, é disso que eles vivem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ah, claro, ainda falta falar da última cidade que visitei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Munique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Checagem de passaporte e interrogatório. Aeroporto gigante. Guardinha da emigração me olhando feio. Devo ter cara de bandido. Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resumo da ópera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Bem, e o que posso tirar destes 34 dias fora indo de um lado para o outro? Aprendi demais e vi muito mais coisas que a cabeça poderia assimilar de uma vez só (embora, quando releio o modo como escrevi aqui no blog, algumas coisas pareçam mais legais do que realmente foram). Foi minha escolha fazer este turismo histórico, com foco em museus e sítios arqueológicos, devido à minha paixão pelo tema. Acredito que os apaixonados por arte ou por baladas também aproveitariam tanto ou mais, mas claro que seus roteiros seriam diferentes. Viajar sozinho tem a vantagem de você ir para onde quiser e ficar o tempo que quiser, e me virei perfeitamente bem assim. Por outro lado, uma parceria sempre dá mais de graça, tanto para as visitas quanto para sair e tomar uma cerveja. É ruim não poder conversar sobre o que está se vendo, ainda mais sendo um cara com eu, que não faz amizade em cada hotel que passa. Mas poder escrever e compartilhar com quem acompanhou aqui pelo blog supriu um pouco desta “carência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sobre viajar por conta própria, acredito que ninguém deve ter medo disso, pelo menos na União Européia. Você não vai ser preso por alguma coisa bizarra como andar com os pés aparecendo ou tomar uma cerveja num feriado religioso. O máximo que vai acontecer, quando alguma coisa dá errado, é gastar um dinheiro a mais. É preciso certa iniciativa e independência para dar conta, mas, depois de se desesperar na primeira máquina de comprar tíquete, você logo pega o ritmo. Com a internet, dá para descobrir tudo e toda cidade onde passei tinha um mapa turístico disponível de graça. O problema da internet é que todo lugar apresenta suas atrações como a oitava maravilha do mundo e pode ser difícil selecionar o que ver. Nestas horas os guias de viagem ajudam MUITO, pena que eu só tinha de Berlim e Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente quem viaja com pacote tem uma “eficiência” maior (ou seja, consegue ver mais coisas no tempo disponível) e não perde algumas coisas por falta de conhecimento, como aconteceu algumas vezes comigo. Entretanto, fazer as coisas no seu ritmo e poder entrar em um lugar e sair de lá só quando quiser é uma imensa vantagem. Sei que eu poderia ter aproveitado mais o tempo, mas se tivesse que acordar cedo todo dia para ir conhecer algum prédio velho, provavelmente ficaria mal humorado em poucos dias. Viajar por conta também pode sair muito mais barato, com o preço parecido ou mais caro que os pacotes, depende apenas de como você quiser se organizar. Eu escolhi pegar hotéis em vez de albergues e não procurar sempre os lugares mais baratos para comer, então a minha conta certamente ficou mais alta do que daria para fazer. Fica a critério de cada um, de acordo com seus gostos pessoais e suas condições financeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre viajar por trinta e poucos dias seguidos, também varia de pessoa para pessoa. Tem gente que consegue ficar os três meses que são possíveis viajando. Outros cansam depois de uma semana. Eu não reclamaria de uma pausa no meio, se teletransporte existisse (e não fosse caro como avião). Em Paris estava um pouco cansado. Talvez devesse ter tirado um dia de férias de férias àquela altura. Mas Roma e Grécia foram tão legais que o ânimo voltou. Os últimos dias em Creta, mais em esquema de “férias” do que de “turismo”, foram bem relaxantes e eu estaria pronto para encarar mais algum tempo de viagem. Quando você fica muito tempo no mesmo esquema museu / monumento / sítio, o negócio vai saturando aos poucos. Após um certo momento, todos os cacos de cerâmica parecem iguais, não importando se são de 5000 ou 500 a.C. É bom ter um programa mais variado para aproveitar mais, e não ficar o tempo todo com aquele “compromisso” de conhecer coisas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resumo do resumo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor momento: Wackeeeeeennn!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros momentos de destaque: Castelo de Heidelberg (a primeira ruína a gente nunca esquece), Zoo de Berlim (o primeiro lobo também), Coliseu, Acrópole de Atenas, ilha deserta de Creta... e mais um monte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Menos melhor” momento: Paris (foi muito legal do mesmo modo, só que foi o único lugar onde o fator “temporada” pesou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugares para voltar logo: Grécia, Wacken.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugares para não voltar tão cedo: as cidadezinhas pequenas que você conhece em um dia (Göttingen, Heidelberg – mas Goslar até rolaria) e Berlim (amei a cidade, mas meu tempo lá foi suficiente para ver as coisas que eu mais queria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conta (para quem quiser ter uma idéia dos custos): passagens Brasil-Europa (1000 euros), hospedagem (1184 euros – lembrando que durante uma semana não fiquei em hotel), todo o resto (2148 euros), incluindo transporte interno (cerca de 600), ingresso do Wacken (186), bagulhos que eu trouxe (cerca de 150), comida, cerveja, entradas e tudo mais. Total: 4332 euros, cerca de dez contos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Palavra final: e que venha a próxima!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4001387220109968937?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4001387220109968937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4001387220109968937&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4001387220109968937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4001387220109968937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/08/o-fim-e-no-comeco.html' title='O fim é no começo'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8154294072022294178</id><published>2011-08-25T15:16:00.004-03:00</published><updated>2011-08-26T14:51:50.679-03:00</updated><title type='text'>Navegando na História... e no Egeu!</title><content type='html'>Como o usual, escrevi durante as baldeações entre destinos. Com a diferença de que desta vez estava em um baita barco de cruzeiro indo para meu último destino, Creta. Então, com um chope de um lado e o Mar Egeu do outro, vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atenas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha viagem para Atenas foi bem tranqüila, com uma boa companhia aérea (Aegean). Chegando ao aeroporto, peguei o trem / metrô até o centro, o que demora um bom tanto, pois a viagem é longa. Logo cheguei ao meu hotel que, embora tendo aberto recentemente e com alguns problemas (wireless que não funcionava no quarto, frigobar vazio por falta de licença para venda de bebidas), tinha uma ótima estrutura. Tudo era novo e a cama, uma das melhores que já dormi. Como aqui o fuso horário avançou mais uma hora, já era noite avançada e apenas pedi para entrega um prato excelente de broto de bambu, camarões enormes e três tipos de cogumelos, e fui dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O dia seguinte foi um dos melhores de toda a viagem: o passeio pela parte antiga de Atenas. Aproveitei o fato de este ser o meu primeiro hotel com café da manhã incluído para dar uma forrada (todos os outros tinham, mas pagava separado – e caro!). O hotel ficava bem perto e com dez minutos de caminhada eu já estava à beira da Acrópole. No caminho, passei no Templo de Zeus Olímpio, que já foi o maior de Atenas, mas agora não passa de meia dúzia de colunas ainda de pé. Ali comprei um tíquete integrado para quatro dias que permite entrada nos sítios mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Acrópole, rodeei toda a colina fortificada, vendo as ruínas anexas, e depois subi até o topo, onde apenas três edificações se mantêm de pé: o portão de entrada, um outro templo  e o todo famoso Partenon. Embora fosse onze da manhã e o dia estivesse muito ensolarado, não fazia calor, pois venta muito em Atenas (e lá em cima o troço é forte para valer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali, passei à Antiga Ágora, o antigo mercado onde também ficavam muitos templos e outras edificações da antiga cidade (parecido com o complexo da Colina Palatina), incluindo o Templo de Hefestos, talvez o que tenha se mantido em melhor estado de todos os templos gregos. Fiz uma pausa no pequeno Museu da Ágora, pois o sol estava forte e, mesmo sem sentir muito calor, estava pegando um torrão. Refrescado, fui para a colina vizinha à Acrópole, onde se sobe por trilhas até um monumento romano no topo. Não tem nada de especial além de andar pela agradável floresta de pinheiros e ter uma bela vista, mas vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes sítios arqueológicos gregos estão em um estado bem pior que os de Roma, por terem sido devastados pelos próprios romanos no século I a.C. e, logicamente, por serem vários séculos mais antigos. Você frenquentemente vê apenas restos de fundações e uma ou outra coluna de pé. Mas, por algum motivo, achei a visita mais legal. Talvez por conhecer e curtir mais a Grécia Antiga, e por sentir todo o clima e a força daquela terra milenar onde boa parte da cultura ocidental nasceu. Os lugares também estavam bem mais tranqüilos, com não muita gente, por ser final de temporada, o que dava uma tranqüilidade maior para imergir na atmosfera ancestral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findas as andanças, fui para o novo Museu da Acrópole, ali do lado. Eram quatro da tarde e aproveitei para almoçar no museu. Pedi no escuro um prato que parecia diferente, só para descobrir que “eggplant” nada mais é do que... berinjela! Quanto a isso, só posso dizer que a salada estava muito boa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastei o resto do tempo conhecendo o museu que, por toda a falação que eu tinha ouvido sobre sua construção, achei que era maior. Na verdade, tem uma exposição de peças relativamente pequena. No fim, achei isso legal, pois foi possível prestar mais atenção em cada coisa, do que ficar naquela corrida louca para conhecer tudo, como nos museus enormes de Paris e Berlim. Saí com o fechamento do museu, oito da noite. Parei em um calçadão cheio de restaurantes para jantar um delicioso prato de lula à doré (para compensar a berinjela...) e voltar para o hotel. Foi um excelente dia, mas acho que a melhor estratégia é ir primeiro no museu, evitando o sol mais quente e aprendendo várias coisas para em seguida observar in loco na Acrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o café da manhã do dia seguinte, conheci alguns brasileiros que também estavam no hotel. Uma brasileira tinha o mesmo programa que eu, ir conhecer o Museu Nacional de Arqueologia, então fomos juntos. Pegando o metrô e caminhando um pouco pelo centro “de verdade” de Atenas (estilo cidade brasileira), chegamos ao Museu. Aquele sim tem uma grande coleção de peças, incluindo algumas “pop stars”, como a estátua de bronze em tamanho humano de Zeus (ou Posêidon) e peças de tumbas micênicas de uma antiguidade e riqueza impressionante (ouro até dizer chega).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos dali no começo da tarde e aproveitamos para almoçar muito bem no restaurante de um hotel no caminho (um oásis de tranqüilidade no centro zoado). Pena que só ali descobri ter em Atenas um Museu da Guerra, incluindo armamentos medievais e da Antiguidade, que muito atiçam meu lado nerd. Só que é um dos museus que fecha às 16:00, então não dava mais tempo. Depois do almoço, nos separamos, pois eu iria para uns lugares onde ela já tinha passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros sítios arqueológicos por onde passei era menores e mais pobres, aonde você chega, dá uma olhada e logo dispara. Estes são o Kerameikos (incluindo o mais antigo cemitério grego ainda preservado e ruínas dos portões e muralhas da cidade), a Biblioteca de Adriano (construída pelo imperador romano homônimo) e a Ágora Romana (o lugar que os romanos construíram para substituir a antiga). No caminho, procurei por alguma igreja ortodoxa legal para conhecer, mas todas estavam fechadas. A catedral principal deles estava aberta, mas está totalmente em reforma e não dá para ver muita coisa além de andaimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o guardinha do metrô não me deixou entrar com uma garrafa de cerveja, voltei caminhando sossegadamente pelo terreno da Acrópole. No hotel, minha calmaria foi prejudicada por descobrir que, por algum motivo misterioso altamente idiota, eu tinha reservado o barco para sexta feira, em vez de hoje. Tentei alterar por telefone, mas tudo o que a moça falou foi para ir no outro dia 8:30 da manhã na agência do porto para tentar um encaixe (o horário original era 12:00).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente minha mente começou a procurar argumentos. Parecia que o do meia dia já estava lotado (e eu não queria acordar cedo). Também parece que o preço aumentava em cima da hora e teria que pagar a diferença (e eu não queria acordar cedo). Tinha outra empresa com um barco às 11:00 por um preço parecido (e eu não queria acordar cedo). E se eu cancelasse lá no porto até 24h antes (ou seja, até meio dia de hoje), eles retornariam 50% do valore (e eu não queria acordar cedo). Então, comprei o outro e deixei para cancelar antes de subir no barco (e não precisei acordar cedo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, peguei o metrô para o porto de Pireu, sem ter muita idéia de como funciona o esquema dos barcos. Na confirmação da compra, não tinha nenhuma viadagem de ter que chegar horas antes ou algo assim, então planejei ir com alguma folga. Que se tornou quase nenhuma folga pelas enroladas na cama e conversas com os brasileiros no café. Desci na estação faltando meia hora para a partida, só para dar de cara com um porto imenso e o meu barco lá do outro lado. Caminhando o mais rápido que as malas me permitiam, consegui chegar e embarcar, faltando menos de dez minutos para a saída. Só que não rolou de fazer o cancelamento na outra empresa. Ainda demorei para entender o que estava acontecendo e dei várias voltas por corredores intermináveis até achar um lugar para deixar as malas. Então pude sentar no convés e relaxar, tomando um chope e admirando a linda paisagem em um dia totalmente ensolarado. A viagem de sete horas foi tão boa, relaxando no barco com aquele marzão azul e uma paz enorme no convés, que conta mais como passeio que como baldeação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenas é um lugar maravilhoso de conhecer, e a Grécia, com todas as suas ilhas e cidades continentais antiqüíssimas, merece uma viagem por si só. Não se preocupe com aquilo que aparece na TV: eles estão em uma crise feia mesmo, e tem muitos lugares fechados e gente desempregada, mas a estrutura turística não foi afetada. Afinal, é disso que eles sobrevivem. Foi a cidade das que eu passei que mais está preparada para receber gente de fora. Em todos os lugares turísticos as pessoas falam inglês bem, e todos os museus e sítios têm textos completos nesta língua (ainda bem, pois o alfabeto deles usa símbolos diferentes do nosso, ou símbolos iguais representando fonemas diferentes). Apenas é bom checar antes os horários, pois a maioria das coisas fecha às oito da noite, mas alguns museus já às quatro. Ficar perto da Acrópole e de uma estação de metrô facilita bastante. Pelo que me falaram, o lugar costuma socar na temporada, mas no final de agosto está bem sossegado e o clima é excelente (não vejo uma nuvem há três dias e o vento não parou de soprar). Sem dúvida, um país para voltar no futuro... se ele ainda existir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao chegar no porto de Creta , fui para o guichê da outra empresa choramingar para ver se ainda seriam bonzinhos de me dar meus 50%. A moça mal olhou para mim, cancelou e devolveu o valor integral em dinheiro. Sem que eu precisasse acordar cedo. Bem, acho que isso é o que se chama de EPIC WIN!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8154294072022294178?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8154294072022294178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8154294072022294178&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8154294072022294178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8154294072022294178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/08/navegando-na-historia-e-no-egeu.html' title='Navegando na História... e no Egeu!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-91377654792158832</id><published>2011-08-22T16:53:00.003-03:00</published><updated>2011-08-23T16:40:34.187-03:00</updated><title type='text'>Quem tem paciência vai à Roma</title><content type='html'>Acabei de chegar na Grécia e, como o usual, usei o tempo de viagem para escrever. Vamos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Roma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A empresa aérea que peguei para viajar de Paris a Roma (Vueling) é daquelas mais baratas o possível, com passagem a preço baixo, mas até peidar no avião deve custar alguma coisa. Nem barrinha de cereal com copo de Coca eles oferecem, tudo no carrinho de comes e bebes é cobrado. O limite de bagagem também era de apenas uma mala, o que me fez ter que realizar o Milagre da Multiplicação de Espaço para dar conta de tudo. Isso incluiu viajar de calça, tênis, um casaco no corpo e outro na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha ouvido amigos chamarem a Itália de “o Brasil na Europa” ou até “a favela da Europa”. Efetivamente, minhas primeiras impressões de Roma não foram das melhores. Ao chegar até o aeroporto, a notícia de que as linhas de trem para a cidade não estavam funcionando, só rolava busão. Botando o pé para fora da porta automática, o bafo quente do verão mediterrâneo atacou com tudo, mesmo sendo cinco da tarde (lembram que eu estava viajando de casaco?). Na hora de pegar o ônibus, fila desorganizada com italianos folgados furando. Chegando depois de um bom tempo na estação central (com uma passagem na frente do Coliseu que já deixou todo mundo de boca aberta), bastou um segundo de hesitação no guichê automático para já aparecer outro italiano folgado dando uma “ajuda” e choramingando (literamente) por um trocado. Desci para a estação de metrô, que mais parecia um bunker de guerra (que já foi bombardeado). O sistema de metrô é bem simples: duas linhas, sendo que uma só estava funcionando pela metade. O trem chega e lota instantaneamente com uma multidão de pessoas. Quase igual a Berlim e Paris...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendo na estação próxima ao lugar onde eu ficaria, demorei um pouco a achar a rua exata, em meio a condomínios semi-fechados de prédios velhos. Por fim encontrei e peguei um elevador que deve ser outra relíquia dos tempos romanos, mantido em funcionamento por força de lei. Sobrevivendo à tortuosa e barulhenta subida, cheguei por fim à minha hospedagem, onde me esperava uma tiazinha que não falava um “oi” em inglês e não sabia operar a máquina de cartão. Deixando as coisas no quarto, parti sem rumo tentando achar um mercado em meio às ruas. Em uma avenida grande com várias pessoas passando, cruzo com um velhinho de paletó e gravata, pasta numa mão e pinto na outra, mijando no meio da rua. Consigo achar um lugar, compro os suprimentos para a semana e volto correndo para me esconder no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, deu uma boa impressão? Pois é, imagina como deve ser encarar isso depois de três semanas em terras que são o topo da civilidade ocidental. Porém, bastou passar esse primeiro impacto para eu começar a sentir a cidade de verdade. E ser dominado por sua atmosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, um pouco sobre o lugar onde fiquei. Não é um hotel, mas algo que eles chamam de “guest house”, bem comuns em Roma. É na verdade como alugar por alguns dias um quarto em um apartamento coletivo. Não tem nada de recepção, camareira ou coisa assim. Você simplesmente é recebido, ganha as chaves e fica solto. Nesta em que fiquei, eram quatro quartos e mais uma cozinha / área comum. Era bem próxima do aticano e ao lado de uma estação de metrô (o que em Roma é MUITO importante, como vocês verão). O apê era novo e bem equipado, e o quarto muito bom, com banheiro privativo, ar condicionado e internet. Imaginem minha felicidade, usando a penúltima cueca e penúltimo par de meias limpo, ao abrir uma portinha e dar de cara com uma máquina de lavar. Nestes dias, poucas vezes cruzei com outros hóspedes e eles não pareciam usar a cozinha coletiva, portanto foi bom sentir um gostinho de estar “em casa” de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, tinha reservado (literalmente, comprando ingresso antecipado) o dia para visitar o Vaticano. Escolhi minha camisa de banda mais inofensiva e depois de uns dez minutos de caminhada, com o caldo (isto é, o fluxo de pessoas) engrossando, cheguei por fim à cidadela murada que constitui o Vaticano. Fui primeiro para a praça principal, por onde se entra para o maior colosso religioso do cristianismo (não do mundo). Ao ver a fachada da Basílica de São Pedro, nem parece uma igreja, porque é tão grande que de perto não dá para enxergar o característico domo. Quando você entra, o cérebro demora um pouco para captar o tamanho da coisa, mas vai por mim, é grande. E muito ricamente decorado, com afrescos e dourado por tudo quanto é canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça seja feita, a Catedral de Berlim causa um impacto inicial maior, porque é constituída por um imenso aposento principal e logo quando você entra já é massacrado pelo domo. Já a Basílica tem formato de cruz e o domo fica na intersecção, então você vai absorvendo a coisa aos poucos (e sempre lembrando que ela é três vezes mais antiga). Eu diria que as duas ficam próximas no meu ranking de igrejas mais bonitas que já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dar umas voltas por ali, incluindo o reabastecimento da minha garrafinha de água do São Paulo na fonte de São Pedro, fui para os Museus do Vaticano. Era para esses que eu tinha reservado o ingresso, mas nem estava tão ruim para quem não tinha comprado antes. Gastei boa parte do dia caminhando pelas coleções papais, que não incluem só coisas cristãs, mas um bom acervo de antiguidades egípcias, gregas e romanas (na Europa, parece que todo mundo tem uma coleção dessas). Isso inclui várias estátuas nuas e de deuses não-cristãos, o que não deixou de soar irônico para mim. Também neste passeio está a Capela Sistina, e é legal dar de cara com o afresco mais famoso do mundo (aquele de Deus e Adão tocando os dedinhos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar o dia, fui para o Castelo de Santo Ângelo, que fica ali perto. Inicialmente um mausoléu para imperadores romanos, datado do século II d.C., sofreu sucessivas modificações ao longo dos séculos, principalmente pelos papas católicos. Ainda é possível caminhar pelo interior da parte romana, e o resto é aquela coisa de castelo: corredores, aposentos com algumas antiguidades, ameias, muralhas... Como cereja do bolo, um pequeno museu de armas medievais e renascentistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, demorei muito a sair de casa, por pura enrolação. Neste dia, eu pretendia visitar a área arqueológica principal de Roma, o núcleo da cidade antiga. Chegando lá facilmente pelo metrô, fui direto ao Coliseu. Dei uma volta inteira pelo lado de fora, só para já ir babando diante daquela estrutura colossal (não é maior que um estádio mediano de futebol, mas novamente: é um estádio de dois mil anos!). Tão colossal quanto ele era a fila de entrada e o sol do meio dia que torrava a galera, então fui para a entrada da Colina Palatina e do Fórum Romano. O ingresso para todo o complexo (Coliseu / Colina / Fórum) é um só, com a diferença de que a fila ali é muito menor, pois todo mundo vai primeiro no Coliseu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é meio óbvio o porquê. Era uma da tarde quando consegui entrar, para caminhar por um sítio arqueológico imenso de restos de templos, prédios, arcos do triunfo e etc. Poucas sombras e sol a pino, digamos que atrapalha um pouco. Felizmente há várias fontes de água potável (toda a cidade está cheia delas) para encher a garrafinha e jogar água na cabeça. Pagar a taxa a mais pelo guia de áudio e mapa é muito importante, senão você se perde totalmente no meio das ruínas e fica sem saber o que realmente significa aquele pedaço de parede ou coluna solitária (e ainda assim é fácil se perder).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio é muito rico e dá para gastar muito tempo ali dentro. O Fórum Romano concentrava os edifícios políticos e religiosos mais importantes da Roma antiga, então você encontra muitas ruínas (algumas monumentais) dos primeiros séculos a.C e d.C, e alguns edifícios bem preservados (porque viraram edifícios cristãos posteriormente). Já a Colina Palatina é o lugar onde Roma começou. Lá se encontram os resquícios mais antigos de ocupação na área, incluindo ruínas do tempo em que as lendas colocam como a época da fundação da cidade, no oitavo século a.C. Um pequeno museu mostra relíquias ainda mais antigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessas andanças por caminhos milenares (e com os pés de mendigo, com as Havaianas saturadas de poeiras milenares), comi um sanduíche qualquer numa barraquinha e rumei para o Coliseu. Ainda tinha fila, mas com o ingresso integrado na mão foi só ir direto para a entrada. Subi as escadas que levavam até o interior e, quando finalmente cheguei lá, um longo minuto de silêncio se passou, enquanto eu contemplava a visão. Como eu já falei, ele não é maior do que um estádio de futebol, mas a sensação de observar aquilo ali é completamente diferente. Com alguma imaginação (e tendo visto “Gladiador” umas dez vezes) dá para ver a multidão enchendo os vários níveis, enlouquecida com o espetáculo sangrento da arena. Esta se encontra aberta, mostrando os corredores inferiores por onde podiam sair as feras e os combatentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma hora por lá, fui caminhar pela cidade vendo coisas aleatórias. Roma é uma cidade riquíssima e a cada esquina você dá de cara com uma praça ou construção monumental. Acredito que, se tivesse um guia turístico da cidade à mão, poderia aproveitar bem mais. Mesmo assim, a birra do primeiro dia já tinha passado e pude ver que, embora com vários problemas em comum, Roma não é São Paulo, no fim das contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De noite, em casa, fui programar o dia seguinte, procurando detalhes de como chegar nas catacumbas que queria tanto visitar. Só daí que vi que várias fechavam aos domingos. Claro, é um excelente dia para fechar um ponto turístico, certo? Ainda assim, das cinco que são disponíveis para visitação (de um total de dezesseis conhecidas, se não me engano), três abririam, então bora lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que as catacumbas não se localizam exatamente no centro, então tive que encarar o sistema de ônibus de Roma, que não fica nada a dever aos brasileiros em desorganização e demora. Comprei um passe que vale para viagens ilimitadas durante um dia, muito bom para quem pretende ir a vários pontos. Demorei bastante para chegar na zona da Via Apia, a estrada principal da Roma antiga. Seguindo a máxima do “segue o fluxo”, desci com mais uma penca de pessoas no ponto errado (e o motorista nem aí...) e tive que caminhar rápido e ainda choramingar um pouco para pegar a última visita em inglês antes do meio dia nas Catacumbas de São Calisto (depois, só de tarde). Um padre católico filipino gente boa falando em inglês (e viva a globalização!) nos levou por pequenos corredores do século IV d.C. (muito, mas muito mais antigos que os de Paris) onde os cristãos sepultavam seus mortos no período em que a religião ainda não era legalizada em Roma. Não é verdade que as catacumbas eram “o refúgio dos cristãos durante os períodos de perseguição”, mas foram usadas por muito tempo como cemitério subterrâneo. Além dos nichos (vazios, depois de ataques de bárbaros), há pinturas com cenas cristãs da época em que a igreja cristã nem tinha um cânone (a Bíblia só passou a “existir” no final daquele século).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passeio é muito bom, pena que curto e corrido. Infelizmente as outras duas catacumbas que ficam na Via Apia são as que fecham nos domingos. Então eu teria que atravessar o centro para chegar nas outras. Junto com o grupo que tinha ido comigo, fiquei esperando mais de meia hora pelo ônibus para voltar. Peguei um ônibus que me levaria até outro ponto que queria conhecer, a Arquibasílica de São João em Laterano. Para os menos informados (como eu, até alguns dias atrás), a Basílica de São Pedro não é a igreja-mor do catolicismo romano. Este título pertence a São João, estabelecida no século IV d.C, quando o cristianismo foi aceito pelo império romano. É nela (que nem no Vaticano está) que oficialmente fica a cadeira do bispo de Roma (o bom e velho papa) e, por isso, ela recebeu o power título de “arquibasílica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando encontrei ela, achei que era bem meia boca. Mas, na verdade, era uma entrada lateral. A igreja mesmo é muito grande e imponente (mesmo sem chegar perto de São Pedro), embora quase nada tenha restado da igreja original do século IV. Há uma visita paga simples para se fazer no claustro interior dela, que na verdade não valeu a pena porque estava grande parte em reforma (mas ali dentro, no mais recôndito refúgio católico, existe... uma máquina de refrigerantes!). Vale pagar aqueles três euros porque assim você ganha o guia de áudio da igreja toda também, e ele possui momentos épicos, como a descrição de uma batalha entre o exército de Constantino (o imperador que legalizou o cristianismo no império) e o de Maxentius (seu rival ao posto de imperador), e hilariantes, como uma entrevista totalmente real com o próprio Constantino (sim, em pessoa!) onde ele fala que foi apenas um instrumento de Deus para consolidar a religião no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desta visita, tive que procurar e esperar por mais um ônibus, pois o trecho de metrô entre São João e o terminal central é o que não está funcionando. No terminal central, engoli um McDonald’s rápido (depois de quatro dias sem, vejam só!) e fui atrás de outra catacumba, que diz a propaganda ser uma das mais importantes. Nisso já passava das três. O busão deu umas voltas estranhas e pulei fora quando achei que estava perto, tendo que caminhar um trecho ainda. Me perdi nas indicações e tive que andar um pedaço do caralho até perceber que estava na direção errada, e voltar tudo até finalmente estar diante da entrada do lugar. E encontrar a Folhinha Impressa da Perdição, implacável em seu curto texto: “As Catacumbas de Priscilla estarão fechadas até 28 de agosto para reparos de rotina”. Legal. Legal pra cacete. De que adianta olhar no site um dia antes, não é? Xinguei alto o diabo dos padres que cuidam dela e me resignei em caminhar mais um tanto até uma terceira catacumba, que era relativamente próxima. Daí rolou uma visita, o metaleiro maluco com mais dez tiozinhos religiosos (nenhum parecia ter menos de 50 anos). Curta, meia boca e sem novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova espera longa pelo ônibus para voltar ao terminal central. Daí já era tarde e não dava tempo de mais nada. Ainda aproveitei meu passe ilimitado para ir parando em praças aleatórias durante o retorno de metrô, mas isso não conseguiu tirar da boca o gosto ruim (junto com o de um chá gelado com adoçante horrível que a máquina de bebidas me deu) de um dia mal aproveitado. As catacumbas certamente merecem uma visita, mas vá num dia diferente de domingo nas da Via Apia e deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei que eu fosse gostar de Roma tanto assim. Somando a quantidade de coisas disponíveis com o domingo ruim e minha preguiça em levantar cedo, ficou um gosto de quero mais. Nem vi os famosos Museus Capitolinos, os complexos arqueológicos das Termas de Caracalla e de Dioclesiano, vi só duas das quatro basílicas principais e só duas das cinco catacumbas... É uma cidade que, se eu passar novamente, terei muita coisa a aproveitar ainda. Quem sabe no futuro eu programe uma viagem mais completa à Itália e inclua Roma novamente. Fica a ver. Por enquanto, a única certeza que tenho é: as nossas pizzas são melhores que as deles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-91377654792158832?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/91377654792158832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=91377654792158832&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/91377654792158832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/91377654792158832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/08/quem-tem-paciencia-vai-roma.html' title='Quem tem paciência vai à Roma'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4547617414638399713</id><published>2011-08-18T17:56:00.002-03:00</published><updated>2011-08-18T17:58:43.757-03:00</updated><title type='text'>A vida é uma fila</title><content type='html'>Cheguei hoje em Roma e já pude provar um pouco do gosto (não exatamente saboroso) desta cidade. Mas isso fica para depois, agora falarei como foram as aventuras de Félix, O Ogro, na Terra da Frescura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paris&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mais quatro dias se passaram, com mais uma enxurrada de informações na cabeça. Ela já está transbordando, e olha que ainda faltam duas semanas. Ainda bem que tenho as fotos e os vídeos para refrescar a memória. Contagem em 1409 até o momento. Fico pensando se algum dia terei saco para rever tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Meu primeiro dia em Paris foi bem inútil. Banzo de sono da viagem de trem, cheguei cedo ao hotel e fiquei enrolando na net até o quarto ser liberado. Perto do meio dia a porteira abriu e deixei minhas malas lá. A barriga reclamava e perguntei para a atendente se tinha um restaurante aberto por perto. Ela me indicou um que, ao sentar, descobri que era de comida tradicional. Ou seja, com altos pratos e altos preços. Abracei o capeta e decidi ter uma baita refeição tipicamente parisiense. Entrada com escargot (são bons, mas não tem nenhum gosto marcante como camarão, por exemplo), prato principal à base de pato assado com mel (altamente bom) e sobremesa com um queijo especial (sobremesa salgada, claro) acompanhados de uma cerveja parisiense (desculpem, vinho não é comigo). Duas horas de refeição depois, saí do restaurante bem mais pobre e bem mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No resto do dia, fiquei no hotel planejando mudanças para o resto da viagem. Percebi que, por mais que seja uma experiência diferente, para cada noite que eu passasse dividindo cabine em trem ou ferryboat eu perderia uma dia ficando podre depois. Então bora comprar passagens de avião, que felizmente não são caras aqui na Europa (na verdade, consegui passagens até mais baratas que os trens). Passando horas para achar e entender as regras de cada companhia, fazendo mais umas mudanças de roteiro e em reservas de hotel, acabei ficando até de noite nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não tive muito tempo de recuperar o sono, pois na segunda feira era dia de visitar o Louvre, e tinha ouvido histórias horríveis sobre filas quilométricas, pessoas morrendo de fome na espera e etc. Dá para comprar o ingresso antecipado online, mas como eu não teria acesso à impressora, não queria arriscar. Então acordei cedo e rumei para o museu, usando o sistema de metrô de Paris que é bem simples de entender e eficiente. Mas aqui não tem arrego, tem que passar o ticket na catraca senão não entra. Deve ser porque aqui as pessoas furam o sinal vermelho de pedestres o tempo todo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Cheguei quinze minutos antes de abrir e já tinha uma fila considerável. Iniciei o Movimento Pelo Direito de Sentar, fazendo a fila virar uma curva para todos sentarem na beirada da fonte, mas logo a iniciativa foi abortada pelas autoridades repressoras, que parecem achar que uma fila curvada funciona diferente de uma fila reta. Felizmente, a demora quando abriu o portão foi curta e demorou só uns quinze minutos para entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O Louvre é grande, muito grande. Em teoria é um museu de arte, mas possui um acervo&lt;br /&gt;fantástico de antiguidades egípcias, gregas, romanas e do oriente próximo. Foi para essas que parti inicialmente, demorando a me achar nos confusos corredores, mas logo podendo curtir a exposição. Existem algumas peças “pop” no meio, facilmente reconhecíveis pela multidão que se aglomera ao redor delas, como o primeiro Código de Hammurabi a ser achado e a Vênus de Milo, também conhecida afetuosamente por Miss Talidomida. Também há um setor arqueológico onde pode-se andar por dentro das fundações da antiga fortaleza medieval que era o Louvre. Gastei a maior parte do dia nestas seções, e só passei atropelado pela seção de pinturas para dar uma espiada na Mona Lisa. Bem meia boca. A Vênus de Milo é mais gostosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Era meio da tarde e ainda dava tempo de passar no Museu de História Natural, que é bem mais complexo que o pequenininho de Berlim.  O problema é que ele não é um edifício único, mas um conjunto de prédios temáticos, cada um com seu ingresso e seu horário de funcionamento. Tive tempo de ver bem só a galeria de paleontologia e anatomia comparada, o que já é mais do que suficiente para quem foi um viciado em dinossauros a infância inteira (ainda adoro, mas não acompanho mais de perto). Ainda gastei um tempo dando voltas no parque que abriga o museu antes de ter um chiquérrimo jantar no McDonald’s (o lugar onde mais comi nessas semanas) e voltar ao hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Terça feira planejei para ser aquele dia onde se fica andando pela cidade visitando várias atrações que não exigem um compromisso tão grande de tempo, como um museu. Só não andei literalmente porque, como falei, o metrô aqui é muito conveniente e metade do preço do de Berlim. Minha primeira parada foram as catacumbas, um sistema de corredores subterrâneos com um ossuário onde foram colocados milhares (milhões?) de ossos dos cemitérios supersaturados de Paris, durante os séculos XVIII e XIX. Ali comecei a provar o gostinho de viajar na temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cheguei muito cedo, perto de dez e meia, achando que, por não ser um dos pontos turísticos top, não teria tanto estresse. Sonho meu... A fila não era tão extensa assim, o que só engana. Pois, até você perceber que ela se arrasta lerdamente por uma espera de duas horas e meia, você já está na metade e não vai desistir aí. Pois é, já passava de uma da tarde quando cheguei à entrada da parada. Só querendo muito mesmo para agüentar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O passeio mesmo é curto, mas extremamente legal. Nada de guias chatos e blábláblá sobre cada pedra no caminho, você compra o ingresso e se manda para os corredores por conta mesmo. Depois de algumas passagens obscuras e pontos com alguma coisa singular, chega por fim ao ossuário. E haja osso, meu amigo. São dezenas e dezenas de corredores cercados dos dois lados por pilhas de ossos até quase o teto. Junto com eles, algumas placas com indicações de origem ou escritos religiosos, que soam muito macabros naquele lugar. Como você se sentiria lendo o trecho do Apocalipse, “E ao toque da trombeta todos os mortos ressuscitaram, cercado por milhares de ossos? Se alguém tocasse uma cornetinha ali, ia ter nego enfartando na hora. No fim, o motivo pelo qual a fila é tão lerda (não mais do que 200 pessoas podem ficar ali dentro ao mesmo tempo) é um bênção, pois você frequentemente se encontra totalmente sozinho e sem ouvir mais que o som dos próprios passos enquanto anda pelos corredores. Isso enriquece demais a experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Demora-se cerca de uma hora para andar por pouco menos de dois quilômetros de corredores. É um lugar muito legal de conhecer, mas é preciso chegar com antecedência. Esperar aquele tempo todo não vale tanto a pena. A demora me fez ter que correr mais rápido para ver as outras atrações do dia e trocar um possível almoço elaborado por... McDonald’s!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Das criptas parti para a Île de La Citê, o nome gay para a ilhota no meio do Sena onde Paris começou. Lá se encontra um dos símbolos máximos da cidade, a Catedral de Notre Dame, além de outros edifícios históricos. Meu objetivo era a Catedral e lá fui eu me deparar com uma nova fila serpenteando pela praça. Decidi primeiro visitar o sítio arqueológico que fica embaixo da praça (e que não tinha fila, milagre!), com vestígios dos tempos de dominação romana e da Idade Média. Depois, voltei para encarar a procissão. Notre Dame é grande e muito bonita, com certeza, mas acho que eu ainda estava meio anestesiado pelo impacto da Catedral de Berlim. A igreja alemã ganha na base da força bruta, pois é muito maior, e também possui um interior mais ricamente decorado. Para realmente sentir a força de Notre Dame é preciso sempre mentalizar que aquilo tem quase mil anos. Daí sim se percebe como é mais um feito impressionante patrocinado pelo poder da igreja católica medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não fique muito tempo em Notre Dame pois já era quase cinco horas e ainda dava para correr para outro destino programado para o dia, o Cemitério de Pére-Lachaise. Basicamente, um cemitério. Mas famoso pela grande quantidade de sepulcros monumentais e de algumas personalidades enterradas. Cheguei rapidamente e pude andar por cerca de 45 minutos pelas ruazinhas silenciosas cercadas de túmulos elaborados e antigos (os mais velhos sendo dos fins do século XVIII). Mesmo sendo um local bem famoso na alta temporada, ainda reinava lá um ambiente de paz e silêncio... sepulcral, é claro. Pena que tive pouco tempo, pois poderia gastar mais uma hora vagando pó lá. E não encontrei o túmulo de ninguém conhecido, embora não fosse um grande objetivo meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Seis da tarde, hora de rumar para o único destino turístico de Paris que fica aberto até de madrugada e mesmo assim sempre tem gente a dar com o rodo: a boa e velha Torre Eiffel, a Mais Famosa Construção Horrível do Mundo. Chegar até seu topo é uma saga por si só. Na parte de baixo, entre os quatro pilares, filas enormes se formam para pegar os elevadores. Não tenho idéia de qual o tempo da espera, mas deve ser cabreiro. O esquema é comprar o ingresso para subir pelas escadas. O primeiro andar é fácil de chegar e ali você paga quatro euros por uma bebida para agüentar o segundo, que cansa um pouco quem já ficou o dia todo andando, mas é tranqüilo. De lá, a vista já é bonita, mas você está a um terço da altura total. Só que ali, do segundo andar, a fila para pegar o elevador é bem mais sossegada. Ainda tem uma espera de meia hora, quarenta minutos, mas pelo menos você gasta esse tempo apreciando a vista. No elevador, o negócio lembra a torre do Beto Carreiro, você vai subindo, subindo, subindo pra cacete. Até fiquei esperando a hora da queda livre, que felizmente não veio. Lá em cima o espaço é bem pequeno, mas a vista é espetacular. Paris não é uma cidade de arranha-céus, então poucos edifícios sequer chegam perto da altura da torre. Algumas pessoas podem questionar se vale a pena o empenho, mas eu digo que, pelo menos uma vez, sim. Nem que seja para cumprir tabela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Após descer da torre já era nove da noite (com o sol ainda alto, claro) e rumei de volta para o hotel. Foi um dia legal e bem aproveitado, embora tenha sido ruim ter perdido tanto tempo na fila das catacumbas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No outro dia, fui visitar o Palácio de Versailles, que fica relativamente distante de Paris. Mas ainda assim é simples chegar lá de trem. Como eu tinha comprado o ingresso antecipado na internet, não me preocupei muito em chegar super cedo, já que “comprando antecipadamente no nosso site você evita filas!”. Sim, você evita a fila de 50 metros para comprar o ingresso e pode entrar direto na de meio quilômetro para entrar no palácio. E dá-lhe espera até entrar no Palácio em si, ali pelas onze e meia. Lembram quando falei que imaginava que Charlottenburg fosse uma versão menor de Versailles? É isso mesmo, mas no segundo caso você precisa prestar mais atenção aos cotovelos das outras pessoas do que à decoração em si. Sério, é o lugar mais saturado que conheci em Paris. Acompanhar a maré de pessoas que se arrastava pelos aposentos reais é parecido com andar na Oktoberfest no sábado do feriadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Depois de umas cinco salas, vi que aquilo não ia render, pois não estava conseguindo curtir. Tentei voltar, pensando em voltar no fim da tarde quando imaginava que o fluxo fosse menor. Depois de duas salas uma menina se colocou na minha frente, dizendo que era proibido voltar. Isso mesmo, a saída ali, a alguns metros, mas eu era obrigado a seguir o fluxo do tour principal. Tentei argumentar com ela, que mal sabia falar inglês e foi irredutível. Tendo chegado longe demais para ser jogado para fora pelos seguranças, me resignei a passar o mais rápido possível pelo bolo de pessoas. A cada nova sala socada que aparecia, eu ficava com vontade de socar a menina, por mais bonitinha que ela fosse (aliás, meus cumprimentos ao cara que escolhe as gurias que trabalham lá!). Depois de muito aperto, consegui chegar à saída, finalmente. E ninguém apareceu para me dizer que, na verdade, eu era obrigado a ficar andando em círculos na multidão até o fim dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Durante aquele horário mais movimentado, decidi focar meu tempo nos jardins e estruturas anexas ao palácio. Ali, não importa se todo o universo tenha decidido fazer uma visita ao mesmo tempo, nunca vai faltar espaço. Os jardins são enormes, se estendendo por lagos, fontes, canteiros e alamedas. Passeei sossegadamente até chegar a uns pequenos palácios anexos, legaizinhos, mas nada fora do comum. Atrás deles, daí sim um lugar muito legal. Um dois reis a usar o palácio, Luís XV, construiu um vilarejo rural-modelo a pedido de sua rainha, a marrenta Maria Antonieta, no final do século XVIII. O lugar ficou conservado e é possível andar por lá realmente se sentindo em uma vila de duzentos anos atrás, com suas casinhas, hortas e criações de animais. Um lugar perfeito para relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na metade da tarde, era hora de voltar ao Palácio e encarar o tour de verdade. Me senti como a rainha que pediu para construir o vilarejo, tendo que voltar ao barulho da corte. Minha tática até que deu certo, pois ainda tinha muita gente, mas dava para caminhar mais tranquilo. Uma série de quartos absurdamente decorados, é o que tem para ver. É legal, mas gostei mais dos jardins do que do palácio em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Fechando esta parte da viagem, não me arrisco a fazer nenhuma inferência sobre os franceses (além do fato de falarem inglês pior do que os alemães), pois fiquei pouco tempo para conhecer as pessoas. A cidade é riquíssima culturalmente e tem muita coisa para descobrir, eu tive tempo de ir apenas nos pontos mais conhecidos. Só que, ao contrário de Berlim (que não é uma cidade turística), Paris fica verdadeiramente cheia na temporada, por isso é recomendável ir em outro período. A não ser que você queira apreciar bastante as famosas “french filas”*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4547617414638399713?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4547617414638399713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4547617414638399713&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4547617414638399713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4547617414638399713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/08/vida-e-uma-fila.html' title='A vida é uma fila'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8183232671271611294</id><published>2011-08-14T06:48:00.001-03:00</published><updated>2011-08-14T06:50:17.792-03:00</updated><title type='text'>De germanos para francos</title><content type='html'>Acabei de chegar em Paris. Meu último dia em Berlim foi bem sossegado, andei de novo pela região do Reichstag e Portão de Brandenburgo para tirar novamente as fotos perdidas, aproveitando para almoçar um joelho de porco arregado na Unter Den Linden. Estava muito bom, mas a tiazinha francesa da mesa ao lado parecia que ia vomitar a cada garfada que eu dava. Dica etílica é a cerveja de trigo da Paulaner, a melhor que tomei nesses dias por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia estava bem bonito e ensolarado, diferente de como tinha sido no resto da semana. Berlim é a cidade com o tempo mais maluco que já vi. Cada dia tinha uns três ou quatro ciclos de sol, vento forte e chuva. Às vezes em menos de meia hora você tinha céu aberto, daí chuva e ventania, e de repente tempo limpo de novo. Nunca saia do hotel de Havaianas e bermuda (com o tempo ensolarado) ou cheio de casacos (com o tempo feio) achando que será daquele jeito até de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tarde passei no Museu de História Natural. Tinha pouco tempo, mas acabou sendo uma boa deixar ele para a finaleira, pois rodei tudo em pouco mais de uma hora. De cara você entra em uma sala com esqueletos gigantes de dinossauros montados. Depois, fica um pouco menos interessante, pois, depois de ter ido no zoológico, ver bichos empalhados não é aquela coisa toda. E coleções com centenas de tipos de minerais diferentes não são muito minha praia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois voltei para o hotel apenas um curto tempo para esperar o trem, que saía sete da noite. Eu tinha ouvido que os trens rápidos de longa distância são cheios das coisas, com vagão-restaurante, internet wireless e etc. Bem, não os trens-dormitório noturnos. Esses são os trens-favela. Quartinhos bem apertados, nada de internet e micro-cozinhas com sanduíches. De um tipo só. Pelo menos a mulher que cuidava do vagão atendia bem e dividi a cabine com um tiozinho bem simpático, com quem tive uma boa conversa e me ajudou na primeira experiência com o metrô parisiense. Não deu para dormir muita coisa e fiquei pensando se não era melhor ter economizado a cara reserva de quarto e ter ido na poltrona mesmo, mas valeu a experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, hora de falar do pouco que pude conhecer da vida dos alemães. De modo geral, qualquer ocidental pode se sentir à vontade na Alemanha, pois ainda estamos dentro da “nossa sociedade”. Você pode olhar para as meninas na rua sem ter seus olhos arrancados e não precisa cagar em um buraco no chão. Aliás, o banheiro é um bom modo de começar. Todo ele tem um sistema eficiente de controle de fluxo e temperatura da água em nas torneiras. Os banheiros e demais aposentos tem calefação e água quente, o que me faz pensar de onde vem toda essa energia. Por outro lado, todas as privadas possuem alguma forma de economizar água, seja podendo parar o fluxo com um novo aperto ou (mais comum) o botão para líquidos e o botão para sólidos, se é que me entendem. Ah, e eles não possuem cestos de papel (só para papel toalha na pia). Limpou o traseiro, manda para a privada. Os canos devem ser bem largos para evitar desgraças... Demorei um pouco para perceber isso, e a tiazinha da limpeza do meu primeiro hotel deve estar até agora horrorizada por ter mexido no cesto de toalhas de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa muito interessante é a relação deles com os sinais de trânsito. Imaginem eu, ao chegar na cidade, indo atravessar a primeira rua junto com outras pessoas. Sinal fechado para pedestres, mas nenhum carro por perto, já vou me metendo e, de repente, vejo que estou sozinho no meio da rua. Olho para trás e todo mundo está lá, parado, esperando de boa. Talvez algum olhar acusador me fuzilando também. Com os dias, percebo que todos sofrem de síndrome de Coiote do Papa-léguas: pode não ter carro algum em vista até o horizonte, mas se o sinal está fechado, eles não metem o pé na rua. Eles realmente obedecem a parada, pois, segundo Tati me falou, tem uma multa pesada esperando pelos espertinhos. Claro que é muito raro ter um guarda vendo, e uns 10% ou 20% das pessoas atravessam de qualquer modo, mas passei a obedecer também. Mesmo me sentindo um perfeito idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em coisas que poderiam ser feitas por não ter ninguém olhando, um brasileiro FDP poderia se dar muito bem no sistema de transporte, se quisesse. Em todos os trens e metrôs, você compra sua própria passagem em um guichê automático e, quando o veículo pára na estação, abre as portas e é só entrar. Existe uma multa por andar sem passagem, mas em todos os trens urbanos que peguei, e na maior parte dos interurbanos, não passou ninguém cobrando passagem. É muito interessante ver como as pessoas obedecem. Uma certa dose de consciência misturada com uma vigilância ocasional e punições pesadas, este me parece ser o modo como as coisas funcionam na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como funcionam. O sistema de transporte é eficiente e rápido, embora caro para os padrões brasileiros. Demora um pouco para pegar a manha com os números de plataforma, a mistureba de linhas de trem, metrô e ônibus, as diferentes direções que eles percorrem... Não espere por um cara saltitante de camisa vermelha qual das 16 plataformas da estação é a de trem subterrâneo, pois essas coisas são marcadas apenas por uma letra nas placas. Porém, logo depois que você se acostuma, vê como é fácil ir de um lado para o outro das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal conveniência nem precisa ser tanta, pois mesmo as duas cidades grandes por onde passei, Frankfurt e Berlim, me pareceram bem compactas. Você pode ir para a maioria dos lugares andando e, sinceramente, na maioria das vezes me pareceu mais fácil pegar apenas uma linha e caminhar até meu destino do que fazer as várias baldeações possível para chegar lá direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sistema de transporte público desses, dificilmente eu vi trânsito pesado ou trens lotados. Ajuda o fato deles usarem muito bicicletas e ter ciclovia em todas as ruas. Até bicicleta com carrinho de bebê ou cachorro acoplado eu vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e tem as pessoas também, né? Como sou um sociopata viajando sozinho, tive poucas interações de verdade com os alemães, além do “quanto custa?” e “onde fica?” (encontrar quem fale ou pelo menos entenda o básico do inglês é fácil). Mas as poucas impressões que tive foram corroboradas pela Tati, que já os conhece há mais tempo. Eles são bem educados e prestativos (embora um bom número de vezes eu tivesse a impressão de me tratarem como um turista idiota – o que é pura verdade, claro), mas bem protocolares. Mesmo tomando uma cerveja ou entre amigos, assuntos pessoais não vêm à tona. Tati falou que possui amigos de um ano sobre os quais não sabe quase nada. Ninguém se mete na sua vida, mas também estão pouco se fodendo para você. Eu precisaria de um tempo mais longo de convívio para me decidir se gostaria ou não disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que ainda não peguei direito é a cultura da gorjeta. Segundo as informações que tenho, é de praxe dar uma gorjeta por um serviço prestado, como o atendimento em um restaurante ou uma corrida de taxi. Normalmente isso é feito arredondando para cima os centavos. Até entendo no caso de um almoço em um restaurante, mas quer dizer que toda vez que eu sentar para tomar um café tenho que dar gorjeta? Todos os meus cafés de 2,50 euros custarão três? Não saquei ainda bem o protocolo, mesmo porque quando você não fala nada eles te dão o troco normal direto, sem parecer incomodados (ao menos, fingem bem). Em várias ocasiões dei a gorjeta, mas de modo geral ainda espero meu troco, ainda mais pagando os preços super inflacionados dos locais turísticos (uma Coca 500 ml sai por 2,50 em média, quando no mercado um litro vai custar 1,00 – mas o recorde foi uma Coca 400 ml de três euros no Neues Museum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, uma coisa que adorei: eles AMAM cachorros. Os bichos estão por toda a parte, e não falo só de poodles, yorkshires e chiuauas. O tempo todo na rua você vê pessoas andando com cães do tamanho de pôneis, totalmente tranqüilos, sem focinheira, até com a corrente solta. Os cães entram nas lojas com os donos, ficam deitados ao lado da mesa nos cafés, pegam metrôs e trem interurbanos... Parece que eles descobriram que o problema raramente é o cão em si, mas o seu dono, e com algum cuidado e treinamento você pode levar seu lobo para passear no parque sem causar tremores nem na mais rabugenta das velhinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país onde as coisas realmente funcionam, as pessoas seguem as regras que fazem a sociedade funcionar, são relativamente impessoais e amam cachorros... É, eu acho que gostaria de morar em um país assim. Mesmo ainda me sentindo um idiota ao esperar o sinal de pedestres abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8183232671271611294?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8183232671271611294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8183232671271611294&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8183232671271611294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8183232671271611294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/08/de-germanos-para-francos.html' title='De germanos para francos'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-3932299176220884303</id><published>2011-08-12T17:50:00.000-03:00</published><updated>2011-08-12T17:54:00.964-03:00</updated><title type='text'>A vida é um museu</title><content type='html'>Amanhã é meu último dia em Berlim e na Alemanha. De noite pego um trem para Paris que chega domingo de manhã. É hora de contar como foi esta semanada na capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Berlim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de oito horas da noite de domingo a aventura do Wacken terminou, com minha chegada à estação central de Berlim. É a maior e mais bonita estação das que vi, com vários andares e escadas rolantes por tudo quanto é lugar. Além, claro, do Fantasma da Estação, que grita desesperadamente toda vez que um trem de superfície parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos motivos para minha escolha do hotel em Berlim tinha sido o fato de ser próximo da estação. E próximo é um eufemismo: ele é literalmente do lado. Um alívio para um soldado cansado ansiando por repouso. Arrastei minhas malas até lá, fiz o check in, tomei um banho, jantei na base do McDonald’s e morri na cama até o começo da tarde de segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda feira nem quis pensar em fazer nada, mesmo com alguns amigos no MSN aparentemente desesperados com o fato de eu não estar correndo para ver algum prédio velho a cada segundo. Segundo um plano de viagem meticulosamente calculado, eu sabia que este era uma mistura de hotel com albergue. Ou seja, com quartos no estilo de hotel, mas com algumas conveniências dos albergues, como cozinha coletiva e máquina de lavar. Então pude dar jeito em minhas roupas, que voltaram um traste do Wacken. Dica aos viajantes: enquanto você espera para usar a máquina, fique usando o computador na cozinha coletiva. Com um pouco de sorte, você ganha um almoço de graça com a caridade das outras pessoas. Com um pouco mais de sorte, essas pessoas incluem uma ninfeta espanhola por quem você seria preso sem nem hesitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com roupas limpas e bem alimentado, pude me sentir humano novamente. Usei o resto do dia para organizar os vários passeios que gostaria de fazer, incluindo tentar entender o complexo (mas eficiente) sistema de transporte público da cidade. No dia seguinte pude, finalmente, começar o turismo de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça, rumei para um local mais afastado do centro para encontrar um lugar onde se fazem visitas guiadas aos subterrâneos da cidade, incluindo bunkers e túneis da Segunda Guerra e da Guerra Fria, sistemas de metrô abandonados e outras dungeons urbanas mais. De um modo bem calouro, fui apenas sabendo que o local era do lado da estação de trem. Resultado: Félix correndo de um lado para o outro com poucos minutos para o início da visita, às onze. Com alguns minutos de atraso, encontrei o lugar, junto com mais um grupo de holandesas (ah, as mulheres holandesas...) também atrasadas. Por sorte, o guia, um galês piadista com um inglês carregado de sotaque e uma baita cara de pinguço, deu mais uma passadinha antes do tour para ver se ainda tinham alguns perdidos. Voltou com um metaleiro e três holandesas (ah, as mulheres holandesas...) a tiracolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passeio demorou uma hora e meia e incluiu uma visita a um bunker nazista que posteriormente foi transformado pelos soviéticos em um abrigo em caso de guerra nuclear. Do modo como o troço foi mal-feito e com o ambiente opressivo que ficaria, se fosse usado, eu com  certeza preferiria estar embaixo da bomba e evaporar. Depois ainda saímos para uma estação de metrô atual, mas que também tinha sido modificada para virar bunker, em caso de necessidade. Muito legal descobrir que por trás daquelas portinhas que ficam trancadas tinha toda uma estrutura de salas e corredores para abrigar pessoas em um caos nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois deste tour guiado era para ter outro, por diferentes estruturas subterrâneas, mas o guia me disse que, por azar, logo naquele dia não haveria a visita. Terça feira não era um bom dia, segundo ele. Decepcionado, só me restou rumar para o segundo destino do dia, do outro lado da cidade, me separando das holandesas (ah, as mulheres holandesas...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto a um grande parque, fica o Palácio de Charlottenburg, construído por um nobre prussiano (que logo se tornou o primeiro rei da Prússia) para ser uma casa de campo para a sua mulher. E bota casa nisso. É um grande palácio do final do século XVII que foi habitado até os anos 40, quando levou umas pipocadas dos bombardeiros britânicos e foi quase todo abaixo. Reconstruído e restaurado, virou atração turística (uma história semelhante à de muitos outros lugares de Berlim). Passei por salas e mais salas absurdamente decoradas, em algo que penso ser uma versão menor de Versalhes. Como este, também possui um imenso jardim desenhado em diversas formas geométricas, com um belo mausoléu encravado no meio das árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, um dos grandes setores também se encontrava fechado, porque... era terça feira, claro. Mesmo que no site oficial da cidade estivesse escrito “aberto diariamente”. É, alemão também faz cagada. Ainda tive que andar um bom pedaço e me perder nas linhas de metrô / trem de superfície antes de voltar ao hotel. Não foi um bom dia, mal aproveitado, mas felizmente o único assim na semana (bem, você pode argumentar que a segunda feira também foi mal aproveitada, mas eu digo que aproveitei pra caralho dormindo!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta feira foi o dia de recuperar a moral com um dos passeios mais ansiados: o Zoológico de Berlim. É um dos maiores e mais diversos do mundo, com um monte de bichos que eu jamais tinha visto na vida. Acabou sendo bom ter ido no de Frankfurt, pois eles tem muita coisa em comum, e assim poupei um bom tempo. Comecei pelo aquário, que é super badalado e até pode ser visitado separadamente. Por causa disso, achei que fosse maior do que é. É bem parecido com o de Frankfurt, com a exceção dos aquários maiores com os bichos grandes (coisa pouca, tipo um tubarão-tigre de três metros). Fábio, tu ia adorar. Ou se sentir deprimido ao voltar para casa e ver os peixinhos no aquário de casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei para o espaço os bichos-balaios que você vê em qualquer Zoo do mundo (leões, girafas, elefantes, etc.), entretanto alguns ainda mereceram uma visita. Isso porque estes zoológicos da Europa são montados para que o público fique o mais próximo possível dos animais. Em alguns casos, é perfeitamente possível estender a mão e, quem sabe, perder uns dedos na boca de um bicho curioso (não sei como aquela criançada ainda tem todos os membros). O vidro também é muito usado, em vez das grades, mesmo em jaulas grandes. Então, por mais que você já tenha visto um hipopótamo, é totalmente diferente ver um nadando a 50 cm de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que importava eram os bichos novos, e destaco o bizarro aardvark (uma mistura de porco com tamanduá da África, que deve dar um bom assado), os ursos (o polar é grande, mas o pardo me pareceu tão pequeno... ok, não gostaria de entrar num ringue com ele mesmo assim) e, claro, os animais que são total e absolutamente os mais lindos e legais de todo o universo: os lobos. Entre várias passadas ao longo do dia, fiquei quase uma hora e meia de olho nos bichos e filmei / fotografei o suficiente para um documentário. Fora o momento do bode no meio do dia, eles não param de interagir entre si e inventar novas coisas. Uma hora, estão todos correndo uns atrás dos outros. Em outra, decidem escavar um novo buraco. Depois, brigam por um pedaço de osso. Daí interagem com as pessoas do outro lado do vidro. Então, o Alfa decide levantar e encher todo mundo de porrada. E assim vai, o dia todo. Juro que morri de vontade de pular o parapeito e ir lá abraçar e rolar com todos. Com certeza ia ser lindo e todos ficariam felizes: um com um pedaço de perna, outro com um braço, outro com umas costelas... Até uma orelha ou duas sobrariam para o filhotinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui embora perto da hora de fechar. De noite, desci para o saguão do hotel tomar umas cervejas e ver o jogo, interagindo com a brasileirada que também se encontrava lá. Eram sete brasileiros e uma alemã assistindo. Duas horas depois, tinha uma pessoa feliz e sete tristes. Tente adivinhar quais são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta feira foi o dia de ir para a Ilha dos Museus, um setor da cidade que aglomera meia dúzia de museus de história e arte. Fui a pé, pois o caminho passa pelas vistas obrigatórias de Berlim,o Reichstag e o Portão de Brandenburgo. As duas construções me surpreenderam, sendo maiores e mais bonitas do que eu esperava. Desci uma das ruas mais conhecidas da cidade, a Unter Den Linden, passando por vários edifícios históricos e comendo um almoço genuinamente alemão. Nos almoços, todo dia é uma nova descoberta quando se pede pratos aleatórios. Neste dia descobri que “liver sausages” nada mais são do que murcilhas e que “sauerkraut” percorreu um longo caminho até virar o nosso chucrute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando na Ilha, minha primeira parada foi na Catedral de Berlim, e à primeira vista dela meu queixo já caiu. Ao entrar, ele descolou da cabeça e saiu rolando pelo chão. Aquilo é FODA! É a maior e mais bonita igreja que já vi. Mesmo sendo uma igreja protestante, a decoração e ostentação interna não deixam nada a dever a qualquer catedral católica. E na parte principal um domo colossal se estende até 116 metros de altura (!!!), dando a impressão de que o céu é ali mesmo, onde tem os anjos do topo desenhados. Se impressiona mesmo as pessoas da era dos arranha-céus, imagina as pessoas do século XVIII. Se eu fosse um camponês desta época, de certeza acreditaria em Deus. Notre Dame e a Basílica de São Pedro ainda estão na minha agenda e, se forem mais imponentes que essa, eu me converto. Juro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dica: suba os vários degraus até a passarela no início do domo, assim terá uma visão espetacular de Berlim. Outra dica: não esqueça sua câmera no banco da igreja, assim não terá que descer tudo correndo para procurá-la. Pelo menos quem a achou, devolveu-a aos guardas, como um bom cristão. Não antes de roubar o cartão de memória, como um bom cristão. Felizmente não tinha nenhuma foto minha pelado diante do espelho, mas perdi todas as fotos tiradas até o momento no dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas coisas significaram que cheguei para ver os museus mesmo só às quatro da tarde. Sem problemas, pois tinha planejado a quinta feira porque é o dia em que os museus ficam abertos até dez da noite. Uma idéia tão boa que todo o planeta também a teve. Na frente do que eu mais gostaria de visitar, o Pergamonmuseum, havia uma fila de proporções mitológicas. Decidi desviar de rota e deixá-lo para o dia seguinte, indo para a fila do Neues Museus, que era mais curta. Ali, comprei um ticket muito interessante que dá acesso livre à grande maioria dos museus da cidade por três dias. Se você pretende visitar mais que dois, vale muito a pena, ainda mais que você não precisa se preocupar se conseguirá ou não ver tudo, pois se faltar tempo é só voltar em outro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei pelo Neues Museu (“museu novo”, significando com isso que tem só 150 anos de idade), que possui um acervo focado em antiguidades históricas gregas, romanas e egípcias. Também possui as descobertas originais do sítio que se imagina ser Tróia e algumas coisas de Pré-História e História Beeem Antiga. Não é preciso dizer que me perdi ali dentro, né? A sua peça mais famosa é o Busto de Nefertiti, com uma sala inteira dedicada só a ela. Você olha para a peça, em um estado quase perfeito de conservação, e fica realmente admirado por aquilo ter três mil anos de idade, em vez de produzido no ateliê da escola de artes na semana passada. É proibido de tirar foto e não tem jeito, mesmo ficando lá longe na sala adjacente e tentando usar o zoom aparece uma tiazinha engoda metendo a mão na lente. Saí apenas na hora de fechar, às oito (mais uma das pegadinhas onde o alemão diz um horário mas fecha em outro), e ainda tinha tempo para percorrer o Altes Museum (“museu antigo”, significando com isso que é vinte anos mais velho que o outro), com foco em arte grega e romana. Gastei um bom tempo em uma coleção de moedas antigas que eles possuem, indo desde as primeiras a serem cunhadas (lá pelos séculos VII–VI a.C.) até o final da Antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase dez horas, rumei de volta ao hotel. De trem desta vez, pois estava com os pés em frangalhos e com bolhas. Efeitos colaterais de andar o dia todo por dias seguidos. Fui logo dormir, pois queria ir cedo no outro dia para o Pergamonmuseum e evitar a aglomeração. Como meu “cedo” nunca é realmente cedo, cheguei passando das dez e já havia uma bela fila. Felizmente, logo descobri que era para comprar os tickets, e quem possui o super-ticket-combado como eu podia entrar direto. Os outros que percam seu tempo na fila. Trouxas. Há!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os outros museus são “muito legais”, mas não mais que isso, o Pergamonmuseus é “muito legal mesmo”. De cara você já entra em uma sala enorme com a atração mais famosa, o Altar de Pérgamo, uma reconstrução de um templo grego do século II a.C. com um friso gigante mostrando uma grande batalha entre deuses olímpicos e gigantes. O guia de áudio é muito informativo nesta hora, dando informações detalhadas de cada trecho do friso e indicando o deus que está ali representado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais três salões no estilo “colossal” no museu, que logicamente são os que mais impressionam. Uma delas possui reconstruções de colunas e fachadas de templos gregos dos dois primeiros séculos a.C., algumas com quase vinte metros de altura. A outra tem a fachada original do mercado de Mileto na época romana, uma visão massiva e imponente. E, por fim, a que mais me impressionou, pelo tamanho e pelos sentimentos de antiguidade e glória ancestal que evoca: o Portão de Ishtar na Babilônia, do século VII a.C. Quando você vê aquele negócio todo decorado e com uma cor azul profunda, pode pensar algo como: “bah, isso deve ser uma réplica recente”. Mas é a parada original, só com algumas restaurações inevitáveis, claro. O imenso portão, assim como as paredes da avenida que são reproduzidas no museu, são de pedra azul, não de tijolos normais, por isso mantém a mesma cor que inúmeros povos devem ter visto ao entrar naquela cidade legendária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de começar com essas visões assombrosas, até me exigiu um pouco de esforço olhar com atenção para o restante do acervo, quase humilde em relação às massacrantes atrações iniciais. Mas logo começou a fluir novamente aquele sentimento de escapismo e ancestralidade ao ver peças tão antigas quanto o tempo, esculturas, ornamentos, armas de mais de cinco mil anos atrás. O museu possui uma grande coleção de artefatos de algumas culturas do Oriente Próximo, onde podemos dizer que começou a civilização humana (como o nerd interior nunca morre, me deu uma vontade de jogar Age Of Empires I...). Como complemento, ainda, tem uma exposição de arte islâmica que, embora com algumas peças legais, não conseguiu prender tanto minha atenção depois de quatro horas ali dentro. Ainda passei no quarto museu da Ilha, o Bodesmuseum, que possui um acervo de arte do final da antiguidade até o Renascimento / Barroco europeu. Como meu negócio é mais história do que arte em si, apenas olhei com mais atenção o acervo bizantino e a coleção de moedas (que é bem maior que a do Altes Museum e vai até as moedas recentes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que me causou surpresa nestes museus por onde passei é... a desorganização deles. Isso mesmo. Se você imagina que os museus seriam bonitinhos e perfeitamente organizados, segundo a eficiência que os alemães demonstram em quase tudo, pode tirar o chucrute da chuva. Vi com freqüência peças expostas sem nenhuma explicação, ou peças de contextos completamente desconexos dividindo a mesma sala. A ordem das salas não faz muito sentido e você não consegue ter uma sensação de coerência ao percorrê-las. Quem não sabe ler alemão (ou seja, o mundo inteiro, fora os alemães) fica meio perdido, pois a grande maioria das peças não possui explicação em inglês, ou apenas na forma de uma frase curta (mesma coisa no Zoo). Tá, é fácil ver um machado e saber que é um machado, mas e uma bola de pedra qualquer na seção pré-histórica? Os guias de áudio, presentes em todos os museus, não ajudam muito, pois falam apenas de poucas peças, enumeradas de forma aparentemente aleatória (e se alongam em discursos chatos pra cacete). Percebi coisas assim em todos eles, mas no Neues elas chegam ao ponto de atrapalhar bastante a experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa overdose de velharias, aproveitei o fim da tarde para ir até um ponto menos chique do centro de Berlim, em busca de objetivos mais prosaicos: comprar camisas de banda. Na minha cabeça, estar em uma grande capital européia, a terra do metal, seria uma boa oportunidade de encontrar camisas das bandas mais obscuras que eu escuto e jamais encontraria no Brasil. Ledo engano. A loja onde fui, mesmo grande, tinha um acervo miado baseado em bandas comuns. Segundo o atendente, nem conseguiria achar aquilo na cidade, pois, quando o pessoal quer uma camisa diferente, simplesmente compra pela internet. Aproveitei a viagem então para comprar um novo cartão de memória para a câmera (calma, eu tinha um de reserva para tirar fotos nos museus), comer uma salsicha assada nas movimentadas barraquinhas de uma praça e voltar ao hotel. Amanhã o plano é fazer o check out do hotel, deixando as malas na sala de bagagem que eles possuem, e andar por alguns trechos ainda não vistos da cidade, incluindo a visita ao Museu de História Natural (afinal, eu sou biólogo, e não arqueólogo, né? Ai, ai...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho que falar das diferenças culturais ainda, que vão além de não ter cesta de lixo nos banheiros, mas este post já está longo demais. Quem sabe eu escreva no trem e poste logo ao chegar em Paris. Ate lá, então!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-3932299176220884303?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/3932299176220884303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=3932299176220884303&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3932299176220884303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3932299176220884303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/08/vida-e-um-museu.html' title='A vida é um museu'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-3310292257106581181</id><published>2011-08-08T09:29:00.004-03:00</published><updated>2011-08-08T14:27:28.898-03:00</updated><title type='text'>"WACKEEEEEEENNNNNNN!!!!"</title><content type='html'>Escrevi isso aí logo após sair do universo paralelo onde as pessoas de preto são normais. Como verão em breve, eu tinha tempo de sobra, por isso ficou “grandinho”. Agora estou em Berlim usando a segunda feira para recuperação. Vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Goslar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta feira anterior ao Wacken, aproveitei para dar um bate e volta em outra dessas cidadezinhas históricas do interior alemão que possuem alguma coisa legal para ver, dica da Tati e de um canadense que mora com ela. A bola da vez foi a pequena Goslar, uma espécie de Heidelberg menos pop. E, na verdade, se descontar o fator “castelo fodaço”, é até mais legal que a parente mais conhecida. Talvez também por eu ter ido durante a semana, a cidade estava menos lotada e era mais fácil ter aquela sensação de imersão medieval. Infelizmente, também por isso, vários pontos turísticos estavam fechados nos horários em que tentei ir. A cidade também possui mais construções antigas. Enquanto Heidelberg me pareceu praticamente toda renascentista ou mais nova, em Goslar existem muitas construções anteriores a 1500 para ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre estas, está a atração principal da cidade: as minas. Trata-se de um complexo de túneis de mineração escavados desde o ano 900 e alguma coisa. Isso mesmo, minas com mais de mil anos ainda conservadas. Tem algo que grita mais DUNGEON do que isso? Não vi os anões e os goblins, mas eles com certeza estão por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que o troço foi tombado patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Isto permitiu a criação de um complexo turístico muito rico, onde dá para perder um baita tempo. Tem inclusive visitas guiadas no interior das minas, alguns de várias horas e que vão em profundidades sinistras. Infelizmente eu fui em cima da hora e sem saber que estes mais longos só rolam com reservas antecipadas. Mas ainda deu para pegar uma voltinha de uma hora e meia por uma parte mais recente das minas. Duzentos anos de idade, só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curti para caramba esse passeio, feliz como pinto no lixo (ou como nerd na dungeon?). Mesmo com o guia só falando alemão (e como falava o tiozinho!) e sem entender os detalhes, deu para acompanhar a lógica e tirar muitas imagens dos túneis e dos trecos de mineração ainda conservados no seu interior. Existem visitas em inglês, mas logicamente não numa quarta feira aleatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de sair do túnel, ainda dei uma volta rápida numa parte que é museu, muito interessante. Mas vi só correndo porque meu tempo era curto e precisava voltar para a cidade para passar de nív... quero dizer, andar pelo centro histórico. Devia ter ficado mais pelas minas, pois, como falei, dei de cara com quase tudo fechado. Ficou só na fotografia exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goslar foi uma agradável parada não-planejada na minha viagem, e ficou até a vontade de voltar em um dia melhor. Vale a pena a visita, mas é preciso um certo planejamento para aproveitar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wacken&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... mas chega de turismo histórico por enquanto, pois logo depois o negócio foi METAAAAAAALLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, quinta feira, eu e Tati nos mandamos para a “Terra Sagrada de Wacken” (segundo cartaz do próprio evento). Conseguimos uma carona arregada em um site alemão (você busca o lugar onde quer ir e encontra anúncios de quem estiver indo para lá no dia desejado. Funciona legal e fica bem em conta viajar). Meio dia o gurizão passou para nos pegar em casa, já com mais um caroneiro a bordo, Iron Maiden à toda e carro devidamente identificado com as letras “W:O:A”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fomos nós subindo trezentos e tantos quilômetros para o norte, passando por Hamburgo, enfrentando trânsito (sim, eles também têm disso nas rodovias, porém bem mais sossegado que no Brasil) e chegando no vilarejo de Wacken. Basicamente, é um cu de mundo. A cidadezinha possui 700 habitantes, 2000 vacas e, em determinada época mágica do ano, abre-se um portal por onde jorram 75 mil urubus negros em direção ao reino do metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que o Wacken era grande. É o maior festival do gênero no mundo. As bandas que tocam lá são as maiores e mais conhecidas, uma atrás da outra. Mas não estava preparado para o real tamanho da coisa. Não é apenas uns palcos com uma área de acampamento. É literalmente uma cidade de quatro dias. Lá é possível encontrar de tudo e tem toda a estrutura para sobreviver ao festival tranqüilo. Existem três palcos enormes e quatro menores onde rolam o tempo todo atrações intercaladas ou simultâneas. Tem mercado, dezenas de barracas com tudo quanto é comida, Biergarten... Até uma vila medieval inteira eles colocam lá, com tudo o que um guerreiro do metal precisa: comidas de aventureiros, bebidas variadas, armas e armaduras (de metal mesmo!), espaço para treinar as habilidades bélicas (arremesar uma lança ou um machete é mais difícil do que parece!), combates entre guerreiros totalmente caracterizados, e mesmo umas sessões de tortura ocasionais para disciplinar aqueles que se desviam do caminho do Deus Metal. Obviamente também temos outras atividades voltadas ao interesse dos valorosos metaleiros, como concursos de Garota Camisa Molhada e moças de boa família oferecendo fotos de topless por preços módicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, dá para se divertir o tempo todo sem sequer ver uma banda. Mas, como era minha primeira vez e meu currículo de shows não é dos maiores, decidi focar na música mesmo. Tati fez o mesmo, e não nos arrependemos (bem, talvez de um ou outro...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O festival começa para valer na quinta, mas na quarta feira a área do festival já está aberta e existem eventos de aquecimento. Então, quando chegamos, por volta das quatro da tarde, a pequena Wacken já estava totalmente transformada em território headbanger. É até engraçado, você vai passando pela ruas e tudo o que vê é gente de preto, gente de preto, gente de preto... Ao contrário de como as coisas ocorrem no Brasil (cof, River, cof, Rock, cof...), a organização trabalha junto com os wackeanos (wackenses?) e estes vêem no festival uma exclenete oportunidade de lucro. Então dá-lhe tiozinhos usando camisas de bandas que nunca devem ter ouvido na vida, vendendo qualquer coisa “... do metal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando pela cidade em si, logo chegamos à área do acampamento, que ocupa uma grande extensão ao redor da área do festival em si. Quinta feira de tarde, já era tudo um mar de barracas, camisas negras e bêbados capotados (é, a galera já se passa logo de cara, vai entender...). Como éramos só dois, conseguimos depois de algum tempo achar um bom lugar muito próximo da área do festival (se você chegar tarde e precisar de muito espaço, é capaz de ficar a meia hora ou mais de lá). Armamos as barracas no sentido inocente do termo e logo estávamos prontos para começar as andanças. Se tem uma coisa que foto ou vídeo nenhum captura, e é preciso estar lá mesmo para sentir, é a profusão de figuras bizarras com as quais se cruza durante o evento, seja nos shows ou no acampamento. Desde os vikings saídos da Idade Média às glam-hard-bichas-loucas, passando por toda sorte de chapéus engraçados, placas com dizeres filosóficos (“Golfinhos são tubarões gays”, veja quanta sabedoria), pessoas (ou, quem sabe, ninfas da floresta) pouco, muito ou totalmente nuas andando como se estivessem na praia de nudismo. E não despertando mais do que um breve olhar dos outros, antes destes voltarem sua atenção aos seus canecos de um litro de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo chegou a hora do show de abertura, sete da noite (que na real é dia até quase dez horas). Nada melhor que uma clássica banda alemã para o posto, e lá estava o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Helloween&lt;/span&gt; para ocupá-lo. Tensão no começo, multidão já reunida, e os veteranos entram quebrando tudo... por 10 segundos. Daí o som falha, as luzes apagam e ficam todos com cara de tacho no palco. Até que tiraram de letra o problema inicial, rindo da situação, até recomeçarem a música e... isso mesmo, tudo desliga de novo. Não dá para saber se a culpa é do pessoal da banda ou da organização, mas digamos que não foi um bom começo. Entretanto, até que gostei, porque daí, por causa da perda de tempo, eles decidiram pular a primeira faixa (de divulgação do disco novo que não conheço) e partir logo para um setlist recheado de clássicos. Gostei muito do show dos caras, pois tocaram muitas músicas dos clássicos “Keepers”, que são os que melhor conheço. E o vocalista Andi Deris é um piadista. Pena que só falava em alemão. Mas o que eu deveria esperar, vendo uma banda alemã num festival alemão cheio de alemães? (tem gente de todos os lugares e tropeçamos em vários brasileiros, mas a grande maioria é da terrinha mesmo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Helloween foi a melhor banda de abertura possível para um dos shows que eu mais esperava. Afinal, é uma banda que figura no meu Top 5 e veria pela primeira vez no próprio país deles, onde são gigantes. Porém, o show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blind Guardian&lt;/span&gt; acabou sendo uma decepção. Não por eles, pois as três músicas que consegui curtir foram animais. Mas por algum motivo sinistro ocorreu uma quantidade absurda de “crowd surfing”, aquela brincadeira de shows onde se levanta um sujeito e se vai passando ele por cima da galera de mão em mão. É algo divertido, por certo. Mas não quando a cada 30 segundos tem um mané voando para cima de você e é preciso parar de curtir para empurrar o maldito. Sério, foi ridículo. Ao mesmo tempo em que incomodou muita gente (fiz minha parte ao arremessar uns dois direto no chão, nas horas de mais raiva), a maioria continuava empurrando, e isso durou o show inteiro. Só não fiquei mais puto porque logo no mês que vem verei um show deles no Brasil, mas foi bem chato. Felizmente, o crowd surfing pareceu diminuir dali em diante, mas também começamos a ver os shows mais de trás para não nos incomodarmos tanto (a Tati levou uns belos socos também em rodas de poga – já mencionei que era um festival de ogros metaleiros?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, pausa para o rango. Achei a comida lá muito boa, desde os simples espetos de carne à moda bárbara e lingüiças assadas até rangos mais elaborados. Passaria o dia todo comendo e bebendo, se não fosse tudo tão caro também. Se eu pensasse em termos de preço convertido, estaria chorando a cada espeto de 11 reais e cerveja 400 ml de 8. O negócio é deixar a mente no Modo Euro (“só cinco contos, está em conta!”) e ser feliz, com alguma prudência. Outra coisa que me mostrou como esquemas simples podem funcionar para resolver problemas comuns foi o uso de um sistema de caução para copos e canecos de plástico grosso, que são devolvidos depois, evitando a orgia de copos descartáveis que com certeza ocorreria no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barriga cheia e logo às dez já tínhamos o primeiro headliner do festival. Ninguém menos que o vovô caquético mais amado do Metal, Mr. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ozzy Osbourne&lt;/span&gt; . Daí juntou multidão mesmo e logo estava lá o bom velhinho, tocando seus metais clássicos, dando corajosos pulinhos de vinte centímetros e agitando a galera como um animador de festas do asilo. Uma coisa não se pode negar, mesmo com todas as desafinadas e gagazices que apareciam pelo caminho: Ozzy é foda. Com toda aquela idade e os galões de drogas que já correram pelo sangue, eles sabe como empolgar uma multidão e não para de agitar um minuto. É talvez o melhor frontman vivo (?) do metal. Quando veio a primeira do Sabbath, “War Pigs”, meu coração de metal virou melado e os olhos lacrimejaram, ao ver o próprio cara, tocando aquelas músicas, para aquela multidão ensandecida. Foi um show verdadeiramente marcante e fechou uma noite curta de shows com a vibe lá em cima. Antes de dormir, mais um litrão de boa cerveja vendo vídeos antes de fugir para a barraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite mal dormida, como o esperado para um lugar onde amanhece às cinco horas e em uma barraca baleada que deixava entrar a chuva da manhã. Ao desistir de tentar dormir mais, foi hora de fazer algo nada metal: tomar banho. Primeiros contatos com algumas realidades do evento: como os organizadores estão aumentado a quantidade de ingressos cada vez mais, existe muita gente em todo lugar. Para tudo, uma fila e uma taxa. Para usar o banheiro relativamente limpo, fila de meia hora e 50 centavos de euro (consegue imaginar uma fila longa e demorada de homens agoniados, esperando para fazer a única coisa para a qual homens procuram banheiros limpos? Ah, pois é...). Depois, para tomar banho em estilo militar/presidiário, mais fila de meia hora e 2,50 euros. A manhã ia praticamente toda nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio dia rumei para o primeiro horário de shows, pois ia tocar uma das bandas que eu mais queria ver, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ensiferum&lt;/span&gt;. É uma daquelas um pouco menos conhecidas que vêm mais dificilmente ao Brasil, por isso a expectativa. E o viking-power-sei-lá-o-que metal deles é um dos sons que mais escutei nos últimos meses. Não me decepcionei. Com menos pessoas, deu para ficar mais perto, agitar bastante e já mandar para o espaço todo o serviço feito no banho. Tocaram a maioria das minhas favoritas, inclusive a “country” “Stone Cold Metal”, que possui uma paradinha com assobios e piano de faroeste no meio que ficou genial no show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito isso, um tempo para um rango e uma cerveja de trigo no Biergarten antes de encontrar Tati, que tinha ido andar pela cidade, para o show das duas e meia. Algo no mínimo bizarro. Já imaginou metal feito quase totalmente com... a voz? É o que faz o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Van Canto&lt;/span&gt;. A bateria é o único instrumento “real”. Os riffs e solos de “guitarra”, a base de “baixo” e, bem, os vocais, são feitos apenas com as vozes de três (ou quatro, não lembro) caras e uma mulher. O estilo é Power metal melódico sem grandes novidades. Enquanto camadas e mais camadas de canto se sobrepõe, um deles faz um “dugudum, dugudum, dugudum...” imitando a base cavalgada típica do gênero. Prepare-se para rir quando outro vier fazer o “solo”, algo parecido com o som do Lyu Kang ao dar aquele golpe “pedalada” em que ele sai voando e dá vários chutes no oponente, lembram? Talvez um peru sendo estrangulado soe parecido também. As músicas até que são interessantes e eles fazem alguns covers (Nightwish, Blind Guardian, Metallica), mas eu classificaria mais como curioso do que como legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findo isso, mais um tempinho sentados no Biergarten (eu estava meio quebrado, por causa da falta de sono acumulada há dias e dos shows de quinta) e fomos ver o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rhapsody Of Fire&lt;/span&gt;. Eu gosto da banda em estúdio, tenho os quatro primeiros discos e ouço mais o “Power Of The Dragonflame”, onde Fabio Lione passou a cantar de um modo mais variado e agressivo. Mas no show, por algum motivo, não deu liga. Eles estavam lá fazendo exatamente o que se espera deles, com velocidade e teatralidade. Mas não empolgaram, e pela reação do público como um todo eu diria que o show foi morno realmente. Tocaram umas músicas que eu conhecia e tal, mas pelo jeito as que eu mais gosto não são as mais clássicas. Pelo menos serviu para me decidir sobre se “Lamento Eroico” é uma balada épica legal ou pomposa brega. A segunda opção ganhou, desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tati agüentou pouco e foi checar o outro show que ocorria simultaneamente no palco grande próximo (sempre era intercalado um horário com um show no palco grande central com outro em que duas bandas tocavam ao mesmo tempo nos dois palcos das extremidades). Como estava meia boca o show, também saí um pouco antes esperado que naquele horário, com dois shows rolando, teria menos briga no estande de merchandising. Doce ilusão. O aglomerado humano nem era tão grande, mas a ineficiência dos atendentes compensava com méritos. Só agüentei ali por uns 40 minutos porque sabia que ia ser assim o tempo todo, e a demora só faria diminuir o número de produtos. Tudo para comprar uma camisa oficial do festival a um preço superfaturado. Mas quando que eu poderia comprar uma lembrança dessas de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após isso encontrei Tati na fila dos caixas eletrônicos e não me senti mais tão indignado com a demora. Isso porque as filas dos caixas eletrônicos davam um banho em matéria de lerdeza. Tive tempo de ir até a barraca, comprar comida, ir ao banheiro, voltar, e ela ainda estava na metade do caminho. Haja saco. Embora eu creia que ela não tenha um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, estávamos próximos do headliner do dia. Com o show mais longo de todos no festival, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas Priest&lt;/span&gt; juntou uma multidão em frente ao palco central. Era um mar de gente, aparentemente maior que no Ozzy. Eu nem conheço muito Judas, apenas três discos (Sad Wings Of Destiny, Screaming For Vegeance, Painkiller – e mais uma música, lógico), mas era uma oportunidade única de ver esses velhinhos, já que, segundo os próprios, é a última turnê mundial da banda. Rob Halford perde muito para o Ozzy em matéria de presença de palco, eu diria, pois se limita a cantar e andar pelo palco, apenas ocasionalmente evocando os “crazy metalheads”, “fucking metalheads”, “[insira um adjetivo aqui] metalheads”. Mas em matéria de desempenho ele manda muito bem, com a garganta ainda capaz de dar os característicos gritos estridentes com força total. O show me pareceu morno na primeira metade, não só porque eram músicas que eu pouco conhecia, mas o público não aparentava tanta empolgação. Tudo mudou na metade, quando entrou a absolutamente simplória e clássica Breaking The Law, em que Halford não cantou uma síliaba. Deixou tudo para o público, que fez seu serviço com louvor. Daí a coisa começou a pegar fogo. Ameaçou amornar no inevitável solo de bateria, mas quando o batera emendou a introdução de “Painkiller” (a música mais violenta do Judas, minha favorita) a temperatura estourou de novo. O show seguiu em alto nível até o final, totalizado duas horas e quinze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo cumprido a missão do dia, eu tinha duas escolhas: esperar três horas até duas da manhã para ver o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apocalyptica&lt;/span&gt; (a banda que mais me interessava das que sobraram no dia), ou ir dormir para estar inteiro no dia seguinte, que ia ser mais recheado de bandas. Ainda tomamos uma cerveja e vimos um show com fogo de deixar os hippies da Bio com inveja, mas a segunda alternativa predominou e deixei Tati sozinha esperando pelo quarteto de violoncelos. Foi altos show, segundo sua opinião, mas valeu a pena recuperar uns pontos de vida extras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei com o sol e pensei que era perto das nove. “Legal, devo ter dormido bem!”. Olhei o relógio: 5:50. Maldito eixo torto da terra e seu ciclo de estações. Daí voltei ao dorme-acorda até dez. Mas estava mais inteiro que na sexta. Novamente, filas da limpeza interna e externa. Voltei à barraca e comi coisas de mercado que tinha trazido, para economizar um pouco. Era um pouco mais que meio dia quando Tati voltou do banho e fomos para um show que ela gostaria de ver, do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Visions Of Altantis&lt;/span&gt;. Típico metal melódico / pomposo com vocal masculino limpo e feminino. Tem muitas bandas neste estilo, mas eu gosto de escutar, e os 20 minutos que conseguimos ver do show foram legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí teria um espaço longo na agenda que usamos para passear pela vila medieval, tentando a sorte com as armas medievais e vendo as coisas divertidas que aquele bando de nerds criava. Trombamos com um brasileiro que nos acompanhou durante o próximo show, do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mayhem&lt;/span&gt;. É a banda que provavelmente simboliza melhor aquele Black Metal norueguês reto e sem concessões do início dos anos 90. Musicalmente falando, é isso mesmo. Pancadaria extrema, músicas repetitivas e um vocal totalmente insano (que eu gostei bastante). Mas os caras decidiram fugir do estereótipo ao aparecer de cara limpa, sem a característica corpse paint. Acho que isso prejudicou a teatralidade do negócio e só dava para dar risada das caras e bocas do vocalista tentando parecer MegaPowerEvil (lembre-se: JAMAIS SORRIA em um show de Black Metal). Eu gostei do som, mesmo achando a performance tosca, mas Tati logo sentou e ficou com cara de quem poderia vomitar a qualquer grito histérico ou música exatamente igual à anterior. Quem realmente chegou nesse ponto foi um norueguês que estava logo à nossa frente e virou atração com suas gorfadas. Logo outro bêbado tropeçou nele e ficou no chão também. Parecia que ia virar uma pilha de chapados, mas a galera do “genteeee, isso é sério!” acabou com as risadas gerais chamando os paramédicos. Coisas do roquenrôu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo acabado Mayhem com pelo menos 20% a menos de audição, demos uma olhadinha no Iced Earth, mas como nenhum de nós curtia muito, logo fomos passear de novo. O próximo show foi quinze para as sete, e era nada menos que nossos amigos do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sepultura&lt;/span&gt;. Também não é uma banda que eu acompanhe tanto assim, embora goste do estilo. Prestarei mais atenção, porque o show foi realmente forte. Eu queria ter uma idéia do quão grande a banda é na Europa, já que aqui no Brasil a única coisa que o pessoal sabe dizer é que a banda acabou depois que o Max Cavaleira saiu. E olha que isso faz quinze anos. Eu sempre achei o Derrick mais vocalista e o público europeu não parece partidário do chororô, pois a galera que tinha para assistir era comparável à de qualquer uma das bandas locais conhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Sepultura, foi hora de ir direto para o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Avantasia&lt;/span&gt;, projeto-propriedade do vocalista do Edguy, Tobias Sammet. Aparentemente este era o último show deles, então o grande público estava altamente empolgado. Além de Tobias ser um bom frontman, metade da Alemanha foi chamada para dividir o palco, ficando a banda com seis vocalistas convidados de diversas bandas conhecidas. Gostei bastante, embora seja um pouco melódico demais para meu gosto. Um pouco de pancadaria a mais sempre ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última volta pela área do festival antes de engatar uma sequência de shows que detonou, absolutamente. Primeiro, a banda que, na minha opinião, simboliza o rock sujo, rápido, pesado e descompromissiado. Yeah, they are fucking &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Motörhead&lt;/span&gt;, and they are rock’n’roll!. Neste momento, eu acredito que o Wacken inteiro estava lá para assistir. Melódicos, extremos, roqueiros das antigas, não importa, todos estavam lá para curtir com a lenda viva sexagenária Lemmy e seus companheiros. De um jeito bem direto, o trio foi jogando uma cacetada atrás da hora, sem piedade. Para mim, um dos grandes shows do festival, que encerrou com a mais que clássica dobradinha “Ace Of Spades” e “Overkill”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dava para ir embora e me dar como satisfeito, ter visto pela primeira vez três lendas do metal/rock em três noites seguidas. Mas era a última noite, era preciso aproveitar tudo até o final. Os planos eram de ir longe, até o festival literalmente fechar. Várias surpresas ainda viriam pelo caminho, nem todas elas boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira foi das mais excelentes, e um dos pontos altos do festival para mim. Logo quinze minutos após o Motörhead começaria outra banda, sobre a qual eu pouco sabia além de que tinha alguma coisa a ver com folk. Como folk metal tem sido minha pira principal nos últimos quatro anos, poderia ser interessante. Tati foi comigo, mas sem muitas expectativas, pois para ela folk metal nada mais é do que um black metal escroto com algum acordeão ou gaita de foles para fazer firula. Qual não foi nossa surpresa ao descobrir que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eläkeläiset&lt;/span&gt; (saúde!) não era metal coisa alguma, mas uma banda da mais pura Humppa! Este é um tipo de música popular finlandesa que se caracteriza pela velocidade extremamente rápida e ritmo contagiante, convidando à batida de pernas e dancinhas divertidas. Só que, além de músicas “true Humppa”, o Eläkeläiset faz versões humppicas de músicas de metal e rock, incluindo Iron Maiden, Metallica, Motörhead, Beatles, Nightwish e por aí vai. Então basicamente tínhamos quatro caras sentados com acordeões, violinos, teclados e contrabaixos, mais um gordinho na bateria, botando para quebrar e não deixando nenhum metaleiro ficar parado (tá, isso pareceu propaganda de Sessão da Tarde, mas era isso mesmo). Além da música em si, a performance era ótima, com danças e piadas (pelo menos esses falavam em inglês!). Ganharam direito a um tempo  de 1:15h, longo se comparado ao de muitas bandas conhecidas no festival, minutos que passaram voando na velocidade da Humppa. Nem a chuva, que depois de ameaçar durante três dias resolveu cair com força, impediu os True Warriors Of Metal de dançarem felizes na lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Eläkeläiset foi a surpresa do festival, mas ainda teríamos um excelente fechamento pela frente. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Subway To Sally&lt;/span&gt; (não, não me pergunte por que diabos este nome) foi o encarregado e, sendo um banda grande na Alemanha, contou com um bom público que resistiu à chuva pesada (o suficiente para conseguirmos ficar no local mais próximo do palco de todos em que ficamos, sem estresse ou aperto). Até onde sei, o estilo deles era mais voltado ao folk no início da carreira, tendo se deslocado para algo meio industrial com batidas pulsantes (e até dançantes, mas não tão parecido ao Rammstein quanto soa). Felizmente o disco de transição e que parece ser o clássico deles é justamente o único que tenho, então teve várias músicas que eu conhecia. Não posso deixar de salientar a parte pirotécnica, que foi realmente show de bola. Fogo saindo do chão do palco, de cima do palco, das estruturas logo sobre nossas cabeças, cuspido pelos músicos... Um excelente modo de encerrar, às três da manhã, uma dose cavalar de metais pesados injetada diretamente no cérebro ao longo desses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então tudo acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literalmente. No momento em que encerrou o último show, o Wacken pareceu balada fechando. Ainda estávamos super animados, pois no programa mostrava que rolaria uma festa metálica com caraoquê e tudo até seis da manhã. Mas no local indicado não aconteceu nada e logo eles trataram de tirar o pessoal do local dos shows. Correndo na chuva entre as barraquinhas que fechavam uma atrás da outra, não era mais possível encontrar uma gota de cerveja, e apenas algumas sobras de comida. Todo mundo fugiu para as barracas, para casa, ou para algum buraco misterioso escondido no meio dos campos. Foi o “acabou a cerveja, acabou a amizade” na maior escala que já vi na vida! Isso deu uma desanimada em nós e só nos restou voltar amuados às barracas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda havia uma longa aventura a ser enfrentada, da volta. Tati tinha planejado festar até amanhecer e disparar direto, pegando os ônibus do festival que levavam até a estação de trem mais próxima, para chegar em casa pelo meio dia e dormir para trabalhar segunda. Meu plano era também festar até tarde, mas daí dar uma bojada e voltar perto do meio dia, por isso comprei a passagem para final da tarde. Tudo poderia dar certo se não fosse pelo detalhe de que não teve festa. O jeito foi ficar nas barracas dando uma bodeada esperando a hora de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva engrossou e o vento começou a bater com força, de um modo que fazia minha barraquinha já sofrida parecer que ia desabar a cada minuto. Sem o telhadinho que cobre as telas que ficam na parte superior, tive que me virar com umas capas de chuva amarradas, mas com o vento não adiantava muito. Decidi que, se era para ficar na barrada daquele jeito, o melhor seria disparar de uma vez, às seis da manhã também. Não ia conseguir dormir de qualquer maneira. Desmontamos as barracas e caminhamos com as malas por um bom pedaço sob chuva e vento, o que é uma experiência inglória. Chegamos e lá estava um dos ônibus atulhado de metaleiros e malas. Juntamos nossos pacotes e ossos molhados aos deles, e lá fomos sacolejando até Itzehoe, a cidade mais próxima que possui uma estação de trem (eu já mencionei que Wacken é um cu de mundo? Deixa eu falar de novo: Wacken é um cu de mundo!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ter uma estação de trem” não significa “ter uma estação de trem onde caiba todo mundo” e lá foram os metaleiros se amontoar pelo chão da microestação. Aproveitamos para trocar as roupas encharcadas. Ainda faltava uma hora para o trem da Tati e a bagatela de dez horas para o meu. Fui perguntar para o vendedor de passagens se tinha jeito de trocar de horário, mas tudo o que ele me disse foi que poderíamos já ir até Hamburgo a qualquer momento, sem ter que esperar o horário certo. Isso soou melhor que ficar naquele pulgueirinho, e lá fomos nós. Era até engraçado, aquele monte de gente de preto dominando o pequeno local, e lotando o trem que logo chegou. Em Hamburgo, finalmente descemos em uma estação decente e esperamos tomando um café. À essa altura, com a adrenalina já baixa, me sentia como um zumbi. Tati não parecia diferente. Uma hora depois, chegou o horário dela e nos separamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tive que esperar um pouco para abrir o guichê de vendas, onde pude perguntar se dava para trocar o diabo da passagem. Não rolou pois, como eu comprei com preço promocional, teria que pagar uma diferença grande para pegar um trem que sairia apenas três horas antes. Para quem ia esperar por dez, três a menos não fazia tanta diferença. Juro que, se estivesse em condições, aproveitaria para andar pela cidade. Com essa possibilidade totalmente fora de cogitação, me sentei num bando da estação e comecei a escrever este relato, que continuou nas horas em que passei sentado em um McDonalds comendo porcarias. O tempo todo ainda vejo pessoas de preto com cara de sono andando de um lado para o outro ou caídas nos bancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você conseguiu chegar até o final e achou isto insuportavelmente longo, pode ter uma idéia do quão grande está meu saco de ficar esperando. E ainda tenho uma hora e meia pela frente, mas com certeza não usarei para continuar escrevendo. O plano agora é pegar este trem, em duas horas estar em Berlim, ir direto para o hotel (abençoadamente é do lado da estação) e morrer na cama. Amanhã o dia é de descanso e, quem sabe, lavar as roupas e outros bagulhos que voltaram num estado deplorável. Berlim mesmo, só terça feira. Tudo dentro do planejado. Um dia a menos de turismo por três dias que foram muito, mas MUITO legais. Só me pergunto agora... Quando venho para o próximo??&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-3310292257106581181?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/3310292257106581181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=3310292257106581181&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3310292257106581181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3310292257106581181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/08/escrevi-isso-ai-logo-apos-sair-do.html' title='&quot;WACKEEEEEEENNNNNNN!!!!&quot;'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4155652357510602536</id><published>2011-08-02T19:55:00.004-03:00</published><updated>2011-08-03T03:34:14.078-03:00</updated><title type='text'>Turista sensu lato</title><content type='html'>Primeiros dias na Europa e parece que já se passou uma eternidade. Quando penso que ainda faltam 28 dias de viagem, tenho a impressão de que farei alguns aniversários até o retorno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem foi sossegada. Quem já enfrentou muitas viagens longas de busão não tem o menor problema com uma viagem longa de avião. O espaço da poltrona pode ser mais apertado, mas de resto o conforto é infinitamente maior, sem todo o chacoalhar, com serviço de bordo e com uma telinha de televisão individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, não consegui dormir nada, como o usual. Nem sei como pensei que conseguiria. Mas, ei, pelo menos deu para assistir Rei Leão e Forrest Gump!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Frankfurt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no aeroporto de Frankfurt 13:30 (hora de lá, 8:30 no Brasil - são cinco de diferença), mais perdido que filho da puta em dia dos pais, comecei a fazer algo que foi comum neste início: andar de um lado para o outro tentando descobrir o que fazer em seguida. Pelo menos o tiozinho da imigração mal olhou para a minha cara. Muito bom, já que eu estava importando ilegalmente alguns quilos de alimentos brasileiros para uma amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que foi rápido descobrir como comprar o ticket do trem e como pegá-lo, bastou uma meia dúzia de "Do you speak English?". Chegando na estação principal e portanto um mapa tosco feito à mão. é óbvio que dei algumas voltas para chegar ao meu hotel que, no fim, ficava a uns 300 m da estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o resto do primeiro dia em Frankfurt foi bem emocionante: pedi uma pizza no hotel e morri na cama. Tudo dentro do planejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que foi bom, pois daí pude acordar 13 horas depois, às 8:00, e entrar facilmente no fuso horário deles. Daí pude sair cedo no único dia que teria para conhecer a cidade. Sem celular e impressora, usei a câmera fotográfica para tirar fotos do Google Maps e saber onde me enfiar. Saí andando mesmo, porque tudo o que eu queria ver parecia perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando pelo centro histórico, que inclui um sítio arqueológico no meio da cidade (tá, só uns restos de paredes, mas eram paredes de 1500 anos de idade!), pelas pontes que atravessam o rio principal da cidade e por um mercado de rua, pude enfim ter minha primeira refeição genuinamente alemã. Claro, composta por lnguiças e chucrão ute. Uma dica aos turistas: se você achar que sabe pelo menos uma palavra em alemão e tentar pedir um "chopp" para o garçom, ele irá lhe olhar como um extraterrestre. Pois é, não se usa essa palavra na terra-mãe. Só peça uma cerveja e deu, ela certamente virá do barril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, mas algumas voltas e fui parar no Zoológico da cidade. Parecia pequeno no mapa e não era para ser nada do outro mundo, mas pensei que seria um bom aperitivo para o de Berlim. O caramba. Mesmo esse Zoo pequeno caga na cabeça de quase todos que já vi no Brasil, com uma diversidade enorme de bichos, aquário, insetário, reptário aquecido (sim, deu para ver répteis se mexendo!), setor escurecido para animais noturnos... Legal demais! Terminei a tarde ali e só saí com as sirenes do Zoo mandando todo mundo se mandar. Voltei caminhando e ainda parei para comprar um casaco (o "verão" deles é como nosso outono...) em uma pequena e desconhecida rede de lojas chamada "cunda". Outra dica: roupas NÃO SÃO mais baratas lá. De modo geral, até mais caras. Por outro lado, paguei 50 Euros em um saco de dormir que custaria mais de 200 reais aqui no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heidelberg&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, saí para conhecer Heidelberg, uma cidade turisticamente famosa relativamente perto de Frankfurt. Daí que dei minha primeira turistada feia. Acontece que comprei os tickets no dia anterior, desnecessariamente (não acredite na histeria do "é temporada, cuidado!", dá para conseguir ticket de trem na hora fácil). Eram 10:11. Faltando 7 minutos para sair o trem, descobri que o que tinha comigo era apenas os tickets de reserva de assento. O do trem mesmo, o mais necessário, eu nem sabia que existia, e nem sabia se tinha pego da máquina automática no dia anterior. Com omeu hotel era ali do lado, pensei comigo mesmo: "dá tempo!". E saí correndo feito um maluco. Cheguei no meu quarto já morto e, depois de revirar as coisas, encontrei o maldito. E lá fui correndo de novo. Consegui chegar 10:20. No Brasil, teria dado muito certo. Na Alemanha, não. O trem já estava longe. Puto da cara comigo mesmo, só pude ir para a máquina automática e comprar um novo ticket de ida para o trem de uma hora depois. Ainda consegui a proeza de sentar na classe errada, mas por sorte percebi antes de passar a tia que cobra a passagem. Paciência. Foi como se eu tivesse chegado na hora planejada, tido uma dor de barriga de uma hora e limpado a bunda com 20 Euros. E o mais irônico foi que, durante a troca de trens na metade da viagem, o outro atrasou... 2 minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo perdido este tempo, cheguei e Heidelberg e a primeira coisa que fiz foi atravessar a cidade para ir no famoso castelo em ruínas. Eu pensava que seria o tipo de lugar onde eu poderia gastar muito tempo, por isso era bom começar por ele. Não deu outra. O castelo é MUITO FODA! Abandonado desde o fim do século XVII, possui algumas partes em ruínas, outras ainda inteiras, e dá para andar por quase tudo, inclusive com um tour guiado pelos aposentos interiores. Sei que ainda estou no começo, mas tenho certeza que aquele lugar será um dos pontos altos da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, já mais tarde, voltei andando pelas ruas da parte histórica da cidade, consegui pegar o tem de volta na hora e, sem a menor vontade, tive que gastar a noite e madrugada terminando um trabalho para enviar para um congresso. Paciência, quem mandou ficar assistindo as aventuras do Simba no avião?..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Göttingen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro &lt;span&gt;dia não fiz mais nada além de acordar tarde e pegar o trem. Uma viagem mais demorada pelo interior da Alemanhã, com paisagens idílicas de... plantação, plantação, cultivo de pinheiro, cultivo de pinheiro. Nada muito diferente do interior de Santa Catarina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando Em Göttingen, encontrei com a amiga que ia me hospedar por alguns dias (a mesma das comidas ilegais). Conversar, dormir muito, no outro dia andar pela cidade (que, mesmo pequena e universitária, tem suas coisas legais de ver), cerveja com um pessoal e de volta, agora digitando isso aqui. E por isso mesmo está na hora de terminar, pois daqui a pouco vou dar um bate e volta em outra dessas cidadezinhas velhas próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo post, que talvez seja apenas na segunda feira, depois do Wacken, algumas considerações sobre as diferenças (e semelhanças) culturais. Té mais!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4155652357510602536?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4155652357510602536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4155652357510602536&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4155652357510602536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4155652357510602536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/08/turista-sensu-lato.html' title='Turista sensu lato'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-3662211840966134092</id><published>2011-07-28T13:13:00.002-03:00</published><updated>2011-07-28T13:17:38.086-03:00</updated><title type='text'>Plataforma de lançamento</title><content type='html'>Depois de três semanas do capeta e trampando até o último minuto, hora de partir. Abençoado seja o horário de partida Às 16:15, perfeitamente adequado ao meu ciclo de vida. Mesmo porque dormir de novo, agora, só depois do vôo, eu acho. Será que Dramin pega mais forte nas alturas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos vou poder jogar computador durante horas e horas sem me sentir culpado e... Ah, esqueci. Ficaram dados para planilhar e um resumo para escrever no avião. Legal, Félix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, relato de um viajante calouro e primeiras impressões dazuropa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-3662211840966134092?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/3662211840966134092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=3662211840966134092&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3662211840966134092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3662211840966134092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/07/plataforma-de-lancamento.html' title='Plataforma de lançamento'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-9166436177565498497</id><published>2011-07-22T00:24:00.004-03:00</published><updated>2011-07-22T01:10:04.074-03:00</updated><title type='text'>Seven days.....</title><content type='html'>... não, não para a Samara vir me pegar. Em sete dias estou embarcando para a (até o momento) mais longa e mais distante viagem da minha vida. Relaxem, nada de um trabalho de campo no coração da África ou uma expedição à Antártica. Tampouco uma jornada ao Líbano ou à Palestina para virar homem-bomba. Só uma típica viagem de turista na Europa, sozinho e por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será uma viagem num esquema semi-jovem mochileiro. Se por um lado vou para os vários cantos por conta e ir montando meus programas quase na hora, por outro não vou me amontoar em albergue nem à ir procura de baladas insanas/coffee shops/orgias/red light districts. Tudo isso por ser um assalariado-nerd-insone-antisocial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, estou indo para lá ver coisa velha. Como um fanático por história, quero ver de perto aquelas coisas dos livros. Gastar o dia inteiro em um museu, de história humana ou natural. Sentar numa igreja e ficar pirando na arquitetura. Caminhar num bairro histórico de uma cidade medieval e me preparar par ao ataque dos orcs. Talvez, depois de algumas semanas, eu não aguente mais ver cacos de porcelana e saia correndo para uma festa. Mas sei não. Afinal, eu sou o Félix. Se eu estiver cansado, é muito mais provável que peça um rango arregado (turismo gastronômico/etílico também é importante!) e fique morgando no hotel do que encarar o mundinho noturno sem companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, inconscientemente montei um roteiro "viagem no tempo". Depois de um bom tempo na Alemanha, irei para França (pensem no começo da Idade Média, império franco e etc.), Itália (Roma, final da Antiguidade), Grécia (idem, Antiguidade Clássica) e fecho em Creta (civilização minóica, a primeira civilização "sensu stricto" da Europa). Pensando bem, se eu continuar a volta no tempo, o Líbano, Palestina e resto do Oriente Próximo já estarão no roteiro da próxima viagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem só de turismo geriátrico viverei. Haverá os momentos malucos, com certeza. Dentre eles, o principal será o Wacken. Para os não-iniciados, é só o maior festival de metal do mundo. 75 mil metaleiros acampados por cinco dias nos campos de uma cidadezinha minúscula nos canfudós da Alemanha, em um clima de "mundo paralelo", em perfeita paz e curtição, com as maiores bandas do mundo tocando uma atrás da outra. Para quem já foi num River Rock, é só pensar que é 50% mais longo, 200% mais isolado, 1500% mais populoso e com bandas 5000% melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no finalzinho será legal curtir um verão na praia em pleno Agosto. Afinal, Creta, além das antiguidades, tem dezenas de praias de veraneio. Pensando nisso que até comprei o item mais fundamental à sobrevivência de qualquer viajante na Europa: um par de Havaianas novo, obviamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, pretendo, ao menos neste mês, atualizar o blog com frequência, tanto para registrar algumas memórias quanto para compartilhar com os amigos e quem mais quiser ver as experiências. Vai ser o mês mais agitado do Santuários desde... desde... bem, desde antes de eu ficar jogando uma besteira qualquer a cada trimestre só para tirar o pó e espantar as aranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maaaaasssss... Sete dias ainda é muito tempo, principalmente quando você tem que finalizar toneladas de coisas para poder viajar tranquilo. Por isso acho que ansioso mesmo só estarei no dia anterior. E daí... Dá-lhe chá de cadeira de avião e trem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bora lá!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-9166436177565498497?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/9166436177565498497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=9166436177565498497&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/9166436177565498497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/9166436177565498497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/07/seven-days.html' title='Seven days.....'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-2136344470154517814</id><published>2011-07-04T20:53:00.004-03:00</published><updated>2011-07-04T20:59:54.214-03:00</updated><title type='text'>Descoberta!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-lYT81L5RojM/ThJTq_9EKfI/AAAAAAAAACw/KdWPjiNK0b8/s1600/torcida%2Bx%2Blibertadores.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lYT81L5RojM/ThJTq_9EKfI/AAAAAAAAACw/KdWPjiNK0b8/s400/torcida%2Bx%2Blibertadores.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625650882726341106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um novo padrão desportivo-sociológico parece emergir... (clique na imagem para ver melhor)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-2136344470154517814?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/2136344470154517814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=2136344470154517814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2136344470154517814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2136344470154517814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/07/descoberta.html' title='Descoberta!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lYT81L5RojM/ThJTq_9EKfI/AAAAAAAAACw/KdWPjiNK0b8/s72-c/torcida%2Bx%2Blibertadores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-9157283328772759067</id><published>2011-04-17T19:11:00.003-03:00</published><updated>2011-04-17T20:14:57.458-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do di... humm... semestre!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O SENHOR DOS ANÉIS - versão estendida (filmes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a trilogia do Senhor dos Anéis foi uma das melhores adaptações de livros já feita no cinema, e uma das melhores séries de filme, todo mundo concorda. Mas alguns não sabem que aquilo que foi visto no cinema são apenas recortes do que deveriam realmente ser os filmes, adaptados a um público geral que nem sempre fica feliz de sentar por quatro horas numa sala de cinema. Pois bem, as versões completas do diretor foram lançadas em DVD posteriormente (e só depois de muito tempo no Brasil, o que insuflou os sentimentos piratas de muitos). E, com elas, não existe mais o cauteloso "um dos...". O Senhor dos Anéis vira A melhores adaptações de livros já feita no cinema e A melhor série de filmes. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de tão bom nos 40 a 50 minutos a mais que se ganha em cada parte da trilogia, em comparação à versão "normal"? Muito, mesmo. E não só detalhes pequenos da mitologia tolkeniana para causar orgasmos em fãs ensandecidos que sabem falar elfo melhor que sua língua natal. Na verdade, o ganho na parte de mitologia, por mais que exista, é menor se comparado a outro bem mais importante: o filme flui muito melhor. Pegue todas aquelas partes que você achou que ficaram um pouco estranhas, com cortes muito rápidos, ou elementos que surgem/desaparecem do nada, e elas passarão a se encaixar perfeitamente. As personalidades e motivações dos personagens ficarão muito mais fáceis de entender, importante para quem não conhece os livros a fundo. O mesmo pode ser dito para a própria sequência dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de uma série de cenas mais curtas entremeadas no decorrer da história, alguns trechos são bem alongados. A parte na floresta de Lórien, ao final de A Sociedade do Anel, é uma das que mais ganha corpo. O desfecho da batalha de Helm, em As Duas Torres, fica bem melhor do que simplesmente o Gandalf aparecer e tudo se resolver.  Ficamos sabendo do destino de Saruman, embora seja bem diferente do livro (onde ele, na verdade, quase não aparece). O romance entre Aragorn e Arwen se desenvolve bem mais, efetivamente atraindo a simpatia do espectador (o destaque para o romance foi uma das boas modificações em relação ao livros, onde ele ocorre apenas no pano de fundo, mas me pareceu um pouco truncado na versão normal). E, claro, temos alguns segmentos inteiramente novos, que não são tão essenciais, mas ajudam a dar mais clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o filme em si (qualquer que seja a versão) vale ressaltar alguns de seus muitos pontos positivos. Peter Jackson fez milagre em transpôr uma história complexa para o cinema, o roteiro é muito bom e acerta nos cortes quando duas ou mais frentes distintas da história tem que ser contadas simultaneamente. A filmagem também se destaca, a alternância de perspectivas, enquadramentos e climas não deixa espaço para tédio. A trilha sonora está recheada de temas memoráveis e emocionantes. E, por fim, algo vital e que muitas vezes fica em segundo plano em filmes épicos e de fantasia: a maioria dos atores incorpora muito bem os personagens, com destaque absoluto para Gandalf (pena que Ian McKellen apenas foi indicado ao Oscar, sem ganhá-lo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a maioria das adaptações dos personagens tenha ficado boa, a versão estendida não contribui muito para os dois personagens que mais perderam na versão cinematográfica, na minha opinião. Faramir, que no livro é possivelmente o humano mais íntegro e sábio (ele chega a negar o Um Anel sem jamais ficar abalado por sua maldade), virou um filho preterido genérico, e ainda permanece assim. E a maior frustração continuou: Gimli. Nada contra ele ser personificado como aquele anão porra-louca do D&amp;amp;D (bem diferente dos anões de Tolkien), até acho um bom escape cômico para o filme. Mas na versão estendida ele praticamente vira um bobo-da-corte e continua quase sem momentos heróicos. Enquanto Legolas não perde uma flechada e mata olifantes sozinho, Gimli só dá cabo de alguns orcs e fica com medo de fantasmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pontos negativos existem, aquelas partes em que você fala "isso não ficou tão legal", "esse efeito especial ficou ruim", mas são raros e poucos relevantes. No fim das contas, o maior defeito da versão estendida é um só: tem apenas onze horas de filme*, vê se pode!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA: 10, com estrelinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Mas para quem quiser tudo em apenas dois minutos, lá vai: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yCoDB40BKn0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=yCoDB40BKn0&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** E para quem ainda não viu essa: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zBqeiduJ2GA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=zBqeiduJ2GA&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-9157283328772759067?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/9157283328772759067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=9157283328772759067&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/9157283328772759067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/9157283328772759067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2011/04/resenhas-do-di-humm-semestre.html' title='Resenhas do di... humm... semestre!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5362146280602006659</id><published>2010-12-22T17:15:00.001-02:00</published><updated>2010-12-22T17:16:57.817-02:00</updated><title type='text'>Abaixo o "bom mesmo eram os anos 70!"</title><content type='html'>Gosta de música pesada? Vive lamentando que “o rock/metal está morto” e que bom mesmo eram as bandas “das antigas”? Largue de chororô e conheça algumas bandas recentes, não tão conhecidas, mas com sons peculiares que demonstram que a criatividade ainda fervilha nos anos 2000:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORPHANED LAND – não é todo dia que se ouve uma banda de metal israelita, não é? Só isso e o fato de terem um dos álbuns mais elogiados dos anos 2000 justificaria a audição. Mas o importante é que aqui temos a mais perfeita fusão de metal com música tradicional que já ouvi. Além do uso de instrumentos regionais e da mistura de linguagens, as melodias do Oriente Médio estão totalmente incorporadas no som dos instrumentos metálicos. Não é metal com folk, como muitas bandas fazem, mas folk metal na essência. Tem certa dose de vocais agressivos, mas mesmo os alérgicos não devem descartar de cara só por isso. Dê uma chance!&lt;br /&gt;*Um álbum – Mabool (2004 – procure a versão que possui o EP acústico “The Calm Before the Flood”, um bônus com cacife de prato principal).&lt;br /&gt;*Cinco músicas – “Birth of the Three”, “Norra el Norra”; “The Beloved's Cry” (versão acústica do TCBTF), “Sapari”, “Ocean Land”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIE APOKALYPTISCHEN REITER – de uma banda de metal extremo já diferenciada, a uma mistureba esquizofrênica, mas que ainda faz sentido. Esse é o caminho do DAR, que chutou todos os rótulos para longe e mostrou definitivamente que metal tradicional, extremo, melódico, rock, jazz, reggae, salsa e pop podem coexistir pacificamente na mesma banda, no mesmo álbum, até na mesma música! Some a uma vocalista extremamente versátil e você verá que isso pode resultar em um som coerente. É até difícil pegar cinco músicas que sejam representativas, vá atrás dos discos a partir do “Have a Nice Trip” (2003) para ter uma idéia melhor.&lt;br /&gt;* Um álbum – Riders on the Storm (2006).&lt;br /&gt;* Cinco músicas – “Friede Sei Mit Dir”, “Seemann”, “Lazy Day”, “Baila Conmígo”, “Revolution”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FINNTROLL – misturar black metal com humppa (música popular finlandesa com influências de jazz e polka) só pode ser idéia de bêbado. E foi precisamente neste estado alcoólico que o Finntroll foi concebido. O resultado, um som extremo regado melodias alegres e uma energia folclórica incrível, é algo que todo roqueiro deveria conhecer. Só não recomendado aos alérgicos a vocais guturais/rasgados, pois eles predominam.&lt;br /&gt;*Um álbum - Jaktens Tid (2001).&lt;br /&gt;*Cinco músicas – “Slaget Vid Blodsälv”, “Korpens Saga”, “Trollhammaren”, “Midnattens widunder”, “Under bergets rot”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5362146280602006659?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5362146280602006659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5362146280602006659&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5362146280602006659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5362146280602006659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2010/12/abaixo-o-bom-mesmo-eram-os-anos-70.html' title='Abaixo o &quot;bom mesmo eram os anos 70!&quot;'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-135920714184105645</id><published>2010-09-04T00:24:00.003-03:00</published><updated>2010-09-04T00:30:29.247-03:00</updated><title type='text'>Rapidinhas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pequeno conto nerd&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ou "Soneca"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naveguei em mundos que jamais serão. Inconsequente, salvei universos em meio à madrugada. Retornando, confrontei meu vício com meu senso de culpa. Ganhei mais cinco minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pequena poesia não-nerd&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mostrei-lhes meu medo&lt;br /&gt;Não mostrei-lhes minha dor&lt;br /&gt;Terminei forte, e sozinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-135920714184105645?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/135920714184105645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=135920714184105645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/135920714184105645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/135920714184105645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2010/09/rapidinhas.html' title='Rapidinhas'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4970140746972382090</id><published>2010-08-11T17:08:00.000-03:00</published><updated>2010-08-11T17:09:43.528-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia (ou do semestre??)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blind Guardian – At the Edge of Time (disco – 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Sacred Worlds (9:19)&lt;br /&gt;2 – Tanelorn (Into the void) (5:58)&lt;br /&gt;3 – Road of No Release (6:30)&lt;br /&gt;4 – Ride into Obsession (4:47)&lt;br /&gt;5 – Curse my Name (5:49)&lt;br /&gt;6 – Valkyries (6:34)&lt;br /&gt;7 – Control the Divine (5:25)&lt;br /&gt;8 – War of the Thrones (Piano Version) (4:55)&lt;br /&gt;9 – A Voice in the Dark (5:41)&lt;br /&gt;10 – Wheel of time (8:56)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada quatro anos ocorrem dois eventos importantes no planeta: uma Copa do Mundo é disputada e um disco de estúdio do Blind Guardian é lançado. Ok, também ocorrem eleições no Brasil, mas isso é para os pobres diabos que se importam com a vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a pérola “Nightfall in Middle-Earth” de 1998 os alemães lançam discos novos apenas a cada quatro anos, principalmente por terem evoluído seu já complexo power metal para algo bem mais intrincado, com várias camadas de voz, orquestrações, linhas de guitarra constantemente soladas, etc. Sendo assim, não dá para dizer que qualquer música seja de baixa qualidade. Apenas existem aquelas que chamam menos a atenção, por não terem um refrão particularmente grudento ou um riff particularmente inspirado. Por conseqüência, não temos discos ruins, apenas aqueles que reúnem menos músicas de destaque, como é o caso do antecessor “A Twist in the Myth” de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você acha que fiz toda essa preleção para dizer que o disco novo é meia-boca, não se preocupe: na verdade, deve ser o melhor desde o próprio “Nightfall...”, superior ao “A Night at Opera” de 2002 e bem além do “Twist...”. O vocalista Hansi Krüsch prometeu “o disco mais bombástico e épico” da banda, mas não é bem assim. As músicas se dividem bem entre as firuladas e as diretas. E isso não é algo negativo, porque pompa demais às vezes cansa, como em alguns momentos do “A Night...”. Quanto às letras, não vi muita coisa delas ainda, pois é claro que minha cópia digital mandada diretamente pela banda com autorização não possui encarte. Mas Tolkien novamente fica de fora e a banda explora outros temas e o trabalho de outros autores de fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira música cumpre com o prometido, pois é efetivamente a música mais sinfônica que a banda já compôs. Lançada há uns dois anos em uma versão mais simples, para promover um jogo de computador, “Sacred Worlds” ganhou uma overdose de esteróides e um acompanhamento orquestrado fantástico. Aqui a orquestra é essencial e dá todo o clima à musica, não só enrolação. Os instrumentos metálicos não ficam atrás e fica fácil entender porque os discos da banda demoram quase um ano apenas na mixagem. Complemente com um refrão bem grudento e temos aqui um excelente início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seqüência não poderia ser mais diferente: “Tanelorn” é uma pancadaria seca e parece ter sido propositalmente feita para lembrar a fase pré-“Nightfall...”: rápida, poucos coros e sem instrumentos alternativos. Assim, Hansi tem espaço para brilhar e mostrar que (em estúdio) ainda mantém toda a forma. O problema de vários cantores de metal melódico é que, ao ficar cantando agudo e limpo o tempo todo, fazem as músicas perderem agressividade (Fábio Lione, Timo Kotipelto, estou olhando para vocês). Já Hansi rasga a voz até quando canta calmamente em baladas! Não é à toa que na internet circulam “Verdades” ao estilo Chuck Norris sobre o cantor (“Não se usa um afinador para descobrir qual nota Hansi Kürsch cantou. Usa-se um sismógrafo”, “Quando Hansi nasceu, começou a berrar. Este momento ficou conhecido como Big Bang”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulando para a quinta faixa, temos a primeira música acústica do disco. Mas ela não caminha no sentido “alaúdes em uma fogueira na floresta” de uma “Bard’s Song” ou “Skalds and Shadows”. Está mais para uma música normal do Blind, com bateria e camadas de voz, mas feita (quase só) com instrumentos acústicos, tendo uma pegada folk bem acentuada. A paradinha com crescendo aos dois minutos é destaque absoluto. Esta e “Sacred Worlds” são as duas faixas do disco que entra facilmente na lista dos clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais à frente encontramos uma nova balada, um pouco menos folk e mais “feliz”, mas também de alta qualidade. Vem com um “Piano version” no nome, mas não ouvi nenhuma outra versão, nem nos extras, e do jeito que está ficou muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, a porrada das porradas, o primeiro single “A Voice in the Dark”. Tem uma introdução bem pesada que lembra os tempos de flerte com o trash do “Follow the Blind”, segue à toda velocidade e culmina em um refrão melódico. Uma grande música também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar, mais uma música com extensivo uso da orquestra. “Wheel of Time” parece “And Then There was Silence” no sentido de ser uma música bem dinâmica, com várias mudanças de andamento e partes diferenciadas. Algumas melodias médio-orientais dão um toque especial. Mais uma música de destaque, embora eu ache que fique atrás de “Sacred Worlds” como a música épica e grandiosa do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As faixas restantes caem na categoria de menor destaque, mas de acordo com o que foi falado no início da resenha. Todas são de alto nível, com alguns trechos mais destacados, e melhores do que qualquer coisa que o Stratovarius já tenha feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, “At the Edge of Time” mantém o Blind no topo do metal mundial, e espanta alguns sinais de desgaste que apareceram no último lançamento. Não é um disco onde praticamente tudo seja destaque, como “Imagination from the Other Side” e “Nightfall..”, mas pode tranquilamente assumir um posto junto a “Tales from Twilight World” e “Somewhere far Beyond” no segundo escalão da excelente discografia da banda. Agora é esperar a turnê e ver como diabos eles pretendem transpor “Sacred Worlds” e “Curse my Name” para os shows ao vivo, porque fácil não será!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA: 9,0.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4970140746972382090?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4970140746972382090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4970140746972382090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4970140746972382090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4970140746972382090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2010/08/resenhas-do-dia-ou-do-semestre.html' title='Resenhas do dia (ou do semestre??)'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5956062819387606103</id><published>2010-07-10T11:52:00.003-03:00</published><updated>2010-07-10T11:54:53.958-03:00</updated><title type='text'>Dando um tempo</title><content type='html'>Caso ainda não seja óbvio, o blog está em animação suspensa. E não é por falta de coisa a escrever. Mas falta de empenho em fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma vez escritor, sempre escritor. É um vício do qual dá para se afastar, mas nunca fugir de vez. Já tou me coçando todo para voltar a produzir algo. Uma hora aparece aqui mais um texto de cinco páginas para ninguém ler!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5956062819387606103?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5956062819387606103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5956062819387606103&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5956062819387606103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5956062819387606103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2010/07/dando-um-tempo.html' title='Dando um tempo'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7966646974903583596</id><published>2010-01-29T00:21:00.007-02:00</published><updated>2010-01-29T13:58:49.914-02:00</updated><title type='text'>"I sold my soul to you...", recapitulando</title><content type='html'>Agora foi. Hoje tomei posse de um cargo efetivo de biólogo na UFSC. Depois de tantas bolsas, conversas em laboratórios e cafés feitos/tomados, finalmente sou reconhecido como funcionário público de verdade. Não mais o plano de me aposentar como bolsista que não recolhe imposto, agora é INSS na cabeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como? Quem? Quando? Onde? O Félix não ia para Campinas fazer doutorado? Os porcos voam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, se eu incluir este janeiro de 2010, o último ano foi um dos mais malucos da minha vida. Creio que ainda não perde para 2007, mas apenas porque não foi tão caótico naquele departamento um pouquinho importante chamado "relacionamentos". Mas chega perto. Se 2007 foi o Ano das Seis Casas, 2009 foi o Ano dos Seis Empregos (nada anormal para algumas pessoas que conheço, mas tudo bem). Desde o momento, em 2008, que eu resolvi dar um ano antes de engatar o doutorado direto no mestrado e ver qual era dessa vida de biólogo trabalhador, muita coisa aconteceu. E a ironia máxima se encontra no &lt;a href="http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/05/na-traaaaaaavvveeee.html"&gt;post de 28 de maio de 2008&lt;/a&gt;, sobre o próprio concurso que agora me levou de volta à pátria UFSCiana. Senta que lá vem história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Saga do Pequeno Félix no Ano em que o Dois e os Zeros Foram Seguidos pelo Nove&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito, muito tempo atrás, no longínquo janeiro de 2009, o pequeno Félix ainda era o mestrando bolsista feliz. Já sabia que teria um trabalho garantido (passando no concurso para professor temporário do município) e só se preocupava de aproveitar o verão e escrever a dissertação. Entretanto, em fins de janeiro começo a Operação Macaco Louco, um período de corrida ensandecida com início das atividades na escola, uma consultoria e a dissertação para acabar e apresentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pico deste, em fevereiro, frenesi é emblemático: o pequeno Félix foi à Belo Horizonte de ônibus no domingo (dia 17), chegando 20 horas depois na  segunda (dia 18), apresentou a dissertação na quarta (dia 20), voltou para Floripa na quinta (dia 20), chegando na sexta (dia 21), foi para São Francisco no domingo de carnaval (dia 22 - para festar? há, pra fazer conslutoria!), voltou para Florianópolis quarta de noite (dia 25), deu seu primeiro dia de aula na quinta (dia 26 - uma mixaria de 10 aulas seguidas), na sexta retornou a São Chico (dia 27) e ficou até domingo (dia 1) fechando o campo, sendo que na segunda iniciou uma nova semana de aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este momento turbulento durou até fins de março, quando Félix decidiu dar uma bicuda no seu Inferno Pessoal em forma de estabelecimento de ensino, após meras três semanas de aulas ministradas. Havia a dúvida por parte de muita gente sobre ele estar sendo precipitado e ficar desempregado, mas o neófito jurava que, se entrasse mais uma vez em uma sala de aula daquelas, haveria crianças a menos no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então veio O Grande Vácuo. Um período entre abril e junho em que o pequeno Félix pouco mais fez do que participar de todas as festas possíveis da universidade e assistir todos os episódios de House baixados no computador. Com apenas uma proposta de consultoria que parecia nunca se efetivar, se contentou em ficar morgando deitado sobre a fortuna acumulada na Operação Macaco Louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali por junho, até do ócio Félix já se cansara, e então começou a frequentar novamente a universidade, mais para se envolver em alguns projetos no laboratório onde trabalhava antes e se sentir algo útil (sim, ele se sentia muito útil conversando e bebendo café, desde que o fizesse dentro da universidade). Foi nesse momento que algumas portas pareceram se abrir, com um concurso para tutor de uma disciplina do Ensino à Distância da UFSC e outro para professor substituto de um campus da UFSC em Curitibanos. Um outro projeto apareceu, uma espécie de consultoria coordenada por um curso da faculdade, que poderia render mais uns trocados. Como os dígitos da conta corrente estavam diminuindo a olhos vistos e o pequeno Félix só poderia comer, ter um teto e pagar a internet até agosto, nada melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a consultoria nunca apareceu. Ele ficou em terceiro de quatro pessoas no consurso para substituto. O outro trabalho nunca foi para a frente. E no EaD passou, mas houve uma séria ameaça de que o trabalho (e as bolsas) seria adiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, em agosto o pequeno Félix era o fodido dos fodidos. Em um movimento que lhe custou muito de seu orgulho pessoal, teve que apelar para aqueles fundos emergenciais dos quais não esperava precisar mais desde a ida à Belo Horizonte e a sua emancipação: os paitrocínios. O EaD finalmente rodou, mas, seguindo a onipresente Maldição do Retroativo, Félix só veria a cor do ouro lá por outubro. Sem se abalar (ou completamente abalado e se sentindo um traste, mas indo em frente e tentando estabelecer um objetivo maior do que garantir a Coca do mês seguinte), começou o contato com um professor da Unicamp, para o doutorado. Demorou um pouco a engatar, pois o docente estava bem ocupado, mas ao menos foi bem receptivo e animou o nosso herói a revitalizar sua gana científica, abalada após o terrível mestrado nas montanhas do norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setembro foi mês de paitrocínio, de gastar uma grana que não existia indo pra Campinas conhecer o orientador, de criar e escrever um projeto de doutorado em duas semanas. Félix mergulhou nos artigos e nas últimas inovações dos insanos ecólogos, tendo no final um produto aceitável. O trabalho intelectual lhe permitia se afastar um pouco de sua deplorável situação material. Durante todo esse período, ele sempre argumentava que "em último caso, poderia se virar com um emprego-B" (leia-se: não na área). Não se sabe se alguma vez acreditou nisso mais do que para conseguir dormir de noite, pois entre pegar um emprego alternativo para pagar as contas e voltar para Blumenau podendo se focar mais no agora ansiado doutorado (e guardando as últimas economias para a ida em um importante simpósio em novembro), a segunda alternativa parecia mais produtiva (ou seja, possivelmente, exigia menos esforço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando outubro despontava, as últimas reservas se esgotavam e o pequeno Félix já estava se preparando psicologicamente para fazer as malas e voltar com o rabo entre as pernas para a terra pátria. Foi então que os deuses se apiedaram e jogaram um presente no seu colo. Abençoada seja a criatura que entrara na sua frente no concurso de Curitibanos, pois ela fora chamada para outro cargo na metade do caminho. O grão-conselho curitibano chamou então Félix para fechar o semestre, dando apenas seis semanas de aula, da última de outubro à primeira de dezembro. E agora? Como Félix conciliaria a perspectiva de uma mudança-relâmpago para o Meio Oeste com o mais-do-que-vital doutorado, sem dúvida a prioridade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os deuses reservavam uma supresa maior para o pequeno e desesperado Félix: as aulas seriam apenas de quarta a sexta, e mesmo que só uma semana de aula fosse dada em dezembro, o mês seria pago integralmente. Cifrões começaram a aparecer nos olhos do nosso herói, e ele começou a fazer as contas com passagens de ônibus e hotéis. O ponto final veio quando ele decretou para seus superiores que não poderia dar duas semanas de aulas, pois uma seria a seleção do doutorado e outra o simpósio. Sem muitas alternativas, pois não havia mais quem chamarem, os poderes foram complacentes e disseram "tudo bem, isso está previsto, você tem esses direitos". Fechado. Félix iria para Curitibanos apenas quatro semanas, então poderia pagar as passagens, viver em hotel e ainda assim equilibrar confortavelmente as contas. O dinheiro demoraria a chegar, pois a Maldição do Retroativo jamais enfraquecerá, mas estaria garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças do universo então não pararam de sorrir para o pequeno Félix. Começando por uma Oktoberfest onde pôde se divertir e lavar a alma na base do chope, o intrépido viajante encarou a &lt;a href="http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/10/operacao-cha-de-busao.html"&gt;Operação Chá de Busão&lt;/a&gt;, oito mil quilômetros quicando pela imensidão do seu reino até o início de dezembro. Sem parar um segundo, mas agora muito mais feliz, deu início ao seu segundo grande período de atividade no ano, dando aulas, estudando para prova de doutorado, sofrendo com o EaD e viajando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, tudo deu certo. Félix curtiu dar as aulas, aprendeu e se divertiu no simpósio em Ouro Preto e fez a prova de doutorado tranquilo (fora a dor de barriga, dor de cabeça, falta de sono, etc.). No último segundo, quando tudo o que lhe restava de dinheiro e crédito eram quinze reais na carteira e cinco no cheque especial, o salário chegou e inundou suas contas com dígitos. No início de dezembro, deu sua última semana de aula e voltou a ficar mais que dois dias seguidos em sua casa em Floripa. A sentença de felicidade completa veio naquela semana: foi um dos poucos felizardos a passar na seleção. Agora, com dinheiro o bastante no bolso, e com a certeza de um doutorado de alto nível a começar em breve, no crepúsculo do ano Félix pôde relaxar e contemplar os três meses que teria de verão pela frente, antes da nova vida. Pois o verdadeiro vagabundo, se trabalha dois meses, precisa descansar por mais que isso para compensar. Mas, sagaz, ele irá se matar durante aquele breve período, para depois ter toda a paz do mundo ao seu dispôr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não era paz que os deuses planejavam para o verão do pequeno Félix. Pois, se antes haviam dado risadas ao vê-lo perder o sono pela falta de alternativas, agora gargalhariam de suas insones dúvidas ante um mar de possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi em 13 de janeiro, após dez dias sossegados em uma praia, que Félix retornava à Florianópolis quando, no ônibus, o telefone tocou. "Sr. Félix Baumfmjkenfkqeb Rosnmwen [onomatopéia das tentativas de pronúncia], aqui é da Universidade Federal de Santa Catarina e queríamos marcar sua entrevista. Pode anotar?" Hein? Hãn? Cuma? Aturdido, Félix apenas conseguia balbuciar e escrever uma data e uma hora no verso da passagem. Tão perdido ficou o pobre, que nem perguntou sobre o que era. Mas a compreensão não lhe demorou a atingir, como um raio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era aquele concurso. Aquele bendido concurso de um ano e meio atrás. Aquele mesmo que Félix botou muita esperança e estudou dedicadamente. Aquele que lhe parecia o Céu na época ("Biólogo? Na UFSC?? Em Floripa???"). Aquele ao qual ele se lamentou profundamente de ter chego tão perto, mas, ao mesmo tempo, tão longe. Aquele cujas questões erradas vinham lhe assombrar de noite, pois uma semanada obrigatória em Belo Horizonte logo antes do concurso havia apagado as respostas. Depois de tanto lamento, da negação, raiva, depressão e aceitação, novamente ele voltava a bater em sua porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Félix não pôde evitar embarcar em um turbilhão de dúvidas. Sua chama acadêmica estava reavivada. Ele estaria no melhor curso de sua área no Brasil. Com o melhor orientador que poderia achar no país, cuja fama transcendia as fronteiras nacionais e continentais. Com as portas abertas para o exterior e para as terras de seus ancestrais que tanto sonhou em conhecer. Ele havia lido todas as tiras do &lt;a href="http://www.phdcomics.com/comics.php"&gt;PhD Comics&lt;/a&gt;, contemplando com olhos sonhadores os prazeres que só a sofrida vida de pós-graduando pode oferecer. Estava preparado para uma grande virada, para uma nova vida, para um recomeço. Ele tinha planos para si mesmo e estava tomado por ilusões de grandeza, conquistas, poder e glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largaria tudo agora para continuar onde estava, fazendo algum trabalho meia boca, apenas por garantir estabilidade financeira para toda a vida e seguir na cidade onde gostava de viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, é claro", lhe dizia a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para logo em seguida contra-atacar: "mas é óbvio, mané!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a idas e vindas de uma tempestade mental prodigiosa, Félix tinha problemas mais imediatos a resolver. Por causa de sua viagem, ficara sabendo em cima da hora do fato, e tinha pouco mais de duas semanas para decidir sua vida e adiantar uma série de exames e burocracias necessárias à posse do cargo. Para complicar mais, surge uma ligação de um contato de meses, sobre uma consultoria, para, no tradicional estilo do ramo, ser feito na corrida e para a próxima semana. Félix aguardava por aquilo, teria tempo de sobra para fazer antes do doutorado. Mas não se pegasse o trabalho na UFSC. Mas, se desistisse da consultoria por causa da UFSC, e depois escolhesse o doutorado, teria perdido uma oportunidade fácil de ganhar uma bolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrimento e dúvida por excesso de opções. Quanta ironia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 19 de janeiro, a tormenta culminou em uma sequência de eventos. Primeiro, a entrevista. Félix estava decidido a não pegar o trabalho, se na entrevista soubesse que seria locado em um laboratório de micro-alguma-coisa--infra-molecular. Com um sorriso afável e uma ótima recepção, os entevistadores lhe revelaram a existência de uma vaga direcionada para a ecologia. Ao sair da entrevista, Félix ligou para seu orientador em Campinas, que lhe deu sábios conselhos e algumas sutis censuras, mas não lhe ajudou a decidir. Por fim, uma ligação para um amigo que trabalhava na mesma função revelou que o salário era consideravelmente maior do que ele esperava. Diante de tanta informação, Félix só pôde fazer uma coisa: sair para tomar cerveja com os amigos, e passar longas horas discutindo sobre a vida, o universo e tudo mais com uma grande amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um Félix diferente que emergiu naquele dia seguinte. De repente, algumas dúvidas pareciam tão pequenas. O universo estava ali, descaradamente lhe mostrando o caminho a seguir. A certeza do que ele queria começou a surgir, timidamente. Mas, como em um efeito borboleta, bastou esta pequena perturbação para que surgissem ondas e ondas, derrubando as dúvidas, fazendo surgirem novos argumentos, alimentando a racionalização rumo à decisão final...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pega essa porra agora e cala a boca, seu trouxa. Tá vacilando por que?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha mais porque ficar se lamentado. Tudo estava dando certo para que ele permanecesse ali. A própria terra parecia chamá-lo. De quebra, pode mandar às favas a consultoria, afinal, nunca lhe agradara as maquinações e trambiques do ramo. E é muito mais fácil ser idealista com uma situação material estabelecida, por certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora decidido e feliz, bastou a Félix prosseguir ajustando os detalhes para que tudo desse certo no final. Ouviu felicitações. Palavras de apoio. Amigos felizes. Vez por outra uma decepção velada por estar largando a expansão de mente da renovação e do desconhecido pelo conforto das pequenas coisas. Mas ele estava com tudo em mente. Sabia que o trabalho não lhe deixaria estagnado. Sabia que todas as condições lhe eram dadas para prosseguir em sua elevação pessoal e profissional, apenas ficaria um pouco mais lenta. Um pequeno preço a se pagar por todos os benefícios que dali viriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, e no dia da posse, no 28 de janeiro onde este texto teve início, ficou sabendo que seu contrato em Curitibanos seria renovado para o próximo ano. "Humf, mais uma oportunidade? Não, obrigado!" diz por fim nosso herói, tomado pela soberba, quase beirando a arrogância, daqueles que, do fundo de um poço, emergiram para a grande felicidade. Haverá um novo abismo logo em frente, ele bem sabe disso, mas, no momento, apenas quer dar um ponto final e sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7966646974903583596?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7966646974903583596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7966646974903583596&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7966646974903583596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7966646974903583596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2010/01/i-sold-my-soul-to-you-recapitulando.html' title='&quot;I sold my soul to you...&quot;, recapitulando'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-3580452530745880057</id><published>2009-12-20T03:45:00.004-02:00</published><updated>2009-12-20T04:38:13.586-02:00</updated><title type='text'>Sonhos de uma noite de verão</title><content type='html'>"Até hoje não acredito! Como pode ser?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa, espanto, teatro, chame como quiser. Mas o assunto vem e vem. Em todas as ocasiões possíveis. Meses, anos depois. E sempre as mesmas frases, sempre os mesmos pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele morreu. Ou melhor, se matou. Saiu voando pela janela, nu como veio ao mundo, para encontrar seu fim no frio concreto da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A supresa é forte, no início. De todos, por que logo ele? Seria o menos "esperado". Gente boa, feliz, piadista, meditador e zen budista. Por que fazer um ato tão execrado por um determinado contexto cultural? Não por acaso, o de todos os presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivos importam? Não é a vida a última e mais privada propriedade de um ser vivo? Não é a capacidade de morrer o primeiro passo para a escolha do viver? Pois, se não há capacidade, há escolha? Uma árvore ou uma bactéria não encerra sua própria vida, pois uma das propriedades báscias de seus sistema vivo é manter-se funcionando. Em miúdos: manter-se vivo. Mas, se pela dádiva da abstração recebemos da mesma forma a do suicídio, não se torna uma escolha de cada um manter-se respirando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o que dizem as leis. Se tento encerrar minha existência (como sistema vivo homeostático e entidade pensante), não é uma questão de escolha. É pura e simples loucura. Mesmo se sofrendo a cada segundo que passa pela seta do tempo, chafurdando em uma cama de hospital, a eutanásia é crime. Se escolho este caminho e existe algum observador, certamente me tomará como insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é a curiosidade para com os motivos. As lendas correm, os boatos se multiplicam. Era uma mulher. Era um problema mental. Foi deixada uma carta. Qual seu conteúdo? As imaginações se atiçam. Afinal, volta a pergunta: por que logo ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inimaginável, não? Ah, tão inimaginável quanto a presunção de cada um de conhecer a alma dos outros. Falem o que quiserem de seus pais, irmãos, companheiros de toda vida. Mas não se arrisquem tanto a declarar conhecer quem não conhecem. De conhecidos a amigos, sim, até os grandes amigos. Arranhamos superfícies, não atingindo ou às vezes não nos importando com o profundo conteúdo. Sorrisos e brincadeiras não significam felicidades. Por trás de mantos de satisfação jazem zonas escuras onde poucos além de seus criadores ousam vaguear. Descontada a massa simplória refém de sua obviedade, tão bela e tão natural, espreitam as aberrações da abstração, as sofridas vielas do pensamento cujo receio logístico do ato final talvez seja o único escape de um beco sem saída evolutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sobremaneira uma atitude inesperada. Agimos de acordo com o que percebemos. Os preconceitos são o meio pelo qual tentamos generalizar o universo, e enquadrar novos eventos dentro de nossa experiência prévia. Erramos, por vezes. Mas antes tropeçar para atingir a luz do que permanecer tateando no escuro. Sendo assim, ele nunca deveria ter feito aquilo. Pelo nosso preconceito. Mas ele fez. Chacoalhou nossos preconceitos. Mas, em vez de assimilar o ato e ajustar nossos olhos embaciados ao universo, muitos preferem fechar os olhos e imaginar que o universo deve se enquadrar em nossa visão prévia. E assim seguem se perguntando e perguntando, o que pode ter acontecido? E seguirão e seguirão não acreditando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E discutirão e discutirão. Mais curioso ainda! É uma obrigação social? Um produto das convenções? Com a sinceridade em jogo, a morte funcional se evidencia. Qual a diferença entre nunca mais presenciar a cognição de um cérebro agora enterrado sob o solo e de vez em nunca realizar uma interação cordial com uma lembrança de tempos idos? Jamais há vantagem na primeira opção, a menos que o dito cérebro resulte em antagonismo à pessoa. Ninguém quer que nenhum de seus antigos amigos-conhecidos morra, por certo. Mas há tanta diferença assim? Anos sem mencionar um nome, e da morte emerge o diálogo. Apenas morra e vá ao cemitério para ser uma nova estrela no céu. Apenas pare de respirar entre nós para ser processado na fábrica de heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o contrato social exige o teatro. Jogamos com a convenção. Subjacente, de leve, vai surgindo a chacota. O trocadilho inevitável se cria por baixo da máscara de indignação. Mas ninguém ainda ousa dizer que era apenas um teste para ver se é a cueca por cima da calça que faz o Super-Homem voar. Muito fácil falar dos outros, pensa o iluminado, mas como fica quando se é vizinho da desgraça? Quando as sombras se adensam, o teatro exige fuga, e apenas aqueles que conhecem a sua própria escuridão se atrevem a encarar os olhos negros do humor frente a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, tal atrevimento passa desapercebido, pois jaz no mais profundo conteúdo, e nada na superfície o revela. Em cada âmago, a pontada do irônico desconforto ressoa, pois cada um sabe do seu potencial para pular de uma sacada. O fim está à mão e, exceto para um ser considerado demente amarrado em sua cama, não pode ser evitado por ninguém. É um atalho que lágrima alguma pode desviar. Que os iniciados no caminho da treva compreendam a si mesmos, pois os cegos pela luz não saberão o que pensar quando ela se apagar. É uma inevitabilidade, seu polimorfismo jaz no quando. Que aprendam com os outros, enquanto não é sua fez de se findar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-3580452530745880057?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/3580452530745880057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=3580452530745880057&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3580452530745880057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3580452530745880057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/12/sonhos-de-uma-noite-de-verao.html' title='Sonhos de uma noite de verão'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4885854264483013177</id><published>2009-12-10T01:16:00.003-02:00</published><updated>2009-12-10T13:13:12.269-02:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia - filmes em cartaz</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quando vi o trailler do filme, eu tive uma imediata e preconceituosa primeira impressão: filme-catástrofe genérico. Nada que me empolgasse muito. "Independece Day" (do mesmo diretor) impressionou em 1996 pelos efeitos inovadores, mas novas assistidas mostraram que tinha pouco mais que isso. "Impacto profundo" me causou um impacto superficial (há!) em 1998, porque as cenas da devastação da queda do meteoro realmente me impressionaram. Em uma segunda assistida, já foi difícil segurar o sono nas três outras horas. "Armageddon", que saiu no mesmo ano, não colou e daí para frente foi difícil encontrar um que se destacasse. Eu curto a situação proposta de um filme-catástrofe, mas aqueles produzidos por Hollywood passaram a se contentar (supresa...) com um modelo estereotipado. É o mesmo que citei quando critiquei o horrendo "10.000 AC", no caso para filmes épicos: parece que existe apenas uma ficha para cada gênero, em que há um roteiro pré-fabricado e alguns espaços em branco, cabendo aos roteiristas apenas preencher as lacunas, como cenário, motivo do quebra-tudo, nome dos personagens e pouco mais. Raramente algum consegue um certo destaque, por apresentar um ou outro elemento diferenciado, como "O dia depois de amanhã" (também do diretor de 2012). E, na época em que estamos, não há efeito computadorizado que consiga carregar um filme nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo assim (e cortesia de uma saída com tudo pago com a família) acabei indo parar na sala para ver. Afinal, de vez em quando, surge a tal exceção em meio à regra. Usualmente, como citei acima, é um ou outro elemento diferenciado, que se destaca por ser uma poça de água em meio ao deserto. E o ator principal era John Cusack, um cara que respeito por fazer filmes com certa qualidade ("Quarto 1402" é recente e dos bons). Será que essa seria a exceção em meio à regra? E será que quem conhece meu estilo irônico não sabe o que está por vir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, nem a pau. Nada de exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, é pior que o esperado, por ser o supra-sumo do supra-sumo do genérico. Não é só aquela figura que ilustra um verbete qualquer do dicionário, é a que ilustra o próprio verbete "estereótipo"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver: um cientista desconhecido no meio do nada faz a descoberta do milênio (chavão), passa para seu amigo americano que avisa seu governo e então sobe na vida (chavão), mas mantendo seu idealismo (em forma de uma grande chave), tendo como obstáculo o figurão inescrupuloso (chavão). O presidente dos EUA coordena a salvação da humanidade (a maior chave do universo) mas acaba se sacrificando pelo seu povo (chavão). Mas o nosso protagonista é o cara comum, John Cusack (que neste filme poderia ser apenas John Cu - o que aconteceu, meu velho?), um escritor malsucedido que vive separado da mulher, é distante dos filhos e não se dá bem com o marido da ex porque ainda sente algo por ela (chaveiria completa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E ele se junta a uma galerinha do barulho, que se mete em uma porção de encrencas que não vão deixar ninguém parado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão, mas não há forma mais adequada de descrever o que vem depois. O mundo vai cair (com efeitos que em alguns momentos chamam a atenção, em outros são pífios), vai ter muita berraceira e cenas forçadas de ação, algum drama humano medíocre, soluções que parecem dolorosas, mas no fim todo mundo fica feliz. Ah, e é claro que o herói volta a conquistar o amor da mocinha. Opa, desculpe, contei o final. Até parece que você não sabia, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não tem destaques positivos, vou enumerar alguns negativos: não é preciso fazer um filme de três horas quando você não tem história, meia hora de enrolação, meia hora de berraceira e dez minutos de conclusão já bastam; a mocinha ganha o Troféu Jóinha de Oportunismo ao voltar ao seu antigo amor cerca de dez minutos depois de ver seu marido triturado em um ato heróico (a forma chavão de tornar um personagem descartável - ops, mais descartável que os outros -  amigável aos olhos do público, sem prejudicar o sucesso reprodutivo do mocinho); a mensagem ideológica por trás do filme é pífia. Neste ponto até quero me alongar um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes-catástrofe tem sempre a grande oportunidade de efetivamente lidar com questões profundas, envolvendo o comportamento humano em situações extremas. Mas, como é o caso aqui, normalmente acabam caindo num puritanismo superficial: os conceitos das nossas sociedades atuais são os mais perfeitos de todos e, não importa a situação e o contexto, sempre serão válidos. Assim, temos que, em um fim do mundo, todos ainda devem ser amigos, amar ao próximo e ser incondicionavelmente altruístas. Lindo, só não me digam como 20 mil pessoas conseguem viver tranquilamente em uma nave projetada para sustentar apenas 10 mil. É a mesma aberração anti-ecológica que nos faz acreditar que o crescimento econômico ilimitado vai salvar a humanidade, e que sacrifícios não precisam ser feitos se todos derem as mãos e andarem sob o arco-íris. A mensagem ideológica mais curiosa que captei é totalmente não-intencional: na ânsia por se salvarem, o grupo dos protagonistas invade a nave e causa problemas que, além de gerar 20 minutos de pseudo-tensão, colocam todos os tais 20 mil em risco de vida. Mas como o supracitado personagem descartável morre e o mocinho se machuca um pouco para consertar a cagada, tudo se resolve, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora vou dar nesta resenha tanto espaço quanto no filme para o tema "fim do mundo em 2012 previsto pelo calendário maia": _____.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, como consegui falar tanto de um filme que é tão pouco? Só pode ser uma grande vontade de destilar veneno mesmo. Em resumo: não perca seu tempo, nem seu dinheiro. Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atividade paranormal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima falei de um gênero que já é antigo e está consolidado (leia-se: engessado). Passamos agora para um gênero emergente. Ao contrário dos filmes-catástrofe, que possuem um longo histórico (mesmo antes da computação gráfica), os "filmes-realidade" modernos tem um começo bem definido: "A Bruxa de Blair", em 1999 (com o precedente de um filme trash dos anos 80, "Holocausto Canibal"). A idéia era fazer gravação em primeira pessoa, como se o espectador efetivamente assistisse ao teipe original da suposta câmera. "A Bruxa de Blair" fez um puta sucesso por ser algo inovador, além, é claro de ser apoiado por uma campanha publicitária inteligentíssima (o filme efetivamente foi vendido como documentário, e teve muita gente que achou ser real). Todo mundo pirou ao ver que era possível fazer um filme assim, ainda mais que podem ser feitos com baixo orçamento. Os "seguidores" variam do terrível ("Cloverfield") ao muito bom ("REC" -  em versão original espanhola, não vi o remake ianque). Mas, devido à semelhança de gênero e proposta, acho que é possível analisar "Atividade Paranormal" comparando-o diretamente com o pai (mãe?) de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, a campanha publicitária também foi feita de modo inteligente. O filme, independente, de baixo orçamento e de 2007, passou a ser distribuído por uma major (a Paramount) só este ano, e está aí desbancando todos os blockbusters nas salas de projeção. Um trailler mostrando a reação de platéias ao filme, intercaladas com algumas cenas assustadoras, seguida pela mensagem "se você quiser ver este filme em sua cidade, entre no site etc.etc.etc. e peça". Funcionou: logo o filme estava pipocando por todos os cinemas. Aqui em Florianópolis ele estreiou no maior cinema local com apenas um horário às dez da noite, e na segunda semana já conquistou o dia todo. Mesmo os artifícios da campanha não sendo novos, e o público já tendo conhecimento da proposta do filme, ainda assim funcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme também procura ser apresentado com um documentário, embora neste ponto não consiga convencer muito, com fraca introdução e conclusão documental. Mas o que interessa é o durante, certo? São três pontos principais que devem ser contemplados em um filme como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, o filme deve convencer naturalmente, ao menos enganar um pouco de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;poderia&lt;/span&gt; ser verdade. As situações não podem ser forçadas, e neste ponto o uso de atores desconhecidos e sem muita experiência é um ponto a favor. Também é preciso dar uma boa desculpa para que as filmagens sejam mantidas nos momentos cruciais, formando uma história entendível. O protagonista masculino aqui é o responsável, sendo obcecado por registrar as ocorrências estranhas que cercam a protagonista feminina, sua namorada. Incomoda um pouco não ter muito claro porque o cara fica tão bitolado, mas de modo geral dá para engolir (e até dar boas risadas, quando a menina dá algum grito e a primeira coisa que o cara faz é buscar a câmera, para depois ajudar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo, é claro, temos os momentos de tensão. Ao invés de uma série de sustos baratos, o filme prefere focar em uma tensão mais contínua, que funciona muito bem. Há momentos em que não acontece simplesmente nada, ou apenas algo muito pequeno, mas já basta para o espectador ficar de orelha em pé, caso esteja inserido no clima do filme (quando você vai numa sessão das oito recheada de bandos de idiotas que só estão lá para dar risada, pode ser um pouco mais difícil, mas é vital aqui fazer um esforço para se inserir no clima). Vou dizer que há momentos realmente assustadores, boas sacadas do roteirista sobre ocorrências paranormais. Volto a afirmar uma coisa que já disse antes: é muito mais intenso quando os momentos de tensão são desprovidos de qualquer forma de música, do que quando um filme tenta nos impressionar na base da pancada sonora. Felizmente, aqui não há música. Tome cuidado porque, quando uma porta bater com força, é bem possível que você dê um pulo na cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro, e vital, tem que haver uma sub-história sendo contada em segundo plano, que indica (mas não explicita) o que está acontecendo, dando alguma razão à série de sustos e momentos de tensão. "O Exorcista" para mim é um dos melhores filmes de terror porque a sub-história é rica. Em um filme-realidade, é essencial introduzir ela naturalmente, pois não se pode depender de cenas externas para maiores explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui neste ponto fundamental é onde reside a grande diferença entre "A Bruxa de Blair" e este filme. No primeiro caso, tudo faz algum sentido. A sub-história é mais do que apenas uma justificativa, ela possui ligação direta com os momentos de tensão. No caso de "Atividade Paranormal", isso não é feito de um modo tão eficiente. A sub-estória até é contada de um modo razoável, porém a impressão que fica é que ela é apenas uma desculpa para que ocorra uma série de episódios paranormais aparentemente aleatórios. Fica escancarado que estes momentos são feitos apenas para assustar o público, e não para fazer a história progredir. Há sim uma série de pequenas coisas que podem ser inferidas, mas em geral o filme peca pela conexão entre a "explicação" e a "ação". Isso, para mim, tira alguns pontos e causa uma queda considerável em sua verossimilhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ainda é uma boa pedida. Se você curte esse tipo de filme, claro. Se a sua praia é uma coisa mais padronizada, palatável e explicadinha, certamente vai se decepcionar. Como os bandos de idiotas na sessão. Fazer o que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATENÇÃO, SPOILERS: Não, não vou contar muita coisa, mas é algo que pode prejudicar a sua experiência, se ler antes de assisitir. O problema maior do filme, na minha opinião, é que seu desfecho é muito ruim. A cena final da Bruxa é assustadora, intrigante, faz você ficar se perguntando um zilhão de coisas. Aqui o final é direto e até se torna previsível, a partir de um certo ponto (os primeiros sinais de possessão). Talvez ele peque um pouco por não ser tão forte quanto uma cena anterior (a da guria sendo arrastada da cama, sem dúvida a mais impressionante do filme) e há uma regra básica de roteiro que diz que nunca uma cena anterior pode ser tão forte quanto seu clímax. Eu particularmente acho que um final mais escabroso, grotesco mesmo, ia funcionar muito bem, causando o choque necessário, como um orgasmo de terror após uma hora de suspense tenso (excelente alegoria, hein?). Mas não há desculpas para o exato último momento da última cena: é chavãonismo barato que remete a filmes de terror baratos e genéricos, e não combina sobremaneira com o clima todo do filme. Malzaço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4885854264483013177?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4885854264483013177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4885854264483013177&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4885854264483013177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4885854264483013177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/12/resenhas-do-dia-filmes-em-cartaz.html' title='Resenhas do dia - filmes em cartaz'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5814598118316197873</id><published>2009-12-04T00:31:00.003-02:00</published><updated>2009-12-04T00:37:56.054-02:00</updated><title type='text'>The end of the road</title><content type='html'>Pebolinadas e pebolinadas depois, a correria termina. Quero dizer, em parte. Ainda há uma semana de intensa atividade pela frente. Mas, ao menos, dá para fazer etsando em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vadio que é vadio, se trampa um mês, já cansa. Não nego, nego não. Nada de gradualismo aqui. O negócio é equilíbrio pontuado*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã sai o resultado do doutorado. Uma certa tensão. Passar seria extremamente importante agora. E passar bem, mais ainda. Sem bolsa, sem amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como diria o sábio: não sou a Globeleza... mas lá vou eu! **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* chegará o dia em que só conseguirei fazer piadas científicas inintendíveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** piadinha repetida por estafa criativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5814598118316197873?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5814598118316197873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5814598118316197873&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5814598118316197873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5814598118316197873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/12/end-of-road.html' title='The end of the road'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4728105367706602778</id><published>2009-11-23T16:09:00.003-02:00</published><updated>2009-11-23T16:15:25.976-02:00</updated><title type='text'>On the road V</title><content type='html'>Mais dicas de turismo em Ouro Preto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Se um bêbado aparecer numa praça dizendo para você entrar numa viela suspeita para visitar uma mina antiga da qual você nunca ouviu falar... vá atrás dele. É legal pra caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Atenção aos horários de visitação. Mesmo fora da segunda feira, eles variam bastante em cada igreja ou museu. Como regra geral, pense que eles são opostos àqueles que você gostaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Visite a Casa dos Contos. A entrada custa só um conto (ahá!) e tem coisa pra caramba para ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - A cidade é bem pequena e dá para conhecer tudo a pé, de boa. Basta levar dois pares de panturrilha reservas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4728105367706602778?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4728105367706602778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4728105367706602778&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4728105367706602778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4728105367706602778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/11/on-road-v.html' title='On the road V'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8186996390830221743</id><published>2009-11-16T12:26:00.002-02:00</published><updated>2009-11-16T12:30:31.158-02:00</updated><title type='text'>On the road IV</title><content type='html'>Dicas de turismo em Ouro Preto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Se é domingo de noite e feriado, você vai penar para encontrar comida em conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Os melhores pontos turísticos fecham segunda feira. Sem carne, fica só o angu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Conheça os lagartos católicos. Estão em todo lugar, mas se concentram ao redor das igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Traga equipamento de alpinismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8186996390830221743?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8186996390830221743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8186996390830221743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8186996390830221743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8186996390830221743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/11/on-road-iv.html' title='On the road IV'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4456410673886127021</id><published>2009-11-11T18:13:00.001-02:00</published><updated>2009-11-11T18:16:25.178-02:00</updated><title type='text'>Como encerrar um ofício</title><content type='html'>"Sendo o que se apresenta para o momento, é oportuno o ensejo para reiterarmos nossos votos de alta estima e consideração,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[nome da pessoa]"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(baseado em fatos reais)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4456410673886127021?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4456410673886127021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4456410673886127021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4456410673886127021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4456410673886127021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/11/como-encerrar-um-oficio.html' title='Como encerrar um ofício'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4597018735315906819</id><published>2009-11-06T19:18:00.002-02:00</published><updated>2009-11-07T14:27:10.693-02:00</updated><title type='text'>On the road III</title><content type='html'>- Sono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sede&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dor de cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dor de barriga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não exatamente as melhores companheiras para um processo seletivo de doutorado. Mas elas não se tocaram disso e permaneceram fielmente ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrevivi. Nenhuma certeza. Uma boa esperança. Mas, como quando menor o degrau, menor o tombo... Fica a expectativa ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Agora, nesta etapa do mês maluco, serão incríveis quatro dias em casa, para depois três semanas quicando por aí sem sequer passar por Floripa. Ao menos, graças ao bom Deus que nos acolhe (e à Viação Azul), as intermináveis horas de busão até BH serão transformadas em um salto quântico aéreo.&lt;/p&gt;Bora que a locura mal começou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há uma coisa que volto a reforçar aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu mundo, seria proibido roncar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4597018735315906819?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4597018735315906819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4597018735315906819&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4597018735315906819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4597018735315906819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/11/on-road-iii.html' title='On the road III'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-3125974564816482979</id><published>2009-10-30T09:52:00.002-02:00</published><updated>2009-10-30T09:54:47.055-02:00</updated><title type='text'>On the road II</title><content type='html'>Filosofias sobre a vida que só ver Ana Maria Braga no café da manhã do hotel proporciona:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você toca metal em uma guitarra, você não é &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você toca Metallica no Guitar Hero, você é &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai entender...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-3125974564816482979?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/3125974564816482979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=3125974564816482979&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3125974564816482979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3125974564816482979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/10/on-road-ii.html' title='On the road II'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-2846935886694119286</id><published>2009-10-29T21:15:00.002-02:00</published><updated>2009-10-29T21:20:53.536-02:00</updated><title type='text'>On the road</title><content type='html'>Direto do aviso na porta do hotel em Curitibanos para o mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"6 - De acordo com a lei de Posturas Municipais e Sanitárias é terminantemente proibido aos Srs hópedes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Atirar pelas janelas objetos de qualquer natureza;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Estender roupas nas janelas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Conservarem animais domésticos nos apartamentos."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-2846935886694119286?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/2846935886694119286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=2846935886694119286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2846935886694119286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2846935886694119286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/10/on-road.html' title='On the road'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8118114404149126807</id><published>2009-10-25T23:35:00.003-02:00</published><updated>2009-10-25T23:50:33.924-02:00</updated><title type='text'>Operação Chá de Busão</title><content type='html'>Começa em breve a Operação Chá de Busão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/10 - ida para Curitibanos dar aulas (300 km - 5 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30/10 - retorno a Floripa (300 km - 5 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03/11 - ida para Campinas para seleção de doutorado (800 km - 12 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/11 - retorno a Floripa (800 km - 12 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10/11 - ida para Curitibanos dar aulas (300 km - 5 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13/11 - retorno a Floripa (300 km - 5 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15/11 - ida a Belo Horizonte (1300 km - 20 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16/11 - ida a Ouro Preto para simpósio (100 km - 1 hora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21/11 - retorno a Floripa (1500 km - 21 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 /11 - ida para Curitibanos dar aulas (300 km - 5 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/11 - retorno a Floripa (300 km - 5 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28/11 - ida a Araranguá para saída de campo (250 km - 3 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28/11 - retorno a Floripa (250 km - 3 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01/12 - ida para Curitibanos dar aulas (300 km - 5 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04/12 - retorno a Floripa (300 km - 5 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05/12 - dormir durante seis dias seguidos (0 km - 162 horas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente vou precisar arrumar um jeito de fazer viagens de ônibus renderem... Ou Dramin, para que te quero!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8118114404149126807?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8118114404149126807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8118114404149126807&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8118114404149126807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8118114404149126807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/10/operacao-cha-de-busao.html' title='Operação Chá de Busão'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-1680049149198452112</id><published>2009-10-19T22:54:00.007-02:00</published><updated>2009-10-22T20:50:49.963-02:00</updated><title type='text'>A saga do dvd - a crônica e a resenha</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A crônica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004 o Blind Guardian lançou seu primeiro dvd ao vivo, contendo um show completo filmado em sua cidade natal. Fazia seis anos que a banda pretendia gravar algo do tipo, mas nenhum festival era adequado para seus requerimentos. Não sendo pouca coisa em matéria de bandas de metal, os alemães fizeram o mais "fácil": criaram seu próprio festival, em 2003, com eles como headliners, é claro. Deste nasceu "Imaginations through the looking glass".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho praticamente nenhum dvd das bandas que adoro. Com recursos escassos, sempre preferi comprar dois cds do que um dvd. A relação custo / benefício era maior. Por outro lado, desde o momento em que vi parte do dvd do Blind, sentado em uma balada esperando por um festival que atrasou quatro horas para começar, eu pensei "se eu comprar um dvd, será esse".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo passou e passou. Não comprei nenhum dvd, nem pedi de natal. Em pouco tempo, nem cd eu estava comprando mais (apenas pegando músicas emprestadas da Sra. Internet). Depois de ter colocado o tapa-olho de vez, procurei algumas vezes pelo "Imaginations...", mas sem sucesso. Até neste domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ressaca após dois dias de festas, só me restava gastar o dia com coisas inúteis. E uma delas foi uma visita em uma comunidade orkútica da banda, onde, finalmente, repousavam os links almejados. Dei sorte, até: em vez de um dvd-rip de um giga e meio, era "apenas" um .avi de 700 mega. Armado de paciência e de minha internet de 200k, iniciei a saga pelo tão sonhado show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada parte do arquivo tinha seus 100 megabytes. À estupenda velocidade de 23 kb/s, demoravam uma hora e meia cada um. Mas foram vindo, aos poucos. Na segunda feira, finalmente, eu estava com as sete partes. Vírus verificados, arquivo descompactado, peguei meus quitutes, a Coca, carreguei o vídeo no Real Player e preparei-me para viajar duas horas no mundo fantasioso do quarteto alemão. E então começou a parte mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noventa por cento das vezes que eu baixo algum vídeo da net, ele vem bonitinho, funciona perfeitamente. Mas existem os dez por cento de erro. Que poderiam muito bem acontecer em um episódio qualquer do House de 150 mega. Mas ocorreu no dvd de 700.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demora a surgir imagem. Quando surge, é desacompanhada de som. Já penso um "oh, merda", mexendo em todos os controles de áudio possíveis. Mas não é só isso. O vídeo vai e vem. Uma hora, está em velocidade normal. Em outra, entre em fast foward do nada, e o vocalista Hansi Kürsch parece a guria do Calypso dançando. Isso vai e vem, em toda a extensão das duas horas de vídeo. O Real Player não me fornece nenhum consolo em forma de controladores avançados de velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, nem tudo está perdido. Com o salvador botão direito do mouse, busco minhas opções, e ali surge o bom e velho Media Player. Ajude-me, Santo Gates. Carrego e... mesma coisa. Decepção. Nova busca por controladores ilusórios. Neca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço o básico. Fecho outros programas. Reinicio. Busco por soluções no Oráculo. Reclamo na comunidade, pensando em receber resposta em alguns anos, já que ela possui apenas 9 membros. Surpreendemente, o dono dela, possivelmente alguém desprovido de vida social, logo me responde. Com ele, tudo bem. Só pode ser culpa dos meus programas arcaicos. Fazer o que, tenho todos os mais atualizados. Que rodam em Windows Millenium, claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era a hora de desencanar, ir trabalhar e deixar para ver em outro pc, outra hora. Os arquivos estavam na mão, era só ter alguma paciência. NÃO! Eu iria ver esse show, e seria no MEU computador, e AGORA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio a busca por soluções. A primeira é esotérica, mas já funcionou com outros vídeos. Uso um programa para converter o vídeo de .avi para outro formato, .wmv. Tempo estimado, 1:10. Hum, talvez não... Quem sabe de .avi para .avi não funciona, a conversão meramente consertando o que estiver de errado? 30 minutos de espera, apenas. Enquanto isso, finjo que trabalho, conversando com uma amiga no MSN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa e finalmente meu novo vídeo está pronto. Com uma marca d'água, que mais parece de nanquim, gigante que o programa deixa em todos os vídeos convertidos, que pode desaparecer pela cortesia de algumas dezenas de dólares. Bem, um vídeo com marca é melhor que nada, basta funcionar. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro que não funciona. Droga. Converter para outro formato, talvez? Arriscar mais horas em uma possibilidade vaga? Não, tem que haver um modo mais fácil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clicando botões direitos aleatórios, percebo algo interessante: por que aparece o Media Player duas vezes na lista de programas? Ora, se não tenho duas versões do programa no meu computador... Sem muita esperança, abro com o outro, só por desencargo de consciência. E, vejam só... Não é que o vídeo roda bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceto o pequeno detalhe da ausência de som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, mas quem vai querer som ao assitir um show de metal, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*sucks*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, isso me dá uma idéia. Lembro de ter visto alguém colocando apenas o áudio do show em outra comunidade. Se ele rodasse, não seria possível sobrepôr um com o outro, rodando dois programas ao mesmo tempo? É só ter alguma paciência para sincronizar o áudio com o vídeo, e tudo correrá normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio o processo de baixar os dois arquivos, mais 150 mega. Enquanto isso, eu... Bem, eu trabalho de verdade! Para alguma coisa além de minha redenção eterna como fiel metaleiro o dia tem que servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de downloads, descompacto eles. Alguém transformou o áudio do dvd em mp3, as vinte músicas estão todas lá, separadas, com em um disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, muito próximo da realização, carrego o vídeo no Media Player. A outra versão do Media Player não abre simultaneamente com a primeira, então tenho que usar o Real Player para o áudio. Tudo carregado, começo o trabalho de tentar sincronizar. Junto com as imagens do palco imenso, a multidão se espalhando a perder de vista, surge o som da vinheta inicial, a genial "War of Wrath" já me arrepiando a pele. Os dois arquivos possuem duração quase idêntica, então apenas basta encontrar um ponto de referência para encaixá-los. Foguetes na entrada da banda, perfeito! Boto o som rolando, volto um pouco o vídeo e, quando as pipocas saltam do amplificador, dou o play.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então estoura uma das grandes músicas do meu disco favorito da banda: "Time stand still (At the Iron Hill)" é uma cacetada que a multidão ovaciona com fúria. O vídeo rola em sincronia perfeita com o áudio, em uma rara sorte para uma primeira tentativa. Eu, na minha quitinete de centímetros cúbicos, ergo os braços e faço os chifrinhos clássicos com os dedos, me sentindo diretamente na Alemanha, e, finalmente, recompensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pancadaria encerrada. Público em polvorosa. Banda sorrindo ao ser bem recebida. Coca Cola gelada. Paçoquita. Aguardo ansioso pela segunda pancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no momento em que estouram as luzes e saltam os músicos, o som pára por um segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hansi torce sua cara com agressividade. Mas o grito vem apenas depois. Thomas espanca a bateria, mas os tambores estão com "delay". Os guitarristas batem cabeça, mas estão com a cabeça em cima quando deveriam estar embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldito Real Player, que dá um pequeno salto ao trocar de faixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um salto pequeno, quase insignificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o suficiente para zoar toda a sincronia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro pensamento é arrumar a sincronia de novo. Mas, diante da perspectiva de gastar um minuto de cada uma das próximas dezoito músicas sincronizando, só posso pensar em outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho outros programas de Áudio no pc. Nem quero baixar outro. Olho para minhas pastas de utilitários, inerte. Nada parece propiciar uma saída consoladora. A não ser que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro em um programa de edição de som, dos mais simplórios (mas não, não é o gravador de som do Windows). Abro a primeira música. Seleciono todo o conteúdo e copio. Fecho. Abro a segunda música. Tento colar a primeira nela. Sucesso. Fica um pequeno silêncio entre as duas faixas, que corto com o editor, fazendo os gráficos de ondas sonoras se unirem como marido e mulher novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a solução é fazer isso com todas as músicas. Abrir uma por uma, ir copiando, colando no musicão e remover os problemas nos intervalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após mais alguns minutos, sucesso. Tenho uma faixa de mp3 de 114  mega e duas horas e cinco minutos. Agora vai, não é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro tudo de novo. Coca quente. Uso a primeira música, que já ouvi, para sincronizar. Novamente os aplausos no final. Lá vem a próxima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E "Banished from Sanctuary" entre quebrando tudo nas caixas de som, desta vez com uma sincronia decente. Nem quero mais pensar em mexer nos arquivos. Quatro horas depois do planejado, quatro anos depois do primeiro desejo, eu vou ver o show do Blind!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A resenha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é um puta show. Nada se compara a um show inteiro gravado em uma só noite, ao contrário daqueles discos ao vivo que pegam uma música de cada lugar do mundo onde a banda já tocou (como o próprio "Live" de 2003 do Blind). O público é imenso e está completamente selvagem, louco para cantar verso por verso com Hansi. Até a vinheta inicial é cantada, antes da banda entrar! 'Time stand still..." quebra tudo no começo. "Banished from Sanctuary" é a faixa de abertura do segundo disco da Banda, da época em que o som era puro speed metal, e faz juz ao rótulo. Nenhuma faixa do primeiro disco aparece, mas não fazem muita falta. A ampla discografia do Blind tem coisa de muito mais qualidade para oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filmagem também é de alta qualidade, ainda mais se pensarmos que não é o show de uma banda "mainstream". São doze câmeras que não deixam escapar nada, iluminação de alto nível e efeitos pirotécnicos ocasionais, nos momentos certos (sem virar uma paródia circense como um shyow do Kiss).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, apenas três faixas (fora a vinheta inicial) aparecem do disco considerado pela maioria como a sua obra máxima, "Nightfall in Middle-earth". Compreensível, já que a banda tornou seu som cada vez mais complexo e elaborado com o tempo, e este álbum é recheado de corais, orquestrações, teclados, camadas e camadas de vozes e instrumentos. A banda está acompanhada de um tecladista no show, mas não o suficiente para compensar tudo. O último disco (na época), "A night at opera", sofre do mesmo "problema", então só duas músicas surgem (embora, além disso, este tenha dividido opiniões entre os fãs). Para compensar, o não menos clássico "Imaginations from the other side" é tocado praticamente na íntegra, apenas uma música ficando de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as duas primeiras pancadas, a terceira música dá uma cadenciada, sendo exatamente uma das do "Nightfall..." e é... a própria "Nightfall"! Neste ponto é possível perceber os dois únicos reparos possíveis de serem feitos durante todo o show, de outra maneira irrepreensível. Primeiro, a presença de palco da banda não é top de linha. Hansi não é Bruce Dickinson para ficar correndo de um lado para o outro, nem Ozzy Osbourne para ficar berrando "c'mon, fuckers, louder!" a cada 10 segundos. Ele se move pouco (algo a ver com sua visível e legitimamente germânica barriguinha de chope?) e sua comunicação é mais através de sorrisos, expressões e gesticulações incitando o público (que não reclama e responde como se o vocalista fosse uma mistura de Bruce com Ozzy em uma overdose de anfetaminas). O segundo ponto é que ele tem que segurar a onda do seu vocal, em alguns momentos, principalmente nos agudos mais agressivos, para se manter intacto nas duas horas de show. Mas ele continua cantando pra cacete!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Script for my requiem" segue detonando. É digno de nota o público, que, durante toda a duração do show (e não apenas nos minutos iniciais, ou nos maiores clássicos), canta a plenos pulmões, compensando com sobra a ausência de um coral "oficial" (apenas os prórios músicos fazem os backing vocals, como nos primeiros discos da banda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, vem outra do segundo disco, uma das mais clássicas, mas que eu nunca tinha dado muita bola. Até agora. É "Valhalla" que dá prosseguimento ao ritmo acelerado desse início de show. E então um momento mágico ocorre: ao final, a banda toca o refrão da música várias vezes, acompanhada pelo público. Então, vai baixando até ficar só a bateria e o público, cantando em altíssimo volume. Refrões e refrões depois, o batera dá uma virada e encerra a brincadeira, para extrema ovação do público, e felicidade absoluta da banda. E, então, no meio dos aplausos... O público volta a, espontaneamente, cantar o refrão! É perceptível o abismamento dos músicos, e Thomas volta a fazer o ritmo na bateria, para delírio de todos, até encerrarem de vez. São quatro minutos apenas de refrões. Fiquei até emocionado ao ver um momento único desses registrado em dvd, uma relação que poucas bandas têm com seu público. Eles são os bardos. Nós somos os exércitos. As músicas, nossos hinos de batalha. Fantástico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa maravilha é seguida por uma das melhores músicas da banda, na minha opinião. "A past and future secret" é uma balada com pegada completamente medieval, que me fascinou desde a primeira ouvida. Infelizmente, devo dizer que é uma das que perde pela ausência de orquesta e coral, enfraquecendo seus momentos enérgicos. Mas, depois de todo aquele "Valhalla... Deliverance... Why've you ever forgotten me", é bom uma descansada, com direito a cenário com piras e fogo, direto da Inglaterra arturiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não dura muito, evidentemente. A música que vem depois é uma do par do último disco, e a mais agressiva deste: "Punishment divine". Também é a que chama menos atenção em todo o show, portanto aproveitei para fazer o jantar (ei, você esqueceu que, se eu pausasse o vídeo, teria que ter todo o trabalho de sincronizar o vídeo de novo? E é chato para cacete, uma diferença minúscula já atrapalha muito. Então minha experiência tinha que ser praticamente em tempo real...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma do "Imaginations..." vem depois, "Mordred's Song", ótima música e com um momento de destaque ao final, com a repetição da melodia medieval do início. A próxima música uma das minhas favoritas da "primeira fase" do Blind Guardian (i. e. o speed metal direto dos primeiros discos), "Last candle", uma pancadaria cheia de melodias fantásticas. Infelizmente, desde o seu começo fenomenal foi zoada por uma falha de sincronia, que tive que passar toda a faixa consertando. Chato demais e só com muita vontade para ver um vídeo assim, eu garanto... Mas pelo menos consegui pegar bem o final, onde a banda volta a fazer a mesma brincadeira de antes com os versos finais, repetindo-os apenas com público e a bateria tocando. E quando tudo pára e vêm os aplausos, o que ouvimos surgir da platéia? "Valhalla... Deliverance..." Meio descoordenado desta vez, mas uma bela ligação com o momento anterior do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos as próximas faixas seguiram todas em boa sincronia. E o que falar da tríade de "Imaginations..." que se segue, "Bright eyes", "I'm alive" e "Another holy war"? Só sendo muito foda para conseguir suplantar esse álbum como o top no coração dos fãs (e "Nightfall..." consegue, mas não é unanimidade). Entre estas faixas, o primeiro grande "hit" da banda, lá do terceiro disco, "Tales from the twilight world". E qual música mais teria tanto status, para uma banda famosa por sua conexão com Tolkien, do que "Lord of the rings"? Iniciando mais próxima da versão acústica do "Forgotten tales" (que eu considero superior), ela ganha uma energia incrível no final. É o momento do show em que o público mais se agita, pulando ao ritmo do refrão, certamente causando um pequeno terremoto naquele setor da Alemanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música que se segue é uma escolha arriscada. "And then there was silence" é a segunda música do "A night..." a aparecer, e, além de todas as firulas de estídio, possui mais de 14 minutos na versão original. Não exatamente a coisa mais adequada para um show, e eu estava meio cético. Mas, diabos, não é que a banda conseguiu o milagre de adaptá-la perfeitamente para o palco, e na íntegra, ainda por cima? Mais que isso, o Blind consegue manter o pique e o interesse do público o tempo inteiro, inclusive com um dos trechos (o que tem a vocalização com "lálálálá... etc.") sendo um ponto alto de empolgação. Surpreendente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando na parte final do show, temos uma música do quarto disco, de 1992, e pouco tocada atualmente, a faixa-título "Somewhere far beyond". Muito bem recebida desde a introdução com gaitas de fole, serve como entrada para a outra música do mesmo disco. Uma coisinha acústica de pouca relevância chamada "The bard's song - In the forest"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há a menor dúvida de que este seja o hino da banda, não importa quantos "Imaginations..." e "Nightfalls..." venham pela frente (inclusive eles já lançaram um mini-disco apenas com várias versões da música, tocadas de diversas maneiras e para diversas platéias). Hansi poderia aproveitar esse tempo para ir tomar um chope no camarim, pois é verdadeiro dizer que nesta música é ele quem acompanha o público. Mas ele ainda disfarça cantando uns versos, enquanto os violões levam todos à Terra-Média. Certamente o segundo melhor momento do show (perdeu só pelo "efeito-supresa" do primeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar antes do bis, a faixa título de "Imaginations...", botando a vibração lá no alto de novo. Ao fim dessa longa faixa, a banda abandona o palco, após mais de uma hora e cinquenta de show. Já seria uma grande duração e um evento histórico, mas o Blind ainda tinha algumas cartas na manga. De volta para o palco, soa o enérgico início da adequadíssima "And the story ends", com o verso-título sendo berrado à toda no refrão. E, para fechar, nada melhor do que a faixa mais cultuada do disco mais cultuado: "Mirror mirror", do "Nightfall...". Não é uma das minhas escolhas top daquele disco, mas é bem popular entre os fãs, e, somando à pirotecnia e ao fato de ser a última da noite, agita como poucas antes agitaram. É incrível, parece até começo de show, banda e público mostram um fôlego invejável! A sincronia até foi para o espaço de novo nesse finzinho, mas nem me importei. Já tinha sido tudo bom demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então a história acaba de vez. Há algumas faixas ao vivo bônus no dvd, mas não se comparam ao show único. Para ficar na memória e felizmente registrado para todo o sempre. No fim, o dvd não provoca apenas um pensamento de "bah, como eu queria estar lá", mas um de "bah, eu praticamente estive lá!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, conforme os créditos rolam e a banda agradece, o público volta a entoar, espalhando-se pela noite alemã: "Valhalla... Deliverance... Why've you ever forgotten me". Nenhum dos afortunados presentes, jamais esqueceu, certamente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-1680049149198452112?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/1680049149198452112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=1680049149198452112&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1680049149198452112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1680049149198452112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/10/saga-do-dvd-cronica-e-resenha.html' title='A saga do dvd - a crônica e a resenha'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-422450682587803289</id><published>2009-10-18T06:39:00.004-02:00</published><updated>2009-10-18T06:43:05.436-02:00</updated><title type='text'>Crônica de uma noite peculiar</title><content type='html'>"Tá na beca, hoje, hein?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Adorei seu casaco, está bonitão!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego em casa e encontro a etiqueta promocional no lado interno. R$ 29,00. Arranco e o adesivo por baixo fica visível. R$ 99,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R$s 70,00 é a distância que separa os espertos dos trouxas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-422450682587803289?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/422450682587803289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=422450682587803289&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/422450682587803289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/422450682587803289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/10/cronica-de-uma-noite-peculiar.html' title='Crônica de uma noite peculiar'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4421067326718429675</id><published>2009-10-08T01:28:00.003-03:00</published><updated>2009-10-08T01:38:10.363-03:00</updated><title type='text'>Super receita!</title><content type='html'>Constante no verso do rótulo do Atum Gomes da Costa, e reproduzido palavra por palavra, o espetacular...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Espaguete com atum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* 200g de espaguete&lt;br /&gt;* 1 lata de Atum Ralado ao Molho de Tomate Gomes da Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modo de preparo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Cozinhe o espaguete conforme as instruções da embalagem. Escorra. Envolva o conteúdo da lata na massa ainda quente. Misture bem e sirva.&lt;br /&gt;* Rendimento: 2 porções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa, ainda bem que encontrei essa receita, senão eu nunca saberia como fazer miojo com atum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso realmente me lembrou "A Maravilhosa Cozinha dos Solteiros Solitários"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, falando nisso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Maravilhosa Cozinha dos Solteiros Solitários IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prato do dia: Atum Pingado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* 1/2 limão que sobrou do bife&lt;br /&gt;* 1 lata de Atum Ralado ao Molho de Tomate Gomes da Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modo de preparo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Esteja com preguiça. Fique com fome. Abra a lata conforme as instruções da embalagem. Não escorra. Pressione o limão para que o líquido pingue no conteúdo. Misture pouco e coma.&lt;br /&gt;* Rendimento: 1 porção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4421067326718429675?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4421067326718429675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4421067326718429675&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4421067326718429675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4421067326718429675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/10/super-receita.html' title='Super receita!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6740369750933483457</id><published>2009-09-30T19:59:00.002-03:00</published><updated>2009-09-30T20:15:03.160-03:00</updated><title type='text'>Check-up periódico II</title><content type='html'>Após um setembro matador e alguns meses "in(f)vernais", a primavera chegou. Para mim, ao menos. Nem tanto para o mundo exterior, novamente com problemas aquáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três perrengues solucionados nesta semana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Seleção de doutorado: projeto entregue hoje e, para algo feito praticamente em uma semana, acredito que seja um concorrente aceitável. É só não vacilar na prova e apresentar bem (sim, tem apresentação do projeto ainda) que tenho chances. Rumo a Campinas 2010! Se rolar, eu estarei no melhor lugar onde poderia estar para isso no Brasil (e guardem suas piadinhas sobre a sexualidade dos campineiroas para caso eu passar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Falta de grana: a segunda bolsa que eu estava de olho, necessária para a comida e lazer (em complemento à primeira, que pagava aluguel, contas e a Coca-cola), vai sair. Ainda não assinei nada, então um pé está lá atrás, mas o primeiro já foi para a frente, ao menos. Ganhando esses trocados, dá para ficar pela Ilha até o doutorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Mais falta de grana ainda: sim, além de estar só ganhando uma bolsa, ela não estava sendo paga! Agora foi, afinal. Não preciso mais pedir empréstimo para pagar aluguel, contas e a Coca-cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um bom período, então. As perspectivas otimistas para o futuro são de uma trabalheira ainda nos meses por vir (mas trabalhos recompensadores) e uma finaleira com algum espaço para curtição em SC, antes de ir de mala e cuia para Campinas (dessa vez para ficar, ao menos os quatro anos do doutorado). As pessimistas são não passar na seleção, não ganhar a segunda bolsa e ter que voltar para a casa da família em Blu por falta de grana, e virar um sanguessuga paterno que bebe até nas segundas. De manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, no momento está pendendo mais para as primeiras que as segundas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6740369750933483457?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6740369750933483457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6740369750933483457&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6740369750933483457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6740369750933483457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/09/check-up-periodico-ii.html' title='Check-up periódico II'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6382636843024091778</id><published>2009-09-10T02:10:00.003-03:00</published><updated>2009-09-10T02:22:22.226-03:00</updated><title type='text'>ALERTA</title><content type='html'>ESQUEÇAM O ÚLTIMO POST! NÃO VEJAM NADA RELACIONADO À DISNEY!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que o bom pastor Josue me abriu os olhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/197wJSbSBbs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/197wJSbSBbs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bah, eu vi Rei Leão umas cinco vezes só no cinema, quando saiu... Acho que preciso matar alguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boa, eu devo rir, sentir raiva ou pena de alguém assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6382636843024091778?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6382636843024091778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6382636843024091778&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6382636843024091778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6382636843024091778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/09/alerta.html' title='ALERTA'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7969201220119765796</id><published>2009-08-21T00:04:00.004-03:00</published><updated>2009-08-23T13:21:18.436-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia - filmes</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fantasia (1940)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve um tempo em que o cinema americano era arte, e não produção mercadológica descartável. Afinal, não é a toa que eles se tornaram o pólo mundial dessa atividade (fadada à desgraça atualmente - e cada vez pior). Muito antes da computação gráfica (que, de uma fantástica ferramenta, se tornou o emblema da mediocridade) e de padrões rígidos de comercialidade, existiam as inovações e a criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aí que podemos situar essa verdadeira obra de arte chamada "Fantasia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu contexto histórico, a obra foi a terceira na série de desenhos animados da Disney, após "Branca de Neve" e "Pinóquio". Porém, é diferente de tudo o que a própria empresa havia feito antes e faria depois. "Fantasia" não é um desenho de digestão fácil "para toda a família", simples, objetivo e coerente. Nem de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos aqui é uma idéia completamente inovadora para a época, e ousada até para os padrões atuais: juntar obras de música erudita com desenhos animados, sem qualquer forma de diálogo além da música em si. Uma idéia que tinha tudo para dar um resultado desastroso e enfadonho, mas que, graças ao esforço da produtora e do perfeccionismo do próprio Walt&lt;br /&gt;Disney, deu muito certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o filme fosse lançado hoje em dia, entretanto, possivelmente não teria o mesmo status de clássico. A ação e o humor que encontramos na tela é simplesmente muito inocente. Não há nada da ironia e do sarcasmo que encontramos em animações de sucesso recentes. Mesmo as crianças já possuem a sua dose de "maldade" para preferir humor ácido a humor "bonitinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, para quem gosta de música clássica, o filme segue sendo um prato cheio. A intepretação animada que foi dada às obras é bem diferente da original (sim, muitas vezes as composições clássicas possuem uma história subjacente). Mas não foi essa a intenção da Disney, e sim de criar novos mundos a partir daquelas sonoridades. O encaixe entre as imagens e a música é perfeito. São ao todo sete peças principais (e um interlúdio), muitas facilmente reconhecíveis mesmo para quem não entende nada do estilo. Entre as peças, um narrador dá algumas noções do que será tocado, como se fosse em um verdadeiro concerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa com a "Toccata e fuga" de John Sebastian Bach, em um arranjo para orquestra, com um início de arrepiar qualquer um. As imagens começam com a orquestra normal tocando a música, mas logo se juntando a diversos efeitos especiais: brilhos, silhuetas, montes e abismos que surgem e desaparecem conforme a composição se desenrola. Não é à toa que o filme virou cult entre os hippies dos anos 60: poucas coisas além de uma viagem lisérgica podem ser a personificação mais adequada do "ver a música".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, temos uma das minhas obras preferidas de Pyotr Ilych Tchaikowsy, a suíte do Quebra-nozes. Sem os seus trechos iniciais, começamos com o movimento da Dança das Fadas, que é personificado por verdadeiras fadas no desenho. A sequência de imagens mostra a ida e vinda das estações, encerrando com a magistral Valsa das Flores. Cogumelos e flores dançantes seguem fazendo a alegria dos cabeludos doidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas peças constituem sequências chapadas de imagens variadas, sem tanta lógica linear. Por mais que sejam boas, são comparativamente menos interessantes com o que vem depois. As próximas cinco peças todas contam algum tipo de história, com começo, meio e fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira é a peça que deu origem a toda a obra. Afinal, foi para revitalizar sua crianção favorita que Walt Disney quis fazer um curta-metragem baseado no "Aprendiz de feiticeiro" de Paul Dukas. A idéia se expandiu, e aqui temos o ponto inicial, na forma do mais emblemático Mickey Mouse de todos os tempos, com roupão vermelho e chapéu de feiticeiro. A linha melódica principal desta música é simplesmente espetacular e um dos símbolos máximos do filme. Como curiosidade, a imagem atual que temos do Mickey foi justamente criada para "Fanstasia", com olhos dotados de pupilar para maior expressividade (antes ele tinha olhos totalmente pretos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um rápido agradecimento pessoal do rato ao regente da orquestra (um feito técnico admirável na época), chegamos àquela que considero a melhor de todas as peças, além de ser a  maior, com cerca de 25 minutos. Com uma música fenomenal de base ("O Rito da Primavera", de Igor Stravinsky) o que temos é a história da Terra primitiva contada desde sua formação, passando pelo surgimento da vida, a evolução de formas terrestres, a diversidade dos dinossauros, e encerrando com sua extinção. Aqui o ajuste perfeito da dinâmica musical com a visual atinge sua expressão máxima, pois temos que considerar que não são apenas imagens diversas jogadas ao acaso, e sim uma história coerente que tem que seguir a música. Veja por si mesmo nas cenas da Terra de fogo e água, pré-vida. Como amante de paleontologia, não pude deixar de perceber alguns erros feios na junção de criaturas de períodos muitos distintos da pré-história (algo como uns 100 milhões de anos, mixaria...). Mas a intepretação da Disney até que é fiel à visão científica de 70 anos atrás do passado da Terra. E aqui podemos ver que nem só de leveza e graciosidade que é feito o filme: a luta pela vida não é sobremaneira amaciada, e a extinção é uma parte relativamente pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno interlúdio é uma brincadeira referente ao som e à imagem, em que uma linha colorida acompanha os timbres e tonalidades de diversos intrumentos. Abre caminho para outra peça: a "Pastoral", sexta sinfonia de Ludwig van Beethoven, ambientada no mundo mitológico grego do Olimpo. Com exceção do trecho dos centauros e cupidos, que é um pouco melosa (i. e. gay)  demais, a peça toda é bem divertida (quem não gostaria de ter aquele filhote de pégaso preto em casa?). O Baco totalmente bêbado e o Zeus temperamental dão toques não exatamente infantis a mais uma das melhores partes do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "Dança das Horas", trecho de "A Gioconda" de Amilcare Ponchielli, é um balé conhecidíssimo que, na visão da Disney, vai ser dançado por avestruzes, hipopótamos, elefantes e aligátores apaixonados, em um ambiente neoclássico / surreal. É maluco, com certeza, mas também a peça mais humorística do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fechamento é algo nada usual para filmes da Disney, onde geralmente até os aspectos obscuros da vida são suavizados. Não há nada de suave em uma das mais macabras composições clássicas já criadas, "A Noite no Monte Calvo", de Modest Mussorgsky. Tampouco na animação que passa na tela: no topo do monte calvo, o colossal demônio Chernabog acorda na noite de Walpurgis, invocando de suas tumbas toda sorte de fanstasmas, espíritos, assombrações e demônios para dançarem e sofrerem ao seu bel-prazer. A personificação de Chernabog é intensa, é possível sentir todo o poder e malignidade que emana da criatura. Mas esta também é a única peça em que duas composições distintas (e põe distintas nisso!) são executadas. Em um dado momento, o sino de uma igreja começa a tocar, o que incomoda Chernabog e o manda de volta ao torpor no topo do monte, enquanto as assombrações voltam para suas tumbas. Uma fileira de monges carregando velas ruma para as ruínas de uma catedral, ao som da "Ave Maria" de Franz Schubert. Não é preciso ter nem um pingo de religiosidade para concordar que é um fechamento belíssimo para essa obra-prima, pois a música é realmente de trazer lágrimas aos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todas essas qualidades, o filme foi um fracasso financeiro para os estúdios Disney (só salvos pelo sucesso financeiro do desenho posterior, "Dumbo"), pois foi idealizado para ser rodado em um evento especial, com toda uma infraestrutura de som inovadora, mas muito custosa. Apenas após alguns relançamentos que fez sucesso e adquiriu o status de clássico, além de angariar dois Oscares especiais, uma por avanços técnicos de som e outro pela inovação da união entre imagem e música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só posso fechar essa resenha recomendando muito o filme. Ao revê-lo agora, além da nostalgia infantil, o que eu percebi foi uma obra única, diferenciada e totalmente fora do usual. Para asssitir de boa, ou em algum estado alterado qualquer, para ver a música e ouvir a imagem. Recomendo a primeira opção, mas é você quem sabe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7969201220119765796?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7969201220119765796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7969201220119765796&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7969201220119765796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7969201220119765796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/08/resenhas-do-dia-filmes_21.html' title='Resenhas do dia - filmes'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5742893028369250648</id><published>2009-08-11T23:54:00.004-03:00</published><updated>2009-08-12T11:47:48.968-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia- filmes</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filhos da esperança (2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou começar isso aqui de um modo bem direto: assistam esse filme. Se já o fizeram, assistam de novo. Sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu aproveitando alguns momentos de folga e o sinal liberado do Telecine para os portadores do Pacote-Pobre da NET. Deu dez horas, quando começa sessão em todos os cinco canais.  Na programação, o que mais me atraiu foi o "Homem de Ferro LEG" no Telecine Pipoca. Como eu lia história em quadrinhos da Marvel e ainda não tinha visto, lá vou eu. Basta os primeiros minutos dos créditos para vir aquela vozona dublada falando o título do filme. WTF??? O que diabos significava o LEG então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como prefiro não assistir a asssitir dublado, zapeei nos outros canais para ver se algum aresentaria algo interessante. No Telecine Action, bastou uma pequena legenda ("London - 2027") para chamar minha atenção. Eu curto ficção futurista, mas sabia que tinha 90% de chance de cair em uma tosqueira. Por sorte, acabei me salvando de uma provável ação genérica para cair em um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte da minha surpresa positiva foi o fato de que eu não acompanhar tão de perto discussões cinematográficas. Não tinha a menor idéia de que o filme havia sido um dos maiores sucessos de 2006, que teve gente chamando de obra-prima, que a sua não-indicação ao Oscar gerou uma polêmica enorme... Enfim, assisti à obra sem nenhuma opinião pré-concebida a respeito, e garanto: o filme não é só "hype". É foda mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando pelo mais importante, a história e o enredo. O filme se passa em um 2027 totalmente caótico. A premissa básica é que, por algum motivo (que não é e nem precisa ser explicitado), todas as mulheres deixaram de ser férteis e não nasce um bebê há duas décadas. Isso faz as pessoas viverem sem esperança em um mundo onde as tensões sociais, étnicas e ambientais, que vinham se acumulando ao longo do século XX, estouraram por todas as partes. A Inglaterra, onde se passa a ação, é um dos poucos lugares onde existe alguma ordem. Mais para o "alguma" do que para a "ordem", por certo. O autoritarismo e o elitismo passam a ser os carros chefe daquela sociedade. A ambientação é criativa, densa, complexa, daquelas que mesmo sem saber você adivinha que é baseada em uma obra literária (dito e feito, lá apareceu nos créditos "baseado na novela de..."). Não é 100% original, claro, mas o que o é? Você encontra elementos que remetem a obras importantes de ficção "mezzo-futurística", como "1984" e "O fim da infância". Normal. Se não fossem influentes, não seriam clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro segue um membro daquela "elite" que leva uma vida desesperançada e vazia, mas que acaba sendo jogado em uma tempestade de acontecimentos de grande relevância. O roteiro não é dos mais acessíveis: embora seja fácil de seguir, as reviravoltas vêm de modo inesperado, personagens aparentemente importantes morrem como moscas e não há tempo para muito chororô e momentos pseudo-emotivos. Ou seja, nada de palavras emotivas ditas com dificuldade antes da morte em uma pausa artifical no meio de um tiroteio. Morreu, morreu e vamos embora. Me agradou muito, dando uma verossimilhança rara ao que acontece. Claro, há coisas que acontecem de forma previsível e alguns chavões ainda estão lá. Porém, está muito acima da média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens e o mundo vão se desenvolvendo ao longo da trama, em uma mistura de "momentos-explicação" com pistas mais sutis. Aliás, há muitas sutilezas escondidas, que aparecem apenas em recortes de jornais, fotos ou de maneira subentendida. Veja o filme com atenção, por favor. Afinal, você percebeu que animais de estimação são vistos o tempo? Não é curioso, em um mundo desprovido de crianças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo considerando o poder desta parte de conteúdo, que é aquela com o qual mais me importo, tenho que admitir que a maior parte do poder do filme está concentrada na parte técnica. Eu nunca tinha ouvido falar de Alfonso Cuarón (afinal, não vi e nem quero ver nenhum dos Harry Potter), mas tiro o chapéu para seu trabalho aqui. Tudo aqui é feito com exímia habilidade. O recurso das longas tomadas sem cortes, que vem se tornando cada vez mais comum, é utilizado bastante. Aliado a ângulos de câmera mirabolantes e às vezes até esquisitos, funciona bem demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filmagem geralmente é tremida, como se fosse feita com câmera de mão, e acompanha os personagens bem de perto, o que dá ao espectador a nítida impressão de estar inserido na história. O exemplo máximo é a cena climáxica, onde somos literalmente jogados em uma batalha urbana. Até o sangue jorra e mancha a tela da câmera! A boa sacada é que essa imersão na ação ocorre sem que exista um verdadeiro "personagem-câmera".  Alguns filmes da nova geração que apelam para o recurso de câmera de mão forçam a barra, e ficamos nos perguntando porque os personagens acham tão mais interessante ficar filmando do que salvarem suas vidas ("Cloverfield", estou olhando para você).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia também é muito adequada, fria e pesada, adequada ao clima. A sonoplastia idem. Por algum motivo, eu sou muito atraído por filmes que são minimalistas na questão sonora, como é o caso. Adoro quando as cenas tensas são totalmente desprovidas de música de fundo. Daí você percebe o que é uma cena que efetivamente cria esse efeito de tensão, e o que é uma cena tosca que apela para o estouro de ouvuidos para mascarar sua mediocriade. Por fim, as atuações são competentes e, se não dignas de prêmios, fazem muito bem seu papel. Clive Owen, como o protagonista, pode ser acusado de uma atuação fria e indiferente, mas que possivelmente é proposital, pois combina perfeitamente com a proposta do personagem. Quanto ao outro "grande nome", Julian Moore... Bem, só posso dizer que a trajetória de sua personagem é das mais interessantes. Ponto positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paguei pau demais? Bastante, não é? Mas, se depois de tudo isso, não convenci você a assistir, só posso recomendar que vá ver "Homem de Ferro". E dublado, óbvio. Hollywood produz todo o seu lixo acéfalo especialmente para você. Divirta-se!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5742893028369250648?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5742893028369250648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5742893028369250648&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5742893028369250648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5742893028369250648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/08/resenhas-do-dia-filmes.html' title='Resenhas do dia- filmes'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-418469668929525775</id><published>2009-07-27T21:30:00.003-03:00</published><updated>2009-07-27T21:41:27.766-03:00</updated><title type='text'>Grandes mistérios da humanidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que existem, proporcionalmente, mais ginecologistas homens do que urologistas mulheres?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) Porque mulheres cuidam da saúde com regularidade, então os ginecologistas têm a chance de ver vaginas sadias. Já os homens se preocupam apenas quando algo dá errado, então as urologistas só podem ver pênis emperebados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) Porque mulheres não pensam besteira o tempo todo quando vão ao médico, o que permite aos gniecologistas um exame preciso. Mas apenas a mais horrenda das urologistas consegue analisar um pênis flácido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C) Porque existe um maior número de médicos homens do que mulheres. E "proporcionalmente" é uma palavra muito complicada para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D) Um conjunto das opções anteriores. Menos a C, pois eu sei o que proporcionalmente significa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E) Nenhuma das anteriores, eu conheço ótimas urologistas. Elas se chamam Valeska, Sharon  e Debbye Dengosinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-418469668929525775?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/418469668929525775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=418469668929525775&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/418469668929525775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/418469668929525775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/07/grandes-misterios-da-humanidade.html' title='Grandes mistérios da humanidade'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7841354303290043544</id><published>2009-07-26T11:30:00.004-03:00</published><updated>2009-07-26T11:45:29.166-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu nunca utilizei os marcadores e não é desta vez que este aqui será útil'/><title type='text'>Atualização</title><content type='html'>Sim, esse blog ainda é atualizado! A diferença é que a frequência agora passou de mensal para bimestral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Adendo pseudo-filosófico: por que falamos mensal e bimestral, e não mestral (ou unimenstral) e bimensal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo, feliz e inconsequente período de vadiagem com dinheiro na conta, agora estou em um curto, triste e deprimente período de trabalho sem dinheiro na conta. Ok, ter voltado a trabalhar com tudo em coisas acadêmicas não é triste nem deprimente, muito pelo contrário. Mas bem que podia ter uma bolsa-miséria para complementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, nem tudo são trevas. Após várias coisas darem errado, algumas começaram a dar certo. Uma bolsa que paga meu aluguel, internet e coca-cola eu já tenho. Falta só mais alguma coisa para comprar comida. Mas quem precisa comer, afinal? Posso me sustentar facilmente à base de coca e sol. Mas isso apenas se essa frente fria do caralho der o fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta feira o Duelo apareceu de novo na TV Com, em entrevista no mesmo programa da outra vez. Foi legal, fora o fato de que a entrevistadora gostou de me fazer perguntas que eu não sabia responder. Fazia tempo que a gente não se sentia pop novamente, mas com a sexagésima rodada e o festival Novo In... ops, Nosso Inverno por aí, novos olhares se voltaram para a gente. Claro, não tínhamos como reclamar, pois o Duelo em 2009 foi uma várzea em muitos momentos... Mas as coisas estão voltando a melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais choros e velas, o negócio é sobreviver ao segundo semestre em busca da redenção (i.e. Profissão Bolsista versão Doutorando) para o ano que vem. Ter parado esse ano foi bom para experimentar algumas coisas diferentes (para as criancinhas, esse corvo aqui só tem uma resposta....), mas, sem mais enrolação, o negócio é seguir em busca do objetivo máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que objetivo? Há, segredo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7841354303290043544?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7841354303290043544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7841354303290043544&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7841354303290043544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7841354303290043544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/07/atualizacao.html' title='Atualização'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-280666250775131761</id><published>2009-05-13T17:05:00.002-03:00</published><updated>2009-05-13T17:09:23.906-03:00</updated><title type='text'>Up!!!</title><content type='html'>Só para não deixar isso aqui novamente parado por muito tempo, uma coisa de dois anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Êxtase&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;17/05/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exausta e satisfeita, ela desabou para o lado e fechou os olhos. Acompanhei sua respiração ofegante acalmar, até tornar-se uma leve e constante aragem, indicando que sua consciência não mais pertencia a este mundo. A minha, entretanto, permaneceu, incapaz de se desprender de tudo o que acontecera para entregar-se ao tenro embalo do sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a pálida luz da lua cheia que penetrava no quarto pela fresta da cortina, espalhando-se leitosa nas paredes e objetos tão familiares, pus-me a observá-la com atenção. O fino lençol cobrindo seu corpo pouco escondia a exuberância da qual eu há pouco desfrutara. Mas foi no seu rosto que me detive demoradamente. A perfeição das formas era salientada pela serena expressão em sua face, no doce repouso que a dominava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para ela, senti um aperto no fundo da garganta, comprimindo meu peito, uma ânsia devoradora daquele monstro furtivo que conhecemos como paixão. A beleza que dela emanava era superior a qualquer outra que eu pudera conceber em toda minha vida, e para ninguém mais ela era tão imponente quanto para meus olhos embriagados pelo sentimento. A satisfação por estar ali, o desejo de estar ao seu lado, a vontade desesperada de que aquela noite fosse eterna, não tinha paralelo dentre todas as tênues emoções que já haviam possuído meu coração. Todas agora obliteradas por um instante fugaz e avassalador de êxtase, de beleza, de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali a pouco tempo tudo estaria acabado. Uma ilusão seria desfeita e um coração despedaçado. Mas gravei aquele momento como a lembrança dela que eu desejaria manter. A de uma deusa adormecida nos braços de um mero mortal que, se não teve a bênção de merecer seu amor, pôde, por um breve instante, sentir o sublime sabor da perfeição, para jamais se contentar novamente com as coisas mundanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-280666250775131761?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/280666250775131761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=280666250775131761&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/280666250775131761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/280666250775131761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/05/up.html' title='Up!!!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-1390647051989829181</id><published>2009-05-05T19:08:00.005-03:00</published><updated>2009-05-06T01:09:42.391-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia - filmes em cartaz</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;X-Men Origens: Wolverine (filme - 2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver uma adaptação, remake ou sequência de filme envolvendo um personagem querido sempre é uma faca de dois gumes para o espectador. Por um lado, está o anseio por ver o personagem em ação novamente, até mesmo quando histórias já conhecidas são recontadas. Por outro, está a possível decepção de ver distorções exageradas, tanto na personalidade quanto história. A segunda opção com certeza é a mais comum, já que as convenções hollywoodianas são capazes de transformar até os melhores personagens em caricaturas genéricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns casos, entretanto, o resultado é positivo. A obra sai muito boa, mesmo com as modificações. "Watchman" é um exemplo recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros, o resultado é muito acima do esperado, merecendo entrar para o rol dos filmes fodásticos. "Senhor dos anéis" cabe perfeitamente aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em vários, o resultado é simplesmente um saco de merda. E eis que chegamos a "Wolverine".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me levem a mal. Eu sempre vou com a maior boa vontade ver os filmes dos meus personagens preferidos, mesmo sabendo que o resultado pode não ser muito bom. Eu achei bom o último "Indiana Jones". Adorei "O exterminador do futuro III". Consegui até ver graça em "Alien x Predador"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às adaptações de quadrinhos, tenho a visão do fã, mas também a racionalidade do espectador casual. Me decepcionei com a série do "Homem aranha" (que porra de Venom é aquela??), mas ainda consegui curtir na boa. Gostei bastante de "X-Men", o segundo filme é realmente bom. E não se pode dizer que não houve muitas modificações nessas últimas adaptações. Mas são filmes que possuem uma certa sustentação própria, como obra cinematográfica independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, com "Wolverine", fica difícil. E olha que fui com a maior empolgação. Vamos por partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, os personagens, algo mais do que essencial em uma adaptação que lida com aqueles desenvolvidos ao longo de grandes histórias e com um baita background. Não se espera nunca que eles sejam os mesmos no filme, é claro. Mas se espera um mínimo de respeito com a obra original. O Wolverine dos quadrinhos é amado exatamente por ser um anti-herói. Ninguém gosta do Ciclope porque ele é cuzão, todo mundo quer ver Wolvie dando uns pegas de verdade na Jean Grey. Na série cinematográfica dos X-Men, é claro que não tivemos o mesmo Logan, mas ainda se percebia o personagem original lá, com sua personalidade, sua natureza animal, seus conflitos, etc. Então era possível ignorar a relativa "suavidade" e curtir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, naquele estágio da história, já temos, até nos quadrinhos, um Logan "humanizado". Quem vai ver um filme sobre a sua origem, espera pelo menos ver em algum momento o Logan animal, selvagem, amoral. E digo a vocês: ele não aparece por um segundo que seja. Sério, nenhum. Nada mais do que um cara puto, em alguns momentos, por motivos onde qualquer um ficaria assim. Não há arrogância, não há sarcasmo, não há nenhum "anti-heroísmo". Só heroísmo esculachado e barato, digno de Sessão da Tarde. Nada disso é culpa de Hugh Jackman, que encarnou Wolverine de modo excelente nos filmes anteriores (um pouco menos no terceiro). Mas a história nem dá oportunidade para o coitado dar alguma vida ao personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos outros personagens, caricatos e superficiais. Bem, personagens de quadrinhos muitas vezes são assim, certo? Mas alguns se tornam favoritos por algum motivo, e esses motivos não estão lá (de um modo semelhante à gostosura da Vampira, nos filmes). Gambit surge para decepcionar aqueles que ansiavam por sua inclusão na série. Não que ele esteja muito ruim, mas sua participação é tão reduzida que mal dá para avaliar. Ciclope aparece não sei por que. Se eles queriam atenuar a imagem ridícula que ele teve na série, não conseguiram. Dentes-de-sabre é o melhor, mas o roteiro se encarrega com êxito de piorá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rápida passada pela parte acéfala, antes do pior. Os efeitos especiais são usados de modo excessivo, e vacilam em alguns momentos (as garras de Logan mudam de tamanho o tempo todo e nunca convencem em sua conexão com o corpo). As cenas de ação são geralmente forçadas. Todos adoramos nossos heróis fazendo coisas malucas e impossíveis, certo? Claro, quando sabemos porque aquilo está acontecendo, e quando ainda sobra um mínimo de sentido na história. Não explosões de helicópteros que fazem pouco mais do que balançar os cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos ao pior. Cada vez mais eu me surpreendo como o roteiro é uma coisa desprezada em Hollywood. Caramba, é a base de toda história, seja em filme, livro, quadrinhos, poesia ou o caralho a quatro! Bem, parece que os produtores contrataram roteiristas de filme pornô desta vez. A coisa é tão desconexa, nonsense e recheada de erros, que nada se salva. Para ser sincero, até metade do filme, eu só estava o achando bem meia boca, esperando ansiosamente algo aparecer para salvar. Mas, a partir da metade, é merda empilhada em cima de merda. Novamente nos dois lados possíveis de analisar: mudanças grotescas da história original, e insustentabilidade como história independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa de fã de quadrinhos agora: considero o enlouquecimento de Logan após o implante do adamantium um dos momentos fundamentais do personagem. É quando ele perde a memória e vira o selvagem completo, vagando pelas florestas canadenses sem a menor preocupação com o mundo. No filme, é criada a expectativa para isso, mas... nada acontece. Ele sai correndo e vai tomar lição de moral de um casal de velhinhos com metade da idade dele. Sim, meu caro fã, você leu bem: WOLVERINE PÓS-IMPLANTE LEVANDO LIÇÃO DE MORAL DE VELHINHOS. Deprimente, para não falar pior. Só não tão deprimente quanto a "solução" encontrada para fazer ele perder a memória depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o filme é um fracasso total. Além de não adicionar nada, consegue estragar a imagem de um personagem que era, até agora, bem adaptado de uma mídia para outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que esse esquartejamento alcance o tamanho de duas páginas no Word, eu vou deixar uma conclusão final que poderia perfeitamente resumir tudo o que está escrito acima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a melhor parte de um filme são os créditos iniciais, é porque algo está muito errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA: 3,0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns spoilers com observações aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A sugestão do filme é de que as espadas de Deadpool são de adamantium também (ele não as possui nos quadrinhos, não dá para confirmar). Porque uma bala de adamantium é capaz de fazer aquele estrago no Logan, e Deadpool não causa mais dano que alguém com espadas normais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Por sinal, é claro que qualquer tiro na cabeça causa automaticamente perda de memória. Prêmio Jóinha de Neurologia para Dr. Stryker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Por que diabos o Gambit intervém quando Logan está quase matando Dentes de Sabre, só para depois concordar em guiá-lo à ilha? Até agora não entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Logan tem sentidos apurados, certo? Mas como ele não conseguiu perceber que a sua mulher não estava realmente morta, já que qualquer cachorro de rua reconhece um bicho recém-morto só pelo cheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Na cena em que ele foge da base, pós-implante, ele rasga a porta de aço com garradas em forma de X. Notaram que os pedaços soltos do meio ficam misteriosamente flutuando no ar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Como a Marvel me deixa acontecer uma coisa dessas? Juntou-se à Wizards of the Coast e o abominável Dungeons &amp;amp; Dragons no Hall of Shame,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-1390647051989829181?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/1390647051989829181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=1390647051989829181&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1390647051989829181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1390647051989829181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/05/resenhas-do-dia-filmes-em-cartaz.html' title='Resenhas do dia - filmes em cartaz'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-3629483859302358371</id><published>2009-04-07T21:10:00.003-03:00</published><updated>2009-04-07T21:40:13.950-03:00</updated><title type='text'>Bihtyr ahlhad der es-Aqkif</title><content type='html'>Acabei de observar como quem não quer nada o marcador de visitas ali do lado e vi que o número aumentou muito desde a última vez que eu vi. Isso só pode significar duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* As pessoas descobriram os geniais (?) textos do arquivo do Santuário e se deliciaram ocm a sabedoria de tempos idos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Faz realmente muito tempo que eu não dava uma olhada no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o p da segunda hipótese é menor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, parece que esse último mês se arrastou por anos. Principalmente as primeiras semanas, onde fiz a minha mais do que magistral carreira de professor. Um mês e meio na escola. Três semanas de aula. E tchau e bânção! "Mas Félix, como você pode ter corrido de medo de um bando de crianças?". Primeiro: não era crianças, eram criaturas. Temíveis, sim. Aliás, todas as crinaças são, e isso eu nunca neguei. Sabe aqueles que realmente sempre dizem que nunca gostariam de dar aula para molecada? Sim, eu sou um desses. A única diferença foi que eu tentei. Ok, quase tentei. Digamos que eu coloquei a ponta do dedo na água fria e saí correndo para vestir o roupão (que metáfora... hum... merdífera, não?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquilo é para quem gosta de criança, para quem sempre sonhou em ser professor de escolinha, para quem tem muita paciência ou para quem não tem outra coisa a fazer. A maioria das pessoas vão ter pelo menos a primeira qualidade. Eu não estava me encaixando em nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, agora sou oficialmente problema social! Desempregado, mas não parado, é claro. Só que fazendo coisas não-remuneradas. O plano é ir atrás de algum trampo normal e ficar de olho em consultoria. Mais cedo do que eu esperava apareceu a última, vamos ver se vai rolar. Senão, o negócio é sub-emprego mesmo só para segurar a onda até voltar à profissão-bolsista (leia-se: doutorado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mesmo que o blog tenha estado bem parado, tenho escrito algumas coisas cerebrais sim. É só dar uma olhada nos dois últimos contos do &lt;a href="http://www.duelodeescritores.com/"&gt;Duelo de Escritores&lt;/a&gt;. E encaminhando outras coisas, mas dessa vez mais acadêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, eu não tenho mais escrito no blog porque eu não tenho muito o que dizer aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipo agora. Não tenho mais nada o que dizer, então eu digo "tchau".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-3629483859302358371?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/3629483859302358371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=3629483859302358371&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3629483859302358371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3629483859302358371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/04/acabei-de-observar-como-quem-nao-quer.html' title='Bihtyr ahlhad der es-Aqkif'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4326393972959542299</id><published>2009-03-02T19:26:00.002-03:00</published><updated>2009-03-02T19:57:35.944-03:00</updated><title type='text'>Check-up periódico</title><content type='html'>Sim, o blog virou diarinho de vez. Antes fosse diarinho, mas está mais para mensalinho. Mas tem tanta coisa passando pela minha cabeça que não é possível que não surja nada de produtivo em breve. Opa, eu já não falei algo parecido há alguns meses? Ok, esqueçam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatos para ficarem registrados nos anais sujos e peludos da História:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Tudo certo na banca. Não me chamem mais de Félix. Apenas "mestre" está bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Rebolei, rebolei e saí da corda bamba. Ainda tem uma trabalheira fodida nesse mês, mas a parte mais corrida passou. Digamos que eu já vesti ao menos as calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Escola: me divido entre pensar "dá para levar de boa" e "isso aqui não é vida". Quem sabe se pintar umas novas consultorias eu possa largar mão de uma atividade que, de boa, não é para mim. Senão, a caravana segue, afinal, é preciso pagar as contas. E também está muito no começo para avaliar com precisão. No mínimo vai servir para eu voltar correndo para a academia no ano que vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Falando nisso: sim, o doutorado vai sair em 2010. Só falta decidir o lugar, o projeto, o orientador e passar na seleção. Ao menos os primórdios de idéia já existem. A lógica veio bater à porta do meu sonho europeu. Afinal, eu quero trabalhar com formigas, um grupo que gosto, estou familiarizado e é excelente para trabalhar princípios ecológicos. E onde tem mais formigas, na Europa ou no Brasil? não é preciso ser biólogo para saber a resposta. Então o que parece se configurar é um doutorado num curso realmente bom no Brasil (Unicamp?), que abra uma forte possibilidade de um sanduíche. Para os não-iniciados, não estou querendo ir para Campinas comer misto quente. Doutorado sanduíche é aquele que se faz um tempo no Brasil e um tempo em outro país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Por fim, a notícia de maior importância: pela primeira vez na minha vida eu cheguei aos 70 quilos. É, preciso urgentemente me mexer. Não que me assuste ter um IMC de 20, mas é um processo que precisa ser detido no início. Pena que não existe mais o Aikidô da UFSC. E agora? Tae-Kwon-Do? Jiu-jitsu? Corrida na Beira-Mar? Dança do Ventre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Check-up completado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4326393972959542299?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4326393972959542299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4326393972959542299&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4326393972959542299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4326393972959542299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/03/check-up-periodico.html' title='Check-up periódico'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-3074789151769988276</id><published>2009-02-11T16:14:00.002-02:00</published><updated>2009-02-11T16:34:51.583-02:00</updated><title type='text'>Rebolando pelado na corda bamba</title><content type='html'>Se você imaginou a cena descrita no título, meus pêsames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho acabou. A vida de mestrando-bolsista-teórico-filosófico chegou ao seu fim. Infelizmente não dá para passar a vida toda podendo fazer os seus horários, trabalhar o dia e a hora em que quiser. Embora haja o risco de uma vida assim levar ao grande ócio, não deixou de ser um ano produtivo. Artigos publicados, disciplinas feitas, participação em bancas, dissertação escrita, boa produção literária e, por que não incluir, uma boa dose de lazer. Só faltou atividade física no segundo semestre, o que está rendendo ao meu corpinho sexy um projeto de barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora começa o período de ter que conciliar demandas e atividades da melhor maneira, para viver e sobreviver. Primeiramente, eu, Félix, o suposto misantropo-metaleiro-from-hell, terei o prazer de ser professor de Ciências de uma escola municipal. E com o encargo ainda mais prazeiroso de lidar com quintas séries (e sétimas e oitavas também). com pouca experiência, ainda terei que pular a primeira (e importantíssima) semana de aula para ir apresentar a dissertação em BH semana que vem. Tudo isso ainda com uma consultoria trabalhosa e enrolada para preencher os espaços vagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em poucas semanas esse período mais tempestuoso passa e é possível que uma rotina se configure. Mas daí o perrengue será: e o ano que vem? Assinale sua opção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) Félix vai se empenhar e ir atrás de um grande doutorado em outro país, em um lugar que ele sonha conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) Félix vai se enrolar e pegar um doutorado bom, mas em alguma universidade nacional, indo para algum lugar que ele não sonha tanto assim conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C) Félix vai abraçar a mediocridade e virar professor de escolinha, vivendo onde ele gosta, mas reclamando da vida e tendo como único sonho ser efetivado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D) Félix vai ser agraciado por alguma coisa caindo dos céus em seu colo, como uma boa vaga em uma universidade particular, um emprego alternativo (testador de colchão?) ou um atropelamento com indenização vitalícea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E) Félix vai largar tudo e virar hippie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garanto que tem duas opções aí que não me agradariam em nada. E não estou falando do atropelamento...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-3074789151769988276?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/3074789151769988276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=3074789151769988276&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3074789151769988276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3074789151769988276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/02/rebolando-pelado-na-corda-bamba.html' title='Rebolando pelado na corda bamba'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4870986000864082723</id><published>2009-01-28T10:33:00.002-02:00</published><updated>2009-01-28T10:47:28.538-02:00</updated><title type='text'>Frase do mês</title><content type='html'>"Medir a força de um animal é difícil. Por isso usamos um aparelho chamado medidor de força. Ele mede a força de um animal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Barr, B., o Homem Animal, um super-herói (?) do NatGeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nem todo biólogo é inteligente. De fato, muitos não o são.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4870986000864082723?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4870986000864082723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4870986000864082723&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4870986000864082723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4870986000864082723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/01/frase-do-mes.html' title='Frase do mês'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6021028725122710541</id><published>2009-01-03T17:12:00.002-02:00</published><updated>2009-01-03T17:20:48.300-02:00</updated><title type='text'>2009 A.D.</title><content type='html'>Ei, já é outro ano! Dois mil e nove. Caramba, parece ontem que o milênio estava virando (as duas vezes). "Ano dois mil era futuro há pouco tempo atrás". Já devíamos estar viajando pelo espaço e com colônias estabelecidas na Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, não importa. Sem grandes discussões de virada e blábláblá de renovação (pessimista ou otimista) dessa vez. Escrevo só por escrever agora. Sem muita paciência para brincar de blogueiro. Fechando uma dissertação que vai me dar o que pensar para o resto da vida. E não me preocupando nem um pouco em ser cerebral além disso. Eu já fui mais interessado em tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, por sinal, agora parece que é inverno no hemisfério Sul em janeiro também. Dois dias de tempo fechado, chuva e ventania. Dá vontade de perguntar para o camarada pousado no busto de Palas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prophet - said I - thing of evil! Tell me, will a week of sun bless again the shore?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quoth the raven, "Nevermore".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eita, essa vida... Continuem não esperando nada de mim no futuro próximo, se é que ainda esperavam alguma coisa. ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6021028725122710541?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6021028725122710541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6021028725122710541&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6021028725122710541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6021028725122710541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2009/01/2009-ad.html' title='2009 A.D.'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8014568091126825708</id><published>2008-11-29T15:46:00.004-02:00</published><updated>2008-11-30T03:35:34.870-02:00</updated><title type='text'>Flood report - versão Félix (não-cínico)</title><content type='html'>Alô, alô, Noé manda lembranças! Aparentemente o pior da catástrofe hídrica em Santa Catarina já passou e os animais sobreviventes podem recolonizar a terra devastada. Entretanto, o sol, mesmo fazendo suas aparições ocasionais, ainda não se estabeleceu de vez. O tempo segue enevoado, com chuvisco leve, mas todos os catarinas ficam de cabelo em pé ao sentir o menor respingo na nuca. A qualquer momento pode cair um novo toró. Pelo menos os rios já estão mais baixos e a terra menos enchardada, não haverá mais um fim de semana como o fatídico passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem deu um calorão com sol entre nuvens. Teve gente reclamando e o sol ficou sentido: hoje se escondeu novamente e, neste exato momento, uma nova chuva se iniciou. Algo me diz que traduziram errado o Gênesis: Moisés não escreveu que o dilúvio teria quarenta dias, e sim quarenta meses. Paciência, pessoal, só falta mais uns trinta e seis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Florianópolis houve seu quinhão de desastres, mas, como não temos grandes rios na Ilha, não foi tão ruim (porém, do jeito que está, é capaz de daqui a pouco o mar transbordar). A água foi racionada por uns dias e a energia não sumiu. Em Blumenau, a situação foi bem feia. Porém, para os não-catarinas, não achem que lá foi o maior desastre. Ela aparece mais por ser uma cidade maior e mais conhecida da mídia nacionaol. O título de "fodidos do ano" poderia muito bem ser dado para Ilhota (onde um morro inteiro, bem conhecido e - biólogos, como explicamos isso? - coberto por uma unidade de conservação foi todo abaixo) ou, mais ainda, para Itajaí. Imagine todos os desastres que ocorreram em todas as cidades do Vale do Itajaí (que inclui Blumenau, Ilhota, Rio dos Cedros, Timbó, Indaial, Pomerode, etc.). Agora imagine que toda aquela água é drenada para um rio, o Itajaí-Açú. E agora imagine quem fica na foz deste rio. Sim, Itajaí. Segundo alguns dados da imprensa, 80% da cidade chegou a ficar embaixo da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve enchentes mais longas e com maior volume de água. Neste ano, o nível do rio não chegou aos 12 metros no pior momento, e rapidamente recuou. Nas "big ones" dos anos de 1983 e 1984 o rio chegou a quase 15 metros e meio. Pense que, com os transbordamentos, se torna muito mais difícil para o rio subir após uma determinada altura. Então subir de 12 para 13 é muito mais difícil do que de 9 para 10, por exemplo. Vejam &lt;a href="http://ogambadeblumenau.blogspot.com/2008/07/blumenau-e-as-enchentes-de-1983-e-1984_16.html"&gt;neste blog&lt;/a&gt; fotos impressionantes de Blumenau naquela época. Sim, foi água pra cacete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano atual, choveu mais do que em qualquer outra época no estado ao longo dos últimos meses. Porém, como não era uma chuva muito forte, o rio ficou na dele. Entretanto, o problema deste ano é que, de repente, a chuva veio absurdamente forte em pouco tempo: o fim de semana passado. O que ocasionou os piores desastres: desabamentos por todos os lados. Casas foram arrastadas. Morros caíram. Rodovias de quatro pistas foram bloqueadas por barreiras monstruosas de lama e pedras. O mapa rodoviário do estado ficou parecendo um campo de guerra, com trincheiras bloqueando estradas por todos os lados. Tudo isso contribuiu para o tremendo número de humanos mortos (sem contar os animais de estimação, certo, Fábio?). Como diria uma amiga da minha mãe, os barrancos foram caindo como sorvete derretendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a culpa é de quem? Diversos são os possíveis acusados. Os governos, adorados alvos de culpa em todas as ocasiões, não merecem sentar na cadeira dos réus dessa vez. Pelo contrário, as obras de infraestrutura que foram feitas a partir das grandes enchentes dos anos oitenta diminuiram muito o problema, que era crônico na região (a última enchente foi em 1992, fora enxurradas e alagamentos menores, que nunca deixaram de ocorrer). Eu vi gente se conformando de que tudo era obra de Deus. Bem, para estes nem adianta tentar culpar o chefão. O jeito é baixar a cabeça e se acostumar ao caprichos de um papai destemperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente dizendo que a natureza é implacável, ou está "se vingando". Sem dúvida, muitos deslizamentos foram ocasionados por falta de cobetura vegetal. E não há drenagem em solos cobertos por contreto (bueiros? ha!). Nós, macacos sem pêlo modernos, também não tínhamos nada que estar colocando cidades ao lado de um rio que naturalmente transborda. Os egípcios respeitavam o ciclo natural de cheias do Nilo e aprenderam a utilizá-lo ao seu favor. Desde seis mil anos atrás, pelo menos. As osclilações tremendas nas chuvas de um ano ao outro (2006, por exemplo, foi um dos anos mais secos, com 35% a menos de chuva que a média) podem ser resultado de nossas intervenções nos ciclos planetários, mas é difícil afirmar isso. Ainda mais sabendo-se que foi o El Niño a principal influência das enchentes passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "natureza" está na dela. As pessoas aceitaram alguns riscos e algumas estão pagando um preço por isso. Não faz muito sentido procurar culpados quando a história é um desastre natural. Só resta aos outros macacos, aqueles dos outros estados, que não se molharam, darem uma ajudinha. É só virem na próxima Oktoberfest e tomarem todas. Pois alguém duvida de que a tradicional festa será novamente propagandeada pelo caos? Sem dúvida, a Sommerbierfest (uma mini-Oktober criada em Blumenau durante a época de cidade-fantasma, no verão) será...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, não é possível escapar totalmente do cinismo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8014568091126825708?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8014568091126825708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8014568091126825708&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8014568091126825708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8014568091126825708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/11/flood-report-verso-flix-no-cnico.html' title='Flood report - versão Félix (não-cínico)'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6246088567978036103</id><published>2008-11-08T15:26:00.003-02:00</published><updated>2008-11-11T12:59:16.520-02:00</updated><title type='text'>O mapa do metal</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não foi revisado, tampouco uma brincadeira tão bem explorada como poderia ser. Mas é que chegou a hora do almoço... ;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vem o metal? Para os pseudo-nacionalistas musicais, parece tudo "coisa de gringo" (no caso, se referindo aos estadunidenses). Afinal, a grande maioria canta em inglês, e tem muitos que parecem esquecer que o próprio inglês, como o nome diz, não é estadunidense. Por outro lado, eu sempre afirmei que os EUA eram muito fracos em matéria de metal e que de lá quase só vinha as "modinhas", como o Nu (ou "No") metal (com uma honrosa exceção). Para tirar a dúvida, decidi checar minha coleção para ver o que os frios e cruéis dados me mostravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, chequei a origem de todas as bandas de metal das quais tenho ao menos um cd. O número de cds por banda não foi considerado, então a discografia completa do Black Sabbath pesa o mesmo que aquele único cd do Anasarca que eu só ouvi uma vez (as três primeiras músicas). Foram incluídas as bandas que estão nos "limites" do metal e que alguns poderiam questionar a inclusão, como Rammstein e Motorhead. Demos (perdão, bandas de amigos!) e músicas avulsas não foram consideradas, apenas álbuns completos e EPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, há grandes problemas nessa amostragem: ela reflete parcialmente meu gosto pessoal por determinados sub-gêneros e, como veremos adiante, o país de origem tem grande influência no subgênero. Mas, com eu tenho uma tendência a ir atrás de várias bandas mais comentadas apenas para conhecer, esse erro é um pouco diluído. O dia em que eu publicar na Science, me preocupo mais com isso. Digo "parcialmente" pois tenho uma grande quantidade de discos de bandas dos estilos tradicionais estadunidenses, pega de um amigo, mas que ouço muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um total de 377 discos, obtivemos 122 bandas, divididas entre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º - Estados Unidos (22 bandas)&lt;br /&gt;2º - Suécia e Inglaterra (18 bandas)&lt;br /&gt;4º - Noruega (17 bandas)&lt;br /&gt;5º - Finlândia (11 bandas)&lt;br /&gt;6º - Alemanha (10 bandas)&lt;br /&gt;7º - Brasil (5 bandas)&lt;br /&gt;8º - Itália (4 bandas)&lt;br /&gt;9º - Dinamarca e Áustria (3 bandas)&lt;br /&gt;11º - Holanda, Israel e Suíça (2 bandas)&lt;br /&gt;14º - Grécia, Portugal, Austrália, Rússia (1 banda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vemos é que os Estados Unidos é o país com maior número de bandas. Tal resultado não é tão surpreendente, levanto em conta o tamanho e a população dos EUA. Proporcionalmente, a Inglaterra e os países escandinavos apresentam uma concentração maior de bandas. Em matéria de continentes, a Europa domina, com 74% das bandas. Nos outros quatro continentes, apenas um país possui bandas: EUA na América do Norte, Brasil na América do Sul, Austrália na Oceania, Israel na Ásia (há a Rússia, que poderia contar para a Ásia e Europa) . Os africanos sofrem pela falta de energia elétrica para plugar as guitarras, continuando apenas com tambores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma clara concentração local de sub-gêneros. Os EUA despontam como pólo do trash (a honrosa exceção) e do "metalcore" (a modinha do momento). A Inglaterra possui muitas das bandas clássicas do heavy "propriamente dito". A Suécia é forte no death metal, particularmente a vertente melódica. A Noruega apresenta uma tendência ao black metal, também com grandes expoentes do gothic. A Finlândia apresenta diversas bandas de folk, que usam elementos da música tradicional do país. Se eu ouvisse mais metal melódico, é provável que a Alemanha estivesse melhor representada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu esperava uma quantidade menor de bandas americanas, mas acabou que os EUA foram o país mais representado. Como citei antes, parte disso se refere aos discos dos sub-gêneros típicos do país (em particular o tal do "metalcore"). Por outro lado, talvez seja o país que apresenta maior diversidade de bandas, tendo representantes de vários gêneros, como death, prog, melódico e black.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso da língua inglesa transcende a influência atual dos EUA. Esse uso parece mais ligado ao uso dela como "língua universal". Efetivamente, muitas bandas que cantam em inglês não chegam a atingir o mercado estadunidense. Mas, afora aquelas que usam a língua nativa ocasionalmente em algumas músicas, há diversas bandas que cantam predominantemente em sua língua, particularmente da Alemanha e da Escandinávia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o metal é um estilo dos países do hemisfério norte. É um típico fenômeno da sociedade desenvolvida ocidental. Realmente, se sabe que o único pólo significativo do metal fora do primeiro mundo é o Brasil. E, mesmo assim, as bandas nacionais são mais bem conhecidas lá fora do que no próprio país, como o Angra, o Krisium, o Sepultura e diversas outras. As explicações para isso podem ser sociais, econômicas, históricas e até biológicas (há quem cite a influência do clima frio e dos longos invernos na tendência escandinava para os sub-gêneros mais melancólicos, obscuros e extremos do metal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, o que dá para concluir é que um dos benefícios da ágil troca de informações de um mundo globalizado é ter contato com produtos culturais (de lixos a luxos) de sociedades completamente distintas da sua própria. Alguns podem condenar isso como perda de identidade cultural. Eu já penso que é um modo de assimilar diversos traços culturais em uma personalidade própria. E, felizmente, não precisar depender de pagode, axé e funk para satisfazer as necessidades musicais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6246088567978036103?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6246088567978036103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6246088567978036103&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6246088567978036103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6246088567978036103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/11/o-mapa-do-metal.html' title='O mapa do metal'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6372952077827192753</id><published>2008-11-01T19:39:00.002-02:00</published><updated>2008-11-01T20:46:13.725-02:00</updated><title type='text'>Recomendações musicais</title><content type='html'>Sem assuntos literários para abordar, vão aí umas dicas de bandas para quem gosta de sonoridades diferenciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é nacional, e não é o tipo de banda que vocês me imaginariam recomendando. Mas o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Móveis Coloniais de Acajú&lt;/span&gt; chamou minha atenção de um modo inesperado, desde que um amigo em BH me apresentou ano passado. eu não costumo gostar muito de incursões de bandas de rock pelo mundo da MPB (não por causa da combinação, mas porque me soa pretensioso e mal-feito). Mas os Móveis, com seu samba-rock-ska-salsa-etc., parecem diferentes. Talvez porque, mesmo as músicas sendo muito bem feitas, há uma certa dose de escracho no modo como são executadas (a primeira faixa do disco - "Perca peso" - é o melhor exemplo disso). Ajuda em muito o vocal de André Gonzáles, destaque da banda. E dá-lhe corneta com guitarra, junto com letras bem-humoradas e bem escritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para baixar as músicas do primeiro disco da banda ("Idem") no &lt;a href="http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/musica/cd_idem/index.php"&gt;site oficial da banda&lt;/a&gt;. Mas, se não quiser ter o trabalho de baixar uma a uma, têm várias opções de download &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=6244330&amp;amp;tid=2463692463325528282&amp;amp;kw=m%C3%B3veis+coloniais+de+acaju"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda dica é para quem gosta de coisas mais pesadas. não necessariamente só metaleiros, mas qualquer um que não tenha alergia a um som um pouco mais potente. Nos últimos anos, eu tenho estado em busca de sonoridades diferenciadas dentro do metal, descobrindo uma diversidade da qual não tinha nem idéia (notadamente dentro do rótulo "folk metal"). E ontem tive acesso a uma banda alemã que não faz folk, mas mesmo assim combina mais elementos em seu som do que qualquer outra banda que eu já tenha ouvido. É o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Die Apokalyptischen Reiter&lt;/span&gt; (saúde!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi o disco "Riders on the storm" (nada a ver com The Doors aqui) e digo a vocês, isso é bom, MUITO bom. A base do som é um metal rápido, com diversas passagens extremas, mas sem poder ser chamado de death. Há uma infinita mudança de andamentos, muitas inesperadas, outras previsíveis, mas sempre funcionando muito bem. E, música a música, novas coisas vão surgindo. Uma hora é um clima pomposo regado a violinos e um toque folk. Outra hora são cornetas desafinadas precedendo uma explosão rock-hardcore a la Motorhead. Em outra são violões acústicos quase lembrando uma bossa nova (!). A criatividade dos caras é algo incrível, um metal sem fronteiras e nunca se tornando cansativo (as faixas são curtas e acessíveis). Não vai assustar muito quem não gosta de metal extremo, pois os vocais brutais  são relativamente esparsos. Por sinal, o vocalista é um puta destaque: passando por vocais limpos que lembram Rammstein, vocais roucos tipo Motorhead ou o clássico gutural extremo, o cara manda muito bem em todas as abordagens. Ajuda muito que a maioria das músicas é cantada em alemão, a melhor língua para a música pesada, junto com o inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma banda especialmente fácil de achar material, mas vocês podem encontrar algumas opções de download &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=6244330&amp;amp;tid=2499141877845298066&amp;amp;kw=Die+Apokalyptischen+Reiter"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Recomendo o "Riders on the storm" primeiro, pois também ainda não ouvi os outros... Mas o "Samurai" também é bem cotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que gostam de explorar o que há de diverso e diferenciado no mundo da música... divirtam-se!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6372952077827192753?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6372952077827192753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6372952077827192753&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6372952077827192753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6372952077827192753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/11/recomendaes-musicais.html' title='Recomendações musicais'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7646728886437695520</id><published>2008-10-19T19:25:00.002-02:00</published><updated>2008-10-19T19:32:14.067-02:00</updated><title type='text'>Oktoba!</title><content type='html'>Noite insana de Oktober ontem... Novos recordes de público e novos recordes de aperto e calor. Com direito a derramamento de chope, ippon em amiga e chuva até dizer chega na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como diria o sábio, se não é para se passar e fazer merda, não é Oktober! Agora dá para ficar mais uns três anos sem ir novamente... Afinal, entra ano, sai ano e é sempre a mesma coisa. E viva a clássica "Ein prosit"... a cada 5 minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ê, essa vida que leva a gente de nada a lugar algum...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7646728886437695520?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7646728886437695520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7646728886437695520&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7646728886437695520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7646728886437695520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/10/oktoba.html' title='Oktoba!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-9111703103092446749</id><published>2008-10-10T08:48:00.002-03:00</published><updated>2008-10-10T09:01:44.054-03:00</updated><title type='text'>Haja mp3, o Retorno</title><content type='html'>Voltando hoje para as Geleiras Sulistas. Depois de reviver a bênção das Havaianas e as clássicas marcas de sol no pescoço, está na hora de tremer um pouco mais. Até que fez frio aqui nesses últimos dois dias. "Frio" no sentido mineiro, ou seja, vinte graus. Ontem eu andava sossegado pela UFMG de bermuda e Havaianas e as pessoas me olhavam como se fosse um ET.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito proveitosa a estadia aqui, tanto em lazer quanto em trabalho. Volto com uma tonelada de coisas para ler e um novo ânimo com o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para dar algum conteúdo a mais um post inútil e recomendar a quem ainda não o fez que passe no &lt;a href="http://www.duelodeescritores.com"&gt;Duelo de Escritores&lt;/a&gt;. Esta rodada foi um tanto quanto interessante e ainda dá tempo de votar hoje. A participação do pessoal foi bem grande, possivelmente porque cada texto não tem mais do que duas linhas e até um morcego conseguiria ler em pouco tempo. E a votação é a mais pagodeada de todas as rodadas até agora. Vão lá que ainda dá tempo de votar hoje!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-9111703103092446749?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/9111703103092446749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=9111703103092446749&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/9111703103092446749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/9111703103092446749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/10/haja-mp3-o-retorno.html' title='Haja mp3, o Retorno'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4140674760923168398</id><published>2008-09-29T23:36:00.002-03:00</published><updated>2008-09-29T23:49:19.742-03:00</updated><title type='text'>Haja mp3...</title><content type='html'>A melhor coisa de sair para viajar é ter o "dever" de destruir tudo o que sobra na geladeira. Acabei de destruir um macarrão (como não usei o tempero, não defino como "miojo") nadando em um molho te tomate que incluiu 5 fatias de queijo e 5 de presunto... *burp*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã estou indo para Belo Horizonte cumprir os deveres do mestrado. Dessa vez não tem concurso em cima da data (maldições, uma questão, uuumaaa questãããooo!!!!), então vou de busão mesmo, já que até agora estou pagando a passagem de avião da outra vez. Faz um tempinho que não faço uma viagem longa de ônibus. Desde que voltei de BH em 1 de dezembro passado, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo voltar no final da próxima semana. Se eu voltar sexta, o esquema é ir direto para Blumenau e encarar uma Oktober praticamente virado no sábado. Mas vamos ver ainda, o bom de voltar de busão é não ter tanto compromisso com a volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos compromissos lá é o seminário de andamento das teses e dissertações. Curiosos para saber como anda meu trabalho? Não, é claro. Mesmo assim fica aí o resumo entregue para o seminário, para vocês darem uma espiada. Se parecer pretensioso demais... Bem, é! Mas conforme eu for vendo que não tenho tanta base teórica como deveria em alguns pontos, vou baixando a bola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CONSERVAR &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;POR QUÊ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;? - DISCUTINDO AS MOTIVAÇÕES E OBJETIVOS DA IDEOLOGIA AMBIENTALISTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conservação ambiental é tema de crescente interesse nas últimas décadas, com a ascensão do ambientalismo moderno como força político-social. Entretanto, uma atenção menor tem sido dada aos argumentos pelos quais a ideologia ambientalista é embasada. Neste trabalho, analisamos o discurso ambientalista e seus argumentos mais usuais, testando sua coerência e validade de um ponto de vista concreto e objetivo. Os setores sociais diferem em seus argumentos, com o ambientalismo político sendo marcadamente antropocêntrico e utilitarista, enquanto o ambientalismo social organizado possui tendências biocêntricas e ecocêntricas. Em ambos os casos, os "porquês" do ambientalismo são vagamente formulados e pouco desenvolvidos. Na discussão acadêmica, predominam artigos sociológicos, com inexpressiva contribuição das ciências naturais, sendo reduzida a discussão sobre bases filosóficas. Há uma clara necessidade de se explorar com mais profundidade o assunto. Os argumentos ambientalistas podem ser, do ponto de vista da relação homem-natureza, divididos em internos e externos à espécie humana. Os argumentos internos apresentam uma coerência e objetividade maior que os externos, que necessitam de uma grande dose de subjetividade para sua aceitação. A subjetividade é considerada prejudicial para embasar o ambientalismo de larga escala. Portanto os argumentos internos, além de serem os mais coerentes, são os mais eficientes para um ambientalismo global. Uma proposta de argumentação objetiva é apresentada no trabalho, em que a conservação ambiental é importante apenas para a sobrevivência humana, porém levando em conta a complexidade das interações entre elementos bióticos e abióticos do planeta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4140674760923168398?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4140674760923168398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4140674760923168398&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4140674760923168398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4140674760923168398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/09/haja-mp3.html' title='Haja mp3...'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6635483499811041033</id><published>2008-09-26T10:49:00.002-03:00</published><updated>2008-09-26T11:25:34.808-03:00</updated><title type='text'>Novas confusões pela frente...</title><content type='html'>Os fazedores de prova de concurso deve estar dando pulos de alegria agora. Com o novo acordo internacional sobre a lingua portuguesa, uma sére de coisas significativas (e algumas nem tanto), vão mudar. Se resolveram tornar a língua mais simples e coerente? Ha! Jura! Muitas modificações merecem com louvor o adjetivo de "portuguesas". Há uma possível influência aí da maligna Sociedade Secreta dos Cursinhos, como vocês verão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, a parte boa. Não existe mais trema. Não que mude muito para mim. A última trema que eu escrevi deve ter sido no vestibular (ou foi exatamente isso que me tirou vários pontos em redação). O K-Y (junto com o W, claro) foi oficializado. Serão usados em expressões estrangeiras e seus derivados. Não sei qual era para ser a silga "oficial" de quilômetro antes, mas agora todos podem escrever "km" de boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na parte dos acentos a coisa começa a ficar feia. Teoricamente, não existe mais acento agudo em ditongos abertos. Então "assembléia", "platéia" e "idéia" viram "assembleia", "plateia" e "ideia". Fora o estranhamento inicial, nada de mal. As línguas anglo-saxônicas mostram para a gente como dá para viver bem sem nenhum acento. Mas vocês acham que o português ficaria satisfeito com uma regra simples? Nãããão! Quando as palavras forem oxítonas ou monossílabas (herói, dói), o acento permanece! E a regra só vale para os ditongos "ei" e "oi", o "eu" segue acentuado (chapéu, véu, céu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o acento diferencial foi para o espaço também. Então pára (de parar) e pêlo viram para e pelo. Contexto é tudo e não era necessário um acento fora das regras para diferenciá-los mesmo. PORÉM... O verbo "pôr" ainda mantém o acento diferencial para diferenciar da preposição "por". E a mais vital de todas as regras: a terceira pessoa do pretérito perfeito do indicativo de "pôr" continua mantendo o acento: "pôde" (concursistas, abram o olho). As outras não precisam de acento, o ontexto basta. Mas para "pôr", precisa. Vai entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras regras falam que os hiatos "oo" e "ee" não são mais acentuados (como enjôo, vêem). Aparentemente tais regras não possuem exeções, como manter o acento quando o tempo está encoberto ou serem escritas com til todas as terceiras quartas-feiras de abril (em anos pares).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se vocês acham que isso é confuso, se preparem para as novas regras de hifenização. Daí começa a putaria generalizada. Não se usa mais hífen em palavras compostas onde a segunda palavra termina com "r" ou "s", deve-se dobrar a letra (contra-regra = contrarregra). Também não se usa quando a primeira termina e a segunda começam com vogal (auto-ajuda = autoajuda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORÉM... Quando a primeira palavra termina e a segunda começa com a mesma letra, se usa o hífen. Inter-racial não vira interracial. Anti-inflamatório não vira antiinflamatório. E se a palavra seguinte começa com "h", também não se hifeniza (anti-herói não vira antiherói ou quem sabe antierói - ok, essa última seria bem feia). E o prefixo "co" também não se hifeniza, mesmo quando a segunda palavra começa com "co". Então nada de co-operação ou co-ordenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida há uma lista de mais umas dezenove mil regras e exceções de quando aparece hífen e quando não aparece, as quais eu só vou tentar entender se for realizar um concurso a partir do ano que vem (e então saber por que "o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, eu sei que uma língua não deve ser algo lógico. É uma construção cultural com influências sociais e históricas. e que neste caso a intenção é padronizar a língua entre os diversos países do mundo que a usam. Mas pelo jeito continuamos com a mesma língua de sempre: para toda regra, uma série de exceções e remendos que não fazem sentido algum (parece até as nossas leis). Continuaremos vivendo na terra sem lei, sendo julgados em vestibulares e concursos públicos não por nossa capacidade de comunicar, mas por nossa capacidade de pagar um cursinho e / ou decorar todas as babaquices da língua. Tomara que o inglês vire logo língua mundial mesmo, pois, embora tenha várias incoerências também (principalmente na pronúncia), não é assim tão... como direi... "português"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6635483499811041033?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6635483499811041033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6635483499811041033&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6635483499811041033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6635483499811041033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/09/novas-confuses-pela-frente.html' title='Novas confusões pela frente...'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6269425254416826535</id><published>2008-09-15T19:15:00.002-03:00</published><updated>2008-09-15T19:27:23.341-03:00</updated><title type='text'>Sempre em frente, nunca recuar</title><content type='html'>Não é bem a BBC, mas não deixa de ser uma evolução. Depois de uma chamada rápida naquele jornaleco da TVBV (passou na quinta feira daquela semana), temos agora uma entrevista ao vivo agendada para um programa da TVCOM (rede a cabo de alcance estadual), sexta feira agora, 20:30. Horário nobre e tudo, com a possível participação dos cinco duelistas. E quinta agora vai ter mais uma entrevista para um canal local de Balneário Camboriú. É, a brincadeira está rendendo... Espero que essa divulgação toda resulte em mais leitores fiéis, votantes e comentantes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como não é o Duelo que paga minhas contas, a dissertação segue tomando forma. Escrevi umas 30 páginas até agora. Pode parecer pouco, mas como estou escrevendo bem por cima ainda, é muito conteúdo condensado. Cada parágrafo que escrevo penso que daria para se tornar um capítulo. Talvez eu esteja querendo mexer com coisa de mais colocando empenho de menos nisso. Mas algumas coisas que o pessoal considera tão complicado me parecem tão simples... Bom, vamos ver qual é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que percebo é que estou trabalhando dentro de um paradigma completamente diferente dos existentes. O meu relativismo moral chega a me assustar às vezes. Mas é impressionante como ele consegue simplificar coisas que parecem tão complicadas às vezes. E - só para ficar no chavão literário da dicotomia - como ele  complica aquilo que é parece simples... Sim, eu escrevi 17 linhas sobre por que ficar vivo é um bom argumento para manter o mundo inteiro. E podia escrever muito mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6269425254416826535?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6269425254416826535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6269425254416826535&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6269425254416826535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6269425254416826535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/09/sempre-em-frente-nunca-recuar.html' title='Sempre em frente, nunca recuar'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8432525013867204766</id><published>2008-09-08T10:47:00.004-03:00</published><updated>2008-09-08T11:00:43.121-03:00</updated><title type='text'>Duelo na TV II</title><content type='html'>Uma reportagem sobre o Duelo de Escritores com este que vos fala deve passar na TV Barriga Verde (Band local) hoje ou amanhã, 12:50. Se o repórter decidir não cortar o nerd cabeludo enrolado, devemos ganhar uma chamada rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Fábio e Marina na TV Furb, chegou minha vez. A próxima será Rodrigo e Thiago para a BBC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assuntos duelísticos à parte... As pessoas não respeitam mais as relíquias do passado. O weblogger decidiu encerrar os serviços e passar um trator nas ruínas do antigo Santuário. Ok, eles avisaram um tempo antes, eu que não me mexi para salvar os textos. Pena. Mas a maioria dos textos "de verdade" eu tenho salvos (sabe, daquele tempo em que eu realmente fazia do blog um local de textos, e não de blábláblá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, só blábláblá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ê, essa vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8432525013867204766?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8432525013867204766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8432525013867204766&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8432525013867204766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8432525013867204766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/09/duelo-na-tv-ii.html' title='Duelo na TV II'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-2592516264395648821</id><published>2008-09-05T20:57:00.003-03:00</published><updated>2008-09-05T21:06:34.188-03:00</updated><title type='text'>Um dia após o outro</title><content type='html'>Um dia após o outro, aparentemente indo de nada a lugar algum... Ando tão sem vontade de fazer as coisas... há uns, deixe-me ver, dois anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, tenho meu trabalho do mestrado. Eu deveria me empolgar muito com ele, não é? É o tema com o qual eu mais gostaria de estar lidando. Isso ainda não tinha acontecido. Mas agora que comecei a escrever, no escuro mesmo, sem ter lido tudo o que devia... Dá uma melhorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perspectivas para ano que vem... Alguma?&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um ano após o outro, talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sweet depression... come take me to the land of suicide&lt;br /&gt;Bitter life... Go away in peace and let me die..."&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(na verdade, eu acho que só preciso que o tempo volte a esquentar...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-2592516264395648821?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/2592516264395648821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=2592516264395648821&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2592516264395648821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2592516264395648821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/09/um-dia-aps-o-outro.html' title='Um dia após o outro'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7692543269093483798</id><published>2008-08-27T00:21:00.003-03:00</published><updated>2008-08-27T00:40:19.248-03:00</updated><title type='text'>Joe, o Cara</title><content type='html'>Mais mini-contos do Joe para complementar aquele postado no &lt;a href="http://www.duelodeescritores.com/"&gt;Duelo de Escritores&lt;/a&gt;. Afinal, nem só de bom gosto vive o homem! Um fato curioso com o último conto: a situação foi totalmente baseada em fatos reais. Ao final, explico melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;03/10/06&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, querida, está uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Os lábios de Louise tremeram. Seus olhos marejaram e ela nada disse. Correu para o banheiro e bateu a porta com força. O som da chave girando na fechadura era um indício de que ela não sairia de lá tão cedo. Mas ela voltaria. Ela sempre voltava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ninguém pediu para ela fazer o que fez com o cabelo. Tampouco que pedisse minha opinião sobre o resultado. Uma pena, para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Fui até o bar e derramei uma dose tripla no copo. Era a quinta, ainda faltavam três para fechar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Fiquei pensando em Louise com aquele cabelo. Tinha ficado um lixo, aquela coisa moderna e curta. Lembrei das atrizes do estúdio, todas gostosas e com longas e reluzentes cabeleiras. Por que eu perdia tempo com Louise, se podia comer todas aquelas mulheres pelas quais multidões de caras tocavam punhetas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Acho que eu ainda não estava acostumado com aquela vida. Num momento, um pé-rapado metido a esperto que enganava trouxas. Em outro, Joe, O Cara. Rachel tinha feito um trabalho espetacular mesmo, sobre a descoberta de Richard. Pena que ela me odiava e jamais iria dar para mim. Não seria tão ruim, se ela não me desse tanto tesão. Paciência, um dia eu conseguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Por enquanto, me contentava com outras gatas. E eu poderia ter muitas mais, não fosse o tempo que perdia com Louise. Ok, chega de relações pseudo-estáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Fui até o banheiro e pedi desculpas. Talvez isso tenha sido tão bizarro que ela me perdoou imediatamente. Trepamos feito loucos durante horas, e a partir do outro dia jamais voltei ao apartamento dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;17/11/06&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Uma hora, acho que lá pela sexta dose, caí na real. Eu tinha grana agora. Além de fama, tinha grana, e muita. Pensei então no que fazer com tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Imóveis, investimentos, tudo isso dava muito trabalho. Família? Nem pensar. Eu estava comendo Louise, uma gata que trabalhava no estúdio, mas era muito cedo para achá-la a mulher da minha vida. Mesmo sendo mais gostosa do que eu jamais sonhara nos dias do busão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Na sétima, tive uma idéia genial. Ia me tornar agiota. E de velhinhos aposentados. Tinha maneira mais fácil do que manter dinheiro circulando e rendendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Liguei para minha secretária e mandei ela botar um classificado no jornal. Era alta noite, mas ela não reclamou e falou que enviaria na manhã do outro dia, pois só as impressoras dos jornais funcionavam de madrugada, não os atendentes. Falei que era uma piada idiota como ela e desliguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Depois de alguns dias, Richard me ligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Joe, meu querido, estão te processando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu sempre achei Richard meio viado por causa desse "querido", mas ele também comia uma mulherada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Sem teste de DNA eu não assumo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Não é nada disso, meu velho. É por causa do teu anúncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Porra, eu nem extorqui ninguém ainda, por que tão me processando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - É por causa do anúncio em si, rapaz. "Empresto grana para velhos aposentados e pensionistas. Sem avalista e burocracia. Dou porrada em quem não pagar". Não é o tipo de coisa que agrada aos velhinhos. Um promotor público assumiu as dores e entrou com um processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Parei para pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Mas desde quando é proibido dar porrada em alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - É a lei da sociedade, Joe. Você não pode bater nos outros sem motivos. É assim desde que o primeiro macaco desceu da árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Mas eu só bateria se eles não me pagassem! Caloteiro não pode apanhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Sem dúvida eles tem que pagar, meu querido, mas as pessoas não gostam de ver alguém batendo em velhinhos. Não sei como sua secretária realmente enviou o anúncio ao jornal. Talvez ela não tenha percebido por causa do sono, quando anotou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Que nada. É porque ela quer que eu coma ela de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Deve querer mesmo, e muito. Tanto que, para que essa idéia infeliz desse mais certo, ela até colocou teu nome e teu telefone no anúncio. Por que acha que tá dando tanto rolo? Se você ainda fosse um pé-rapado, não ia dar nada, mas um astro da mídia querendo bater em velhinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Caralho, mas aquela guria é burra mesmo! Um agiota nunca bota o nome no anúncio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Principalmente se o país todo conhecê-lo... Já fiz com que ela fosse demitida e contratei uma bem gostosa no lugar. Quanto ao anúncio, tem sorte de que Rachel é muito boa no que faz e já está dando um jeito, dizendo que foi armação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Rachel também poderia dar para mim, em vez de apenas cuidar da minha imagem para ganhar grana. Ela era a guria mais tesuda que eu já tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Você vai escapar dessa ileso, Joe, mas tem que aprender a se comportar se quiser manter uma imagem, a fama e a grana, ok? Um abraço, meu querido, te cuida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Os próximos dias mostraram que algumas idéias são muito mais geniais do que aparentam. Não emprestei grana nem espanquei nenhum velho, mas várias menininhas ligaram para o telefone do anúncio. Tinham esperança que não fosse armação, e que aquele seria mesmo o telefone do astro Joe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Comi várias, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;19/11/06&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O ônibus estava parado em meio ao caos do terminal. O motorista e o cobrador, do lado de fora, contavam os minutos para poder partir. Era tempo suficiente. Bastava eles não me verem tão cedo e tudo daria certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Subi e encarei o pessoal. Ainda bem que o ônibus não estava lotado, senão o pessoal do fundo não me veria. Só os bancos estavam ocupados. Ótimo, era disso que eu precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Chamei a atenção com uma voz suplicante e educada. Assim que os primeiros olharam para mim, comecei a expor minha situação. Tinha vindo de uma distante cidadezinha do interior há algum tempo, em busca de emprego e uma vida melhor. As coisas não deram muito certo, e agora eu estava sozinho e sem dinheiro, implorando pela ajuda dos outros. Tudo o que eu precisava era conseguir juntar os trocados necessários para a cara passagem de volta para minha terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Muitos se mantiveram indiferentes. Das expressões que me fitavam, várias eram de incredulidade. Um ou outro parecia condoído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Diante da situação, não pude me conter. Minha voz ficou embargada e as lágrimas brotaram de meus olhos, enquanto eu pedia por favor, dizia que não era um vagabundo, que não gostaria de estar ali mendigando, era apenas alguém que não tivera sorte. E eu precisava voltar, pois aqui não tinha nada. Era jovem, merecia uma segunda chance. Só queria rever minha família e meu lar. Só a passagem de volta. Só isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Agora todos me olhavam. Muitas expressões de dúvida se tornaram de pena. Fungando e soluçando, passei pelos bancos, recolhendo as moedas e notas que as pessoas me ofereciam, tocadas pela minha situação deplorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   No fundo, um homem sentado sozinho esticou um cartão e uma nota de alto valor. Emocionado, agradeci-lhe demais por toda aquela generosidade. Ele chegou mais perto e sussurrou para mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Eu quase acreditei na tua história, seu filho da puta. Tu pode ir longe com esse teatro. Se quiser sair dessa vida e ganhar uma grana fudida, liga pra esse telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Saí do ônibus e do terminal, enxugando as lágrimas. Contei o dinheiro. Uma boa colheita. Depois olhei o cartão: "Rachel &amp;amp; Richard: agentes artísticos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Olhei meu reflexo numa vitrine. Lindo, claro. É, talvez fosse a hora de fazer algo mais do que enganar idiotas. Quem sabe até eu comesse alguém na história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*** Explicando: o fato ocorreu quando eu ia pegava um ônibus de Floripa para Blumenau. Subiu um cara com jeitão de sou-do-interior-preciso-voltar-pra-casa-coitadinho-de-mim enquanto o ônibus estava parado com algumas pessoas colocando as malas. Falou aquela história toda que ninguém mais engole, mas no final começou a chorar desesperadamente, dizendo que precisava mesmo e blábláblá. Daí um monte de gente foi na dele (confesso que eu cheguei a ter um pouco de dúvida). Alguns meses depois, estou no terminal urbano do centro em Floripa, já dentro do ônibus esperando ele partir, e quem me aparece? Nosso amigo chorão, começando seu discurso. Mas dessa vez levou um esporro do cobrador logo de cara, mandando ele cair fora. E ele ainda falou com aquela voz de coitadinho: "desculpa gente, mas o cobrador não me deixa falar"... E eu morrendo de vontade de gargalhar, claro! ;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7692543269093483798?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7692543269093483798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7692543269093483798&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7692543269093483798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7692543269093483798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/08/joe-o-cara.html' title='Joe, o Cara'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8065845951387874420</id><published>2008-08-18T00:59:00.001-03:00</published><updated>2008-08-18T01:01:56.007-03:00</updated><title type='text'>AHOOOYYYY</title><content type='html'>Aquele último post foi uma lástima em relação à ortografia. E olha que naquele eu nem estava bêbado. Neste estou. Ouié. Quando você vai num lugar tomar dois chopes pelo preço de um e ainda gasta trinta pila, significa que algo deu errado. Ou muito certo. Ou uma mediana interposta entre seus fiéias aliados quartis. Shubb-Niggurath, ya, ya, hakunna matatta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8065845951387874420?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8065845951387874420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8065845951387874420&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8065845951387874420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8065845951387874420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/08/ahoooyyyy.html' title='AHOOOYYYY'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7587640561323585821</id><published>2008-08-17T17:00:00.005-03:00</published><updated>2008-08-17T17:19:29.488-03:00</updated><title type='text'>Vareio</title><content type='html'>Melhor assim. Se é para não ganhar, que pelo menos a derrota seja categórica. Saí do ocncurso sabendo que tinha ido mal, mas não tinha idéia da surra fenomenal que ia tomar no concurso. A equação geral que citei abaixo quase funcionou - das oito de matemática (pra que tanto??), acertei uma. Teve questões absurdas do tipo correlacionar o nome dos últimos oito governadores catarinenses ao nome dos seus planos de governo. PUTA QUE PARIU, que merda é essa? Se fosse relacionar a obras ou eventos importantes na gestão, mas NOME DOS SEUS PLANOS DE GOVERNO? Não consigo imaginar questão mais idiota para se perguntar a qualquer pessoa, em qualquer época ou lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, entrou o fato idiotice também, como assinalar errado uma questão onde eu sabia a resposta e outra passar errado para o cartão resposta. É a vida. O resultado final? 23 de 50. Nota 4,6. Nem com as várias questões recorríveis (muitas erradas mesmo, desde coisas meio subjetivas a óbvios ululantes) chego na nota mínima de 7,0. Não, dessa vez não tenho nenhuma desculpa. Se o concurso da UFSc tinha sido na trave, este agora foi o pênalti do Baggio na final de 94. Perdão, dona Fatma, fica pra próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, fico sussa. Minha única pretensão com esse emprego era mesmo ter como me sustentar no ano que vem (acredite ou não, eu sou diferente dos outros no tocante a pretensões empregatíceas e salariais). Agora essa se torna a última preocupação. Veremos, veremos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7587640561323585821?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7587640561323585821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7587640561323585821&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7587640561323585821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7587640561323585821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/08/vareio.html' title='Vareio'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8963269323883785258</id><published>2008-08-16T16:55:00.002-03:00</published><updated>2008-08-16T17:10:34.660-03:00</updated><title type='text'>Terra sem lei</title><content type='html'>É amanhã. Vamos ver no que vai dar. Eu soube quinta feira que o doutorado em ecologia não vai sair aqui na UFSC ano que vem. Se soubesse antes, talvez tivesse estudado mais. Que seja. Eu não apostaria alto em mim, mas também não me tiraria facilmente do páreo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu desempenho amanhã será calculado pela seguinte fórmula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TA = TQ - QM - OQ . (TE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TA = total de acertos&lt;br /&gt;TQ = total de questões (50)&lt;br /&gt;QM = questões de matemática&lt;br /&gt;OQ = outras questões&lt;br /&gt;TX = índice de erro para outras questões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, estudando descobri isso: se tiverem 5 questões de matemática, minha nota máxima poderá ser 45. É uma lei e não posso fazer nada contra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, no último exercício de português que fiz, mais geral, meu índice de acertos foi de 70%. Uma bela diferença em relação ao índice de 30% de acertos em análise sintática (lembrem-se que o esperado, para chutes aleatórios em questões de cinco alternativas, é 20%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me digam: por que capitão se pluraliza como capitães, e ermitão com ermitões, em vez de ermitães? Observem a estrutura da palavra. É idêntica. Só se houver alguma regra obscura sobre plural de palavras que começam com vogal ou não. Se é que há alguma regra. Língua portuguesa, terra sem lei. Ou com um sistema de leis tão amplo que acaba como em toda burocracia: ninguém entende nada. Mas não dá para levar a sério uma língua onde "ajjetivo biforme" não é aquele que tem duas formas (e sim o que é invariável) e champanha é uma palavra masculina (champanhe tudo bem... mas "o champanha"??).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem aquela piadinha que falam que americano é mais esperto porque já nasce sabendo falar inglês. O caralho. Nós que somos foda por conseguirmos nos comunicar ainda com uma língua absurdamente irregular como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Jesus, reze por mim. Ou para mim? Ou para eu? Affffff.......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8963269323883785258?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8963269323883785258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8963269323883785258&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8963269323883785258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8963269323883785258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/08/terra-sem-lei.html' title='Terra sem lei'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5208380824957174493</id><published>2008-08-04T22:19:00.002-03:00</published><updated>2008-08-04T22:31:36.303-03:00</updated><title type='text'>Mitos urbanos</title><content type='html'>Tão interessante ver até onde a especulação da galera vai... Saiu as demandas para o concurso da FATMA e pode-se observar um intenso "efeito Floripa é impossível, vou pro interior". A relação candidato por vaga das vagas em Florianópolis ficou abaixo de 80 por vaga, enquanto em cidades como São Domingos, São Miguel do Oeste e São Franciso do Sul, foi para bem mais de 100. Floripa ficou só atrás de Caçador, Siderópolis e Criciúma (!). O que se percebeu claramente foi o efeito "biólogo odeia burocracia", onde as coordenadorias e sedes administrativas ficaram comendo a poeira das unidades de conservação em relação à demanda. Isso explica grandemente o fato de terem menos candidatos por vaga na sede em Floripa que em parques em Botuverá ou Concórdia (o parque do Tabuleiro, em Palhoça, cumpriu a previsão de cento e lá vai pedrada candidatos por vaga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, análises numéricas à parte, o que me interessa disso é: sim, é possível! Então, desprovido de desculpas para eu mesmo (fica apenas a do "não é um sonho de carreira mesmo..."), resta voltar à matemática. E à legislação. E aos ensaios de toxicidade de efluentes e de produtos solúveis e insolúveis com organismos de diversos tróficos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5208380824957174493?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5208380824957174493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5208380824957174493&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5208380824957174493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5208380824957174493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/08/mitos-urbanos.html' title='Mitos urbanos'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8411715830307097287</id><published>2008-07-28T17:10:00.002-03:00</published><updated>2008-07-28T17:24:54.265-03:00</updated><title type='text'>Concurso II - A missão</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na primeira vez, ele lutou contra as adversidades, mas acabou derrotado. Agora, diante de uma missão muito maior, ele busca vingança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Oh, yeah, man. Começa o intensivo para um novo concurso. Salário maior, vagas nem tanto, ementa complexa e previsão de alta disputa. Tudo para virar biólogo da fundação ambiental do estado. Ou, mellhor, como pensam todos os concursistas: tudo para ter emprego estável, depois se a gente passar se preocupa com qual é o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo porque as atribuições dos cargos nos editais sempre são um primor de precisão. Vejam o deste:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biólogo: Realizar pesquisa sobre todas as formas de vida, efetuando estudos e&lt;br /&gt;experiências com espécimes biológicos; Incrementar os conhecimentos científicos e&lt;br /&gt;descobrir suas aplicações em vários campos como em medicina e agricultura; Realizar&lt;br /&gt;estudos e experiências de laboratório com espécimes, empregando técnicas como&lt;br /&gt;dissecação, anotando e avaliando as informações obtidas; Anotar, analisar e avaliar as&lt;br /&gt;informações obtidas, empregando técnicas estatísticas; Fornecer dados estatísticos e&lt;br /&gt;apresentar relatórios de suas atividades; Emitir laudos e pareceres sobre assuntos de sua&lt;br /&gt;área de competência; e Executar outras atividades compatíveis com o cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último tópico é simplesmente genial, não? Além de pesquisar, analisar e relatar pesquisas sobre todas as coisas vivas do universo (observe que o edital não especifica "vida terrena"), ainda fazemos tudo o mais que seja compatível com nosso cargo (presumo que isso abra possibilidades para a tarefa "esfregar o chão" - não é "manter o local de trabalho limpo" uma possível atribuição do cargo?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse concurso tem uma sére de vagas espalhadas pelo estado, incluindo megalópoles como São Miguel do Oeste e Canoinhas. Claro que, como eu gosto de me ferrar e depois reclamar da vida, escolhi a administração central em Florianópolis. Pelo menos penso que muita gente preferiu fugir da burocracia e tentar as vagas disponibilizadas nos parques da região. Ou não. Mas enfim, na administração central são duas vagas, nos outros lugares só uma. Oba, concorrência diminuída pela metade, talvez fique só pelos 100 por vaga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, enfim, está na hora de começar a estudar matemática, legislação ambiental, estatuto do servidor público e ensaios de toxicidade de efluentes e de produtos solúveis e insolúveis com organismos de diversos tróficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria o sábio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... não sou a Globeleza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... mas lá vou eu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8411715830307097287?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8411715830307097287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8411715830307097287&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8411715830307097287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8411715830307097287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/07/concurso-ii-misso.html' title='Concurso II - A missão'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-2903287016468273225</id><published>2008-07-17T01:44:00.004-03:00</published><updated>2008-07-17T02:01:23.556-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hancock (filme - 2008)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Qual a idéia que temos desse filme a partir do trailler? Filme de ação / comédia com um anti-herói que destrói tudo pelo caminho ao tentar salvar alguém, mas passa por um momento emocional com pianinho de fundo e acaba se regenerando num final açucarado, certo? Quase lá. a única diferença é que este é apenas metade do filme. Ok, o começo é exatamente como o descrito acima. Não que isso seja ruim, pois a idéia de um super-anti-herói porra louca abre possibilidade para uma série de ótimas (e algumas nem tanto, naturalmente) piadas que fazem qualquer sala de cinema cair na gargalhada. E é uma bela sátira aos típicos filmes de heróis que devastam meio mundo para salvar a mocinha / se vingar / capturar o bandido. O problema de muitos filmes é que eles são extremamente previsíveis e param por aí. "Hancock" é uma agradável supresa, sendo muito mais que o esperado. Existe uma história, existem explicações, existem reviravoltas. E a parte visual também não decepciona (particularmente a Charlize Theron, gatíssima como nunca - ah, sim, os efeitos também). Acredito que o filme possa agradar a todo tipo de público, desde aqueles que querem diversão visual acéfala até quem prefira mais substância (assisti com meu pai e minha mãe e nós três gostamos, mesmo com gostos cinematográficos completamente distintos). Se há um considerável defeito em "Hancock" é sua curta duração, menos de uma hora e meia. Há bastante substância que poderia ser melhor explorada e, por que não, mais cenas engraçadinhas que poderiam ser incluídas. Assim, em alguns momentos a história acelera um pouco demais, não conseguindo criar o clima ideal para algumas cenas. Conclusão: o filme é bem mais do que se espera, mas poderia ser bem mais do que é (entendeu?). Meia horinha a mais faria uma bela diferença, mas continua sendo uma boa opção que recomendo a todos. NOTA: 8,0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-2903287016468273225?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/2903287016468273225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=2903287016468273225&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2903287016468273225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2903287016468273225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/07/resenhas-do-dia.html' title='Resenhas do dia'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5376452490637333016</id><published>2008-07-12T13:41:00.002-03:00</published><updated>2008-07-12T13:44:13.255-03:00</updated><title type='text'>Semanada na terrinha</title><content type='html'>Estarei em Blumenau até segunda feira, mais ou menos. Não sei como esta de net lá, mas devo ficar mais incomunicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 1 minuto parado tentando pensar em algo a escrever, chego à conclusão que não tenho nada a dizer. Passar bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5376452490637333016?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5376452490637333016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5376452490637333016&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5376452490637333016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5376452490637333016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/07/semanada-na-terrinha.html' title='Semanada na terrinha'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-498384899071165300</id><published>2008-07-01T17:11:00.002-03:00</published><updated>2008-07-01T17:17:25.211-03:00</updated><title type='text'>Milionário!!!</title><content type='html'>Bolsistas do país, celebrem! Estamos ricos! O governo atrasa, promente, não cumpre, mente, mas no fim dá a nossa tão esperada esmola. Agora tá até vontade de fazer doutorado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu entedi o recado, Lula. Era só eu voltar a trabalhar de verdade para ganhar o aumento. Beleza,  estamos acertados.  Perdão aos colegas que foram prejudicados por conta disso. :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora ao menos vai dar para voltar a guardar aquela graninha no fim do mês. Porque ultimamente tava foda. Malditos vícios... (vocês sabem bem o que)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, novos posts não-inúteis em breve. Até mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-498384899071165300?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/498384899071165300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=498384899071165300&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/498384899071165300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/498384899071165300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/07/milionrio.html' title='Milionário!!!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-1502557734683220634</id><published>2008-06-17T20:06:00.003-03:00</published><updated>2008-06-17T21:02:48.202-03:00</updated><title type='text'>De banhos, carros e carnes</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Esse não é um artigo elaborado, foi um texto de supetão que acabou crescendo. Pretendo melhorá-lo posteriormente)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena brincadeira com números, por conta do inverno e seus (ou melhor, meus) banhos demorados. Nenhuma fonte bibliográfica complexa aqui, apenas dados de internet, então todos os valores podem estar errados. Mas os erros apenas deverão alterar os resultados um pouco para mais, um pouco para menos. A lógica permanecerá a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um banho de 30 minutos (como os meus no inverno) consome cerca de 270 litros de água (possivelmente calculados a partir de uma ducha decente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa normal, digamos que tome banhos de 10 minutos no inverno. Isso dá um terço do meu, ou seja, 90 litros. Ficam 180 litros de diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma camisa de algodão, em todo seu processo de manufatura, consome 2,7 mil litros de água. Não achei dados para um casaco, mas levando em conta que o peso em algodão é pelo menos o dobro, com o dobro de fibras para ser corada e trabalhada, chuto que a quantidade de água também deva dobrar. Vamos deixar em 5 mil litros, para arredondar. E vamos deixar uma calça aproximadamente pela mesma conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu compro poucas roupas. Neste inverno, não comprei nenhuma além das que já tinha. Digamos que eu economizei dois casacos e uma calça, em relação à maioria das pessoas (aquelas que tomam banhos de 10 minutos). Isso me dá um "crédito" de 15 mil litros. Vocês podem argumentar que calças e casacos são bens duráveis, então teoricamente valeriam para muitos anos. Sim, com certeza. Mas acredito que dois casacos e uma calça seja uma estimativa razoável de quantas roupas de inverno as pessoas comprar POR ANO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 mil litros dividido pelos 180 litros de diferença entre cada banho de 30 e de 10 minutos = 83 banhos. Praticamente o sufuciente para os três meses de inverno. Sem contar a lavação das roupas, mas acredito que seja uma quantidade pouco expressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem brincar mais um pouco com números da água? A quantidade de água recomendada para beber num dia varia bastante, mas geralmente entre 2 e 4 litros. Vamos ficar com a estimativa máxima, 4 litros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um banho de 10 minutos a menos no mês, você economiza 90 litros de água. Isso equivale à água bebida de 22,5 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma camisa comprada a menos por ano, você economiza 2,7 mil litros de água. Isso equivale à água bebida de 675 dias. Em 365 dias, você teria 7,4 litros de água por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se você deixar de tomar um banho por mês, tem praticamente toda sua água do mês inteiro para beber. E se comprar uma camisa a menos no ano, pode beber água à vontade naquele ano.  Dá até para beber 4 litros por dia e tomar 7 banhos de 20 minutos adicionais ao longo do ano! ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Moral da história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Qual a lógica de estar falando tudo isso? Bem, há duas coisas importantes que podemos extrair dessa brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro: o mundo não vai acabar por falta de água. A água é necessária para praticamente tudo o que fazemos, mas o que menos consome de tudo isso é exatamente o único imprescindível: beber. Mesmo se agora baixassem uma lei dizendo que cada habitante da Terra tem direito a consumir apenas uma quantidade X de água, ninguém precisaria se preocupar em passar sede. Pequenos ajustes aqui e ali permitiriam a todos ainda encher a cara de água à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, e o mais sério: percebemos como as atitudes "ecológicas" ambientalistas mais "pop" são as menos significantes. todo mundo vai sempre dizer em tudo quanto é canto que para salvar o mundo, você deve fechar torneiras, tomar banhos rápidos e apagar as luzes. E, cada um fazendo sua parte, as coisas poderão melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um probleminha: a "parte" de cada um. O foco está em coisas que sim, fazem diferença (qualquer diminuição de uso faz alguma diferença, mesmo que medíocre). O problema é que são diferenças muito pequenas diante de algumas coisas que não percebemos. O consumo é a maior delas. A maioria do público tem visão estreita, se vê uma camisa, não pensa no recurso "água" ou "energia". Talvez pense em "área de plantação de algodão", mas não chegará no "matas derrubadas para plantar". Nas discussões, percebe-se como o impacto do uso de um carro é traduzido em valores com consumo de gasolina, barulho, espaço físico em avenidas... Mas o próprio custo de produção e manutenção, em recursos basais como água e energia, é ignorado (mais números não-confiáveis de internet - a produção de 1 litros de gasolina consome 2,5 de água). Os vegetarianos há um tempão berram que um bife consome uma tonelada de água (literalmente) e, embora se baseiem também em números de internet, como eu, também sua lógica não deixa de estar certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atitudes que mais impactam o ambiente não são percebidas, não são divulgadas, não são "pop". Tudo porque levam a consequências não-"pop": se quer economizar recursos, diminua  consumo. Diminua a produção (uma camisa é um nada em água perto de um computador, por exemplo, e não é incomum uma pessoa trocar de computador num período mais curto do que usará uma camisa). Compre menos, produza menos. Quem quer ouvir isso hoje em dia? Mesmo porque diminuir o consumo e a produção leva a menos empregos. Qual a solução? Menos gente para precisar de emprego. Menos crescimento populacional. Menos filhos, já que mais mortes é o que ninguém quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isso&lt;/span&gt; que é o importante. Cada biólogo, ecólogo, ou ambientalista, vai te dar uma lista imensa de problemas no mundo. Alguns dirão que a genialidade humana vai vencer tudo. Outros falam que, se não voltarmos à idade média, nosso destino estará selado. Eu vejo todos, e digo de boca cheia, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;todos&lt;/span&gt; os problemas relacionados com uma mera variável: crescimento populacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, assim como o custo em água de uma camisa, o crescimento populacional não é "pop". Suas soluções incomodam até quem demoniza o aquecimento global (que já virou "pop"). O movimento ambientalista está em grande parte cego, apostando nas coisas erradas, perdido em radicalismos sem sentido ou utopias desenvolvimentistas. Tem pouca gente que sabe falando, mas muita gente ouvindo e achando que sabe. Mas não é difícil: vamos pensar em todas as variáveis. Expandir as mentes. Tomar atitudes mais consistentes. Senão, o "mundo" (leia-se: "o esquema geral atual de organização social humana", não mais que isso) não tem salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acho que conseguiremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, eu ainda como carne e tomo banhos de 30 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*** Existe uma infinidade de custos agregados a cada uma das atividades citadas, e todas podem ser convertidas em água, ou melhor, em energia. O chuveiro, todo mundo sabe, consome energia pra caramba, o que pode resultar em mais hidroelétricas ou mais rios poluídos por outras usinas de energia. Mas as roupas também consomem energia, assim como o tratamento de água para beber. Como isso aqui é apenas um exemplo tosco para embasar uma discussão, vamos ficar apenas na variável "água".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-1502557734683220634?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/1502557734683220634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=1502557734683220634&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1502557734683220634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1502557734683220634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/06/de-banhos-carros-e-carnes.html' title='De banhos, carros e carnes'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5444489556340082118</id><published>2008-06-16T20:23:00.003-03:00</published><updated>2008-06-16T20:52:08.081-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia - filmes em cartaz</title><content type='html'>Em primeiro, hoje passou o trailler do Arquivo X II. Dá para ficar morrendo de expectativa... e medo. Vamos ver no que vai dar. Em segundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fim dos Tempos (filme - 2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos são os diretores que me fazem querer ver um filme só por conta do seu nome. George Romero, Stanley Kubrick, talvez mais um ou outro... e M. Night Shyamalan. O cara me arrebatou (assim como a meio mundo) com "O Sexto Sentido", seguiu firme com "Corpo Fechado" e ganhou o jogo de vez com "Sinais". Depois vieram "A Vila" que, embora bom, não foi aquilo tudo, e "A Dama da Água", capaz de agradar só aqueles que adoram uma boa história fantástica mesmo (onde me encaixo - mas confesso que não estava prestando muita atenção no filme quando vi...). E agora, esse "Fim dos Tempos" (título cortesia dos nossos admiráveis tradutores nacionais para o original 'The Happening" - algo como "O Acontecimento").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo do diretor está intacto. Um filme relativamente "parado", alguns momentos de ação mais desenfreada, nada mais. A tensão predomina sobre o esporro. As tomadas de câmera não usuais ou estáticas também estão ali, e também o típico e abominável uso da câmera lenta nas partes emotivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começa com tudo, tensão lá em cima. Depois dá uma acalmada e demora um pouco para retornar ao rumo. A história é bem imaginativa, mas é muito fácil sacar tudo logo de início (pelo menos eu saquei, e não foi difícil). E possui frases e idéias capazes de criar caretas em qualquer biólogo / cientista (e não estou falando da parte "ficção científica", essa é primorosa). Os personagens são estranhos (a "mocinha" é muuito estranha), fazem e falam coisas estranhas, tudo para deixar o espectador o menos confortável o possível com os seus supostos "heróis" ou "vilões". Essa é uma característica dos filmes de Shyamalan que curto muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "durante" do filme é legal. Porém, o final é muito ruim. Tem quem não gostou do final de "Sinais" porque "o monstro aparecia". Eu achei excelente: já era cliché não se mostrar NADA no final. Mas o final deste "Fim dos Tempos" é muito cliché (não, nada a ver com o caso do "Sinais", pode deixar). O diretor teve tudo na mão para criar um final ótimo, e em vez disso fez o filme acabar insosso (se você ainda não viu o filme, não leia "o final que deveria ser", após a nota).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, esse é o novo filme. Não é o melhor da carreira do cara. Talvez seja o pior. O que não quer dizer que seja ruim. Como eu falei, o "durante" é excelente. Mas perde alguns pontos por causa do final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA: 7,0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pare de olhar!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FINAL QUE DEVERIA SER: seria tão fácil acabar o filme na hora em que o "mocinho" sai da casa para encontrar a "mocinha" no meio da ventania, os dois andarem até um ao outro, toda aquela emoção... e então simplesmente pararem, como todas as pessoas afetadas. Pronto, fecha a cena, créditos. Em vez disso, temos um final feliz e, o cúmulo dos cúmulos dos clichés, aquela cena final que diz "hohoho, ainda não acabou!"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5444489556340082118?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5444489556340082118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5444489556340082118&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5444489556340082118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5444489556340082118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/06/resenhas-do-dia-filmes-em-cartaz_16.html' title='Resenhas do dia - filmes em cartaz'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6950562417699738617</id><published>2008-06-02T23:10:00.001-03:00</published><updated>2008-06-02T23:10:47.079-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia - filmes em cartaz</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (filme - 2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rumores de um quarto filme da série vinham de anos, e eu sempre brincava: "vão fazer com o Harrison Ford de bengala". Afinal, o cara já não era muito novo na época dos originais (já era quarentão na época da Ultima Cruzada). Eis que o rumor toma forma e o filma aparece. Como o usual, há um misto de empolgação com cautela: sempre é bom ver nossos personagens favoritos de volta (e Indiana sempre esteve entre meus primeiros), mas será que teremos algo mais que um caça-níqueis se valendo de glórias do passado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, posso dizer que, neste caso, felizmente não. O filme evita um tom saudosista, de "grand finale", e não depende de referências a aventuras passadas para cativar o espectador. Na verdade, isso nunca aconteceu nas aventuras de Jones, elas sempre foram relativamente independentes umas das outras. Imagine tentar se basear nisso 17 anos depois do último filme... Alguns personagens retornam, há algumas referências aqui e ali, mas nada que vá deixar algum alienado que nunca viu um filme da série viajando. Tampouco abrir aquele sorriso de familiaridade nos rostos de fãs da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro de tudo, o que mais interessa: o personagem principal. Sim, temos quase o mesmo Dr. Jones de sempre. Harisson Ford está muito bem para sua idade. As piadas do personagem e do enredo às vezes não são tão fluidas quanto antes, mas ainda divertem bastante. O resto dos personagens faz o seu papel de sempre, caricatos e previsíveis em seus papéis. Sim, eles sempre foram assim, e não é agora que Spielberg e Lucas iriam mudar as coisas. O único destaque negativo vai para Mac, o companheiro de Jones no início do filme, que apresenta mais reviravoltas do que o aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a trama. Esta é como nos outros filmes da série: uma sequência infindável de elementos, lugares, viajens, referências mitológicas, etc. Alguém que não curte muito a coisa vai ficar perdido. Ou bocejar nos momentos em que há mais falação do que ação. Que bocejem, eu adoro tais momentos. Mesmo porque geralmente eles contêm elementos de tensão, quando os diálogos ocorrem numa cripta escura atulhada de esqueletos que a qualquer momento podem sair passeando. Os lugares são tudo aquilo que esperávamos: cavernas, criptas, florestas, templos, etc. São paisagens mais espetaculares que as dos filmes anteriores, mas hoje em dia computação gráfica demais cansa. Hoje em dia é mais fácil fazer um macaco ou roedor computadorizado do que filmar um treinado, e os filmes perdem muito com isso, na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a ação. Temos novamente as cenas longas e recheadas de piadas, além dos momentos desnecessários que qualquer filme de ação / aventura contém. Nada fora do usual. Uma diferença é que a evolução dos efeitos especiais permite que os personagens façam coisas realmente absurdas, em contraste ao heroísmo mais comedido dos tempos passados. Alguns momentos são destaque negativo, como o personagem Mutt e os macacos da floresta. Você pode pensar "pai do céu, uma fria atrás da outra!" ou "ei, é uma aventura, vamos nos divertir!". Neste caso, assumi a segunda, embora me incomode um pouco com a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um comentário extra sobre a história: ela lida com elementos já utilizados na mitologia do personagem. Quem já jogou o excelente adventure "Indiana Jones and the Fate of Atlantis" vai saber do que estou falando. Infelizmente, por ser um jogo, e não um dos filmes, Lucas e Spielberg decidiram não fazer nenhuma relação ou referência à história de "Atlantis". Por sinal, é uma das melhores do personagem, vale a pena até para quem não tem paciência jogar com uma folhinha de soluções, só para curtir a aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando: não, não é nada genial. E deve ser o último mesmo. Não contém nenhuma reviravolta inesperada, nenhum final surpreendente. É apenas mais do mesmo, com um pouco menos de inspiração na parte intelectual e mais elaboração na visual. Vá sem medo, embora sem esperar muito. No mínimo, atiça muito a vontade de alugar a trilogia original e fazer uma Sessão Indiana em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA: 8,5.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6950562417699738617?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6950562417699738617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6950562417699738617&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6950562417699738617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6950562417699738617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/06/resenhas-do-dia-filmes-em-cartaz.html' title='Resenhas do dia - filmes em cartaz'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-1313984377705157178</id><published>2008-05-31T21:14:00.002-03:00</published><updated>2008-05-31T21:31:53.660-03:00</updated><title type='text'>Desmatamento</title><content type='html'>Mais uma das escassas matas intactas do nosso mundo foi devastada hoje. Depois do banho fiz a barba, olhei para o cavanhas, o cavanhas olhou para mim... e olhou atravessado! Tesoura nele! Primeira vez que meu queixo recebeu luz desde que foi coberto originalmente por barba. Mas esta não se rendeu tão facilmente: não importa o que eu fizesse, a área insistia em permanecer azul. Mesmo assim, olhei no espelho e o Félix do segundo grau estava ali, de olho. Deu vontade de ir na Rivage e tomar uma Bambuzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fenômeno interessante ocorreu simultaneamente: meu nazir cresceu. Sim, ainda mais! Sem o cavanhas para competir pela atenção, de repente meu bico de cartilagem deu um salto para frente e quase quebrou o vidro do espelho. Yeah, man, ficou estranho, muito estranho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assuntos capilares à parte... Parece que o Santuário se tornou aquilo que não era para ser, inicialmente: o tradicional blog-diariozinho. Lembram-se que houve uma época, perdida no passado, onde por aqui pululavam resenhas, ensaios, poesias... Bem, aquilo que é literário, está sendo postado no Duelo de Escritores. Poesias quase não escrevo mais. Ensaios? Comecei alguns, terminei nenhum. Resenhas? Quem sabe eu deva voltar a escrever algumas sobre discos, livros e filmes que ninguém conhece, só como exercício mesmo... Pelo menos o Indiana Jones está aí, e merece um comentário assim que eu assistir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-1313984377705157178?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/1313984377705157178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=1313984377705157178&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1313984377705157178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1313984377705157178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/05/desmatamento.html' title='Desmatamento'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-56900915420472723</id><published>2008-05-28T20:01:00.004-03:00</published><updated>2008-05-28T20:27:52.829-03:00</updated><title type='text'>Na traaaaaaavvveeee!!!!!!!!!!</title><content type='html'>Porra! Às vezes é melhor ter tomado um vareio do que não ter passado no concurso por uma questão. Uma!!! Ok, duas, tem a questão do desempate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, fiquei em nono dos 425. Realtivamente bom, mas longe o suficiente para não ficar com esperanças de alguém desistir e ainda pegar uma vaguinha. Interessante que fui um dos quatro que gabaritaram em português. Tinha uma crase safada lá que eu sei que ninguém ia acertar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bola na trave não altera o placar. O negócio é pegar o rebote e bola pra frente de novo. Tem até que um bom número de concursos pipocando por aí. Sobreviver como biólogo não parece ser a coisa mais impossível do mundo. E sempre tem bolsas de doutorado dando sopa por aí...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-56900915420472723?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/56900915420472723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=56900915420472723&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/56900915420472723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/56900915420472723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/05/na-traaaaaaavvveeee.html' title='Na traaaaaaavvveeee!!!!!!!!!!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7292261829800281622</id><published>2008-05-19T23:35:00.002-03:00</published><updated>2008-05-19T23:39:00.659-03:00</updated><title type='text'>Não tão bem</title><content type='html'>O concurso não foi o bicho, não. As hostes da Biologia Molecular e Bioquímica vieram com força total para espalhar terror entre os participantes, numa prova um tanto quanto desequilibrada. Enquanto as questões relacionadas com as áreas "grandes" foram simples de responder, as "pequenas" foram complexas, daquelas que mal quem trabalha com a área acerta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio é esperar o resultado, mas levando em conta que eram 423 inscritos para 5 vagas, com certeza deve ter pelo menos uma meia dúzia que foi realmente bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ano que vem, doutorado! E viva a profissão-bolsista!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7292261829800281622?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7292261829800281622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7292261829800281622&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7292261829800281622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7292261829800281622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/05/no-to-bem.html' title='Não tão bem'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5957676489106820753</id><published>2008-05-16T14:41:00.002-03:00</published><updated>2008-05-16T14:44:58.431-03:00</updated><title type='text'>Back in black</title><content type='html'>Daqui a pouco, tou volando. Semana muito boa aqui em BH, bastante trabalho e uma festa quebra-tudo pra fechar bem. Planos para hoje? Chegar em casa meia noite, dormir 15 horas seguidas, e amanhã permanecer em retiro espiritual, tentando relembrar do que estudei semana passada, e provavelmente já devo ter esquecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That's all, folks!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5957676489106820753?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5957676489106820753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5957676489106820753&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5957676489106820753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5957676489106820753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/05/back-in-black.html' title='Back in black'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-3217908403740838610</id><published>2008-05-10T22:29:00.002-03:00</published><updated>2008-05-10T22:38:02.564-03:00</updated><title type='text'>Don't cry for me, Floripaaaaa.....</title><content type='html'>Amanhã fujo do frio. Se o clima em BH estiver como no ano passado, vai ser sussa. Pena que tão pouco tempo para tanta coisa que eu queria fazer. Essa conjunção concurso-seminário da pós não foi legal. Tanto eu queria ficar um pouco mais lá em cima, quanto não queria ter uma semana para apagar tudo o que estudei até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sinal, a parte que mais achei interessante de revisar foi a de fisiolologia animal comparada. não a da disciplina, que praticamente não existiu. Mas folheei todo o livro que comprei na época e ainda nem tinha aberto. É uma ciência um tanto quanto interessante, extremamente integradora, revisar ela é revisar bioquímica, biologia celular, zoologia, biofísica, anatomia... e fisiologia, obviamente. Podemos dizer que é equivalente, do indivíduo para baixo, ao que é a ecologia, do indivíduo para cima (em níveis de organização).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se penso em fazer algum trabalho com fisio? Nem morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver qual vai ser a desses dias, então. Félix funciona melhor sob pressão. Geralmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-3217908403740838610?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/3217908403740838610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=3217908403740838610&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3217908403740838610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/3217908403740838610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/05/dont-cry-for-me-floripaaaaa.html' title='Don&apos;t cry for me, Floripaaaaa.....'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-878711326204436902</id><published>2008-05-04T13:48:00.002-03:00</published><updated>2008-05-04T13:54:49.357-03:00</updated><title type='text'>De volta para o futuro</title><content type='html'>Estudar para um concurso faz a gente lembrar de cada coisa. Ainda bem que não joguei fora meus cadernos da graduação e posso recapitular monstruosidades tais como fisiologia, bioquímica e histologia de um modo mais fácil que em livros enormes... E nunca esqueçam que são os corpos cetônicos que dão o gosto de cabo de guarda chuva da ressaca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, estudar para o concurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem, Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, voltar a adiantar a dissertação, que novamente ficou um pouco esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos, diz a CAPES, a partir do dia 1 de junho, as bolsas aumentam mesmo. E deve ser verdade, afinal, eles nunca mentiram antes, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ê, essa vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-878711326204436902?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/878711326204436902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=878711326204436902&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/878711326204436902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/878711326204436902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/05/de-volta-para-o-futuro.html' title='De volta para o futuro'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7577987673764189602</id><published>2008-04-29T21:55:00.003-03:00</published><updated>2008-04-29T22:13:25.408-03:00</updated><title type='text'>Diálogo de um sábado à tarde</title><content type='html'>- Félix, posso te dizer uma coisa?&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(ela senta do meu lado e olha nos meus olhos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho que você realmente ficaria muito melhor com o cabelo cortado...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(surpresa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Tu acha?&lt;br /&gt;- Uhm. E a barba também.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(eu com expressão pensativa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Mas tem mulher que gosta de cabelo comprido.&lt;br /&gt;- Ah, mas cabelo comprido não fica bem em homem...&lt;br /&gt;- Será?&lt;br /&gt;- Ó, só tem dois homens que ficam bem de cabelo comprido: Orlando Bloom e Brad Pitt.&lt;br /&gt;- Hum... Já visse alguma foto minha de cabelo curto?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(mostro uma 3x4 do segundo grau)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Mas tais molecão nessa foto, hein?&lt;br /&gt;- Faz tempo que o cabelo está assim.&lt;br /&gt;- O problema é que tens o rosto fino e...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(papos técnicos sobre formato de cabelo e o que poderia ser feito com ele)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Mas não acha que combina com meu estilo? Mezzo-metaleiro, mezzo-bicho grilo, largadão...&lt;br /&gt;- Não, sem essa, ia ficar melhor curto. Ai, mas que vontade de cortar ele agora!!&lt;br /&gt;- Eu já pensei em cortar, sim. Mas daí eu ia voltar a ter cara de nerd.&lt;br /&gt;- Mas tu não é nerd!&lt;br /&gt;- Ô, se sou! Só não aparento.&lt;br /&gt;- Por que tu é nerd?&lt;br /&gt;- Ah, porque eu faço coisas nerds.&lt;br /&gt;- Tipo?&lt;br /&gt;- Ah, eu jogo rpg... e gosto de jogo de computador... era viciado em revista em quadrinhos... e sabe aquele joguinho de cartas, Magic?&lt;br /&gt;- Magic?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Meu, eu jogava isso direto quando era nova!&lt;br /&gt;- Fala sério!&lt;br /&gt;- Sim, adorava! Devo ter minhas cartas em algum lugar ainda...&lt;br /&gt;- Que demais!&lt;br /&gt;- Se eu achar elas, até posso te dar...&lt;br /&gt;- Humm...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(pensativo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Bem, se tu me der as cartas, eu posso até pensar em te deixar cortar meu cabelo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se espantem se um dia eu aparecer tosquiado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7577987673764189602?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7577987673764189602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7577987673764189602&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7577987673764189602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7577987673764189602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/04/dilogo-de-um-sbado-tarde.html' title='Diálogo de um sábado à tarde'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4112438061659200971</id><published>2008-04-19T22:47:00.002-03:00</published><updated>2008-04-19T22:50:16.815-03:00</updated><title type='text'>A maravilhosa cozinha dos solteiros solitários III</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prato do dia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risoto à brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ingredientes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 ovos&lt;br /&gt;8 fatias de mortadela&lt;br /&gt;1 maço de salsa&lt;br /&gt;óleo de soja&lt;br /&gt;azeite de oliva&lt;br /&gt;tempero completo para peixe&lt;br /&gt;tempero completo com sal e pimenta&lt;br /&gt;arroz a gosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Modo de preparo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pique a mortadela e a salsa em pedaços. Em uma panela, frite o arroz com o óleo. Adicione água, a mortadela, os temperos e cozinhe até a água secar. Prepare os ovos numa frigideira anti-aderente, mexendo bem para os pedaços ficarem bem pequenos. Adicione ao arroz, junto com a salsa e o azeite de oliva, e misture bem. Sirva acompanhado de Coca-cola, para empurrar o troço pela garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dicas: o tempero completo para peixe pode ser substituído por curry, mantendo o arroz amarelado (é vital para o nome do prato). Se sobrar comida, é possível utilizar o prato como reboco nas obras da casa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4112438061659200971?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4112438061659200971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4112438061659200971&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4112438061659200971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4112438061659200971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/04/maravilhosa-cozinha-dos-solteiros.html' title='A maravilhosa cozinha dos solteiros solitários III'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-841960487899965995</id><published>2008-04-12T13:32:00.002-03:00</published><updated>2008-04-12T13:43:42.511-03:00</updated><title type='text'>Auxílio-balada negado!</title><content type='html'>E nada de aumento... Os ansiados 20% que tinham sido prometidos nada mais fizeram do que dar uma leve esperança para nós, pobres bolsistas. Pelos corredores sussurram a palavra que causa calafrios em qualquer um que foi petiano tempo o bastante: "retroativo"... E começa a tempestade de boatos: o aumento vem, no final do mês; o amuento vem, na metade do ano; o aumento não vem; o Lula vai entregar o aumento pessoalmente a cada bolsista; e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, meus velhos, se tem uma coisa que a gente aprende na universidade pública é: só acredite no governo quando os números aparecerem na conta. Eu já sou escaldado, mas deve ter nego que se estrepou por conta disso. Será uma boa temporada para comprar geladeiras, máquinas de lavar e etc. quase novas a preço de banana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-841960487899965995?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/841960487899965995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=841960487899965995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/841960487899965995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/841960487899965995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/04/auxlio-balada-negado.html' title='Auxílio-balada negado!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-1374201059608865242</id><published>2008-04-06T18:30:00.003-03:00</published><updated>2008-04-07T00:27:42.996-03:00</updated><title type='text'>Adeus ao romance</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Texto do Duelo de Escritores desta rodada (tema: amnésia). Conteúdo um pouco mutilado para favorecer a forma. Mas, como o usual, não ficou nem pra um lado, nem pro outro, mas em algum lugar indefinido no meio do caminho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Não mais o mesmo ser, não mais como era viver. A lua segue a mesma, as estrelas estão no mesmo lugar. Mas não o observador. Alguma coisa está perdida, ou matada, ou morrida. Relatividade? Sim, não mais me alegro de verdade. Onde estão aqueles sonhos, o apressado bater do coração, a linda, amada e desejada doce depressão? Já eram. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Au revoir&lt;/span&gt;, velhos amigos, divirtam-se no asilo. O mundo me ensinou que de utopia e devaneio o inferno dos poetas está cheio. Saturado, talvez. Há ainda algum modo não falado de poetizar um coração cortado? Sim, tão importante para quem sente, o sentido da vida em versos. Tão banal para quem lê, papel útil apenas para escrever no verso. Como dizia mesmo a música? Adeus ao romance, ao romantismo. Um homem pode mudar o mundo? Sim, sussurra o idealismo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO&lt;/span&gt;, grita o pessimismo. Não mais morrer por uma idéia, não mais matar por um amor. A mente pode fervilhar, mas os membros estão lesos pelo frio exterior. Oh, merda, não é mais o brilho dos olhos que me guia o destino, mas amarelos dentes emoldurados por sorriso cínico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu gostaria de poder ficar cego para tudo o que carrego. Aquilo que o mundo me mostrou, e que a chama interna mutilou. Fogo ou brasas? Não, cinzas e fumaça. Por que enxergar a facilidade com a qual abrem as pernas para fugir de suas trevas? Aqueles que, uma faca na mão e um sorriso complacente, disseram ao demente: "temos que levar em conta a nossa verdade deprimente!". Ver (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e sentir, ah, sentir!&lt;/span&gt;) que um amor exposto não pode mudar o coração do outro, e que de jogos e mentiras é que se faz a vida. Eu gostaria de esquecer de tudo... Amnésia psicológica, e desta vez não alcoólica. Mas eu tenho os olhos bem abertos, eu sou cientista, eu sou cético. Após ter saído da caverna, as sombras deixam de ser só elas. Sei que só mãos e bocas que mudam o universo, só em prosa, nunca em verso. Corações e mentes? Limitados, dependentes. Me obrigo a ver as coisas como elas são, independente do que versa minha oração. Então heroísmo é egoísmo, e amor apenas reprodução. É por isso mesmo que eu queria uma lobotomia, ou qualquer outra cirurgia, de mente ou de espírito. Que me arranquem da cabeça esta maldita consciência. Me dêem a bênção da ignorância, esconjurando a pobreza e a ganância. E despido o conformismo, me façam verdadeiro, para reavivar o idealismo e - quem sabe -  ser feliz por inteiro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-1374201059608865242?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/1374201059608865242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=1374201059608865242&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1374201059608865242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1374201059608865242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/04/adeus-ao-romance.html' title='Adeus ao romance'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5649106774862359304</id><published>2008-04-02T23:10:00.003-03:00</published><updated>2008-04-02T23:21:41.983-03:00</updated><title type='text'>Resenhas do dia - filmes em cartaz</title><content type='html'>Umas resenhas, que há tempos não davam as caras por aqui... Um comentário: o mangue que me desculpe, mas os cinemas do Iguatemi são muito foda. Os melhores que já fui aqui em SC, disparado (ainda não fui nos do Floripa Shopping para comparar). Perdão, jacarés!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;10.000 A. C.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viu o trailler, já sabe o que esperar do filme. É um daqueles onde o único momento cerebral dos produtores foi: qual cenário ainda não explorado vamos usar para entupir de efeitos especiais? Então tiram da gaveta o roteiro-modelo de aventura épica, preenchem as lacunas e pronto, aí está. Às vezes consegue ficar bom, em outras o resultado é medíocre (vide "Apocalypto" - um dos poucos filmes que não consegui assistir até o final). Mas vale a pena arriscar pois, no mínimo, se terá um pouco de diversão visual acéfala. Foi nesse espírito que fui ver "10.000 A. C.", e minhas expectativas foram satisfeitas. Ou seja, visual e cenas de ação, nada mais. E nem estas se destacam em meio à enxurrada dos últimos tempos. No resto, o filme chega até a ser tedioso em alguns momentos, nada de surpresas. E, claro, nunca custa avisar: veja o filme inteiramente como uma fantasia. Nada que lá aparece é histórico: animais em lugares e épocas erradas, tecnologias completamente fora de contexto, humanos primitivos com mentes e conceitos modernos. Em suma: não vale a entrada, a menos que você ainda se divirta incrivelmente com cenas de ação computado(pasteuri)zadas... NOTA: 6,0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Orfanato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui no cinema ver o filme acima, vi o cartaz de "O Orfanato", que nem sabia que estava passando. Gênero? Suspense, interessante. Li a chamada. Suspense sobrenatural? Melhor ainda. E daí vi o nomezão em cima do título. Guillermo del Toro? Opa, agora sim! Afinal, é o cara que foi responsável pelo maravilhoso "O Labirinto do Fauno". Mas atenção: é o truque que estão usando direto agora. Se o produtor é conhecido, botem o nome dele com todo destaque no cartaz, e o do diretor em segundo plano (sim, "O Albergue" não é do Tarantino). Mas tudo bem, se percebi e não fui enganado, pelo menos funcionou ao chamar minha atenção. E valeu a pena! A história é meio clichê, mas os elementos são utilizados de uma forma excelente. É igual a ouvir aquela banda anos 80 soltando um disco à moda antiga, mas com o som completamente revigorado. Não é de se colocar o filme num pedestal, entretanto: a primeira metade é muito parada, com alguns momentos tensos um pouco forçados (à exceção de um - ah, aquele menininho com saco na cabeça...). Mas ao se deparar com a aparição de nada menos que o Seu Barriga (não, não estou brincando! Mas o Chaves não aparece, infelizmente...), se preparem, pois é aí que a coisa começa a pegar. Segue-se uma cena extremamente tensa, mais algum drama, e depois um final simplesmente espetacular (e olha que sou calejado no tocante a finais de filmes de terror). Novamente, talvez nem tanto pelas idéias em si, mas pelo modo como são executadas. Um outro porém são as duas cenas finais, completamente dispensáveis. Mas são curtas e não atrapalham (e fazem o papel de explicar aos muito burrinhos o que aconteceu). Um mérito adicional é que, sendo uma produção não-hollywoodiana (o filme é espanhol), o filme possui alta qualidade estática, mas usa de pouquíssimos efeitos especiais para criar o suspense. Então, este sim vale a pena o ingresso, vá sem medo (se você gosta de suspense sobrenatural, é claro). NOTA: 8,5.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5649106774862359304?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5649106774862359304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5649106774862359304&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5649106774862359304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5649106774862359304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/04/resenhas-do-dia-filmes-em-cartaz.html' title='Resenhas do dia - filmes em cartaz'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6484211176002189028</id><published>2008-04-02T14:15:00.003-03:00</published><updated>2008-04-02T14:25:07.885-03:00</updated><title type='text'>Life goes on...</title><content type='html'>É, galera, quem disse que trabalho teórico é moleza? 100 artigos para revisar, e olha que isso é pouco (há perspectivas de aumento na amostra). Além de tudo o que já li e ainda vou ler. Afinal, além de dizer o que tenho que dizer, tenho que dizer por que eu disse (sacaram?). E na base de tudo isso está explicar por que as escolhas morais mais basais das culturas humanas se apóiam em bases frágeis e deveraim ter outras? Pretensão? Ouié. Mas tudo o que é relacionado a ambientalismo contém uma dose de utopia e idealização. Afinal, é uma ideologia, não? E qual a base das ideologias senão as idéias? Depois a gente confronta elas com a realidade e vê como elas podem se encaixar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, agradeço ao pessoal pelo retorno positivo em relação ao "Vida Diária?". Graças a isso vou editá-lo e colocá-lo no jornal da biologia deste ano. É bom ver que ainda existe uma mente pensante tentando se desatolar do poço da preguiça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6484211176002189028?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6484211176002189028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6484211176002189028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6484211176002189028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6484211176002189028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/04/life-goes-on-yes-i-like-english-its.html' title='Life goes on...'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7517217929574152050</id><published>2008-03-29T18:45:00.002-03:00</published><updated>2008-03-29T18:46:47.575-03:00</updated><title type='text'>Poetry and beer...</title><content type='html'>A cerveja é o alento da poesia... Ela acaba com qualquer padrão e critério, e fica tão fácil cuspir palavras no papel. Nada precisa fazer muito sentido. E no fim sempre dá pra lapidar melhor o delírio depois... :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7517217929574152050?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7517217929574152050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7517217929574152050&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7517217929574152050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7517217929574152050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/03/poetry-and-beer.html' title='Poetry and beer...'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-1615436241865013383</id><published>2008-03-29T04:59:00.001-03:00</published><updated>2008-03-29T05:02:16.630-03:00</updated><title type='text'>Uma poesia??</title><content type='html'>Depois de muito tempo, desde o agora longínquo Congresso de Eco, eis que surge uma poesia... Daquelas escritas de supetão, no morrer da noite, almágama de desatinos e invenções...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LXLVI. Retorno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;29/03/08, 4:40&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O bom e velho retorno solitário&lt;br /&gt;    Velho caminho a um novo Santuário&lt;br /&gt;    Novamente a solidão, passos dentre a vastidão&lt;br /&gt;    Onde devaneios e delírios levam à nova ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No caminhar os pensamentos, tão tristes alentos&lt;br /&gt;    Para sonhos só sonhados, oníricos eventos&lt;br /&gt;    A mente paira insana, sobre um mundo a sentir&lt;br /&gt;    Ruínas e relíquias de um ato a nunca vir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na noite o Caminhante Solitário admira as estrelas&lt;br /&gt;    Em sua eterna busca, suas mais fiéis companheiras&lt;br /&gt;    Ele pensa e titubeia, se no sonho insistir&lt;br /&gt;    Ou render-se à realidade, esquecer-se e sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    (um carro passa ao lado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    um insulto inesperado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    o Caminhante nem se importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    com tal mente suja e morta...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em meio ao passo ele recorda&lt;br /&gt;    De como ela atinge suas notas&lt;br /&gt;    Um sorriso para cada riso&lt;br /&gt;    Sua companhia, seu motivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em meio à treva ele se indaga&lt;br /&gt;    Por que ante ela sua voz trava&lt;br /&gt;    Tanta panacéia quando não há mágoa&lt;br /&gt;    Mas naquele então ele se aquieta e cala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tão simples lhe parece no retorno solitário&lt;br /&gt;    Como seria fácil fazer tudo ao contrário&lt;br /&gt;    Então ele sorri, ante sua própria mente insana&lt;br /&gt;    Seria tão difícil dizer-lhe o quanto ele a ama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tão palpável, noite fria, Deus e Diabo já sabiam&lt;br /&gt;    Confessar-lhe a ousadia, como numa poesia&lt;br /&gt;    Mas o ar já não se move, a musa já dormia&lt;br /&gt;    Quando o Caminhante se consola, dentre sua ironia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    (Um terreno lodoso onde é arriscado pisar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    Um jogo de sutilezas onde é perigoso tentar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    Nenhum lado se rende, ninguém vai admitir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    Outra noite se esgota, às paixões só resta dormir...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-1615436241865013383?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/1615436241865013383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=1615436241865013383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1615436241865013383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1615436241865013383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/03/uma-poesia.html' title='Uma poesia??'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-8018151073321961178</id><published>2008-03-26T18:33:00.000-03:00</published><updated>2008-03-26T18:35:00.002-03:00</updated><title type='text'>Vida diária?</title><content type='html'>Novas reflexões sobre vida e morte - 26/03/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi meu aniversário. Há exatos cinco anos, no mesmo dia 26 de março, inspirado pelo espírito de "um ano a menos de vida, um ano a mais de morte", eu sentei diante do computador para escrever "Morte Diária". Era um conto filosófico. Conto no sentido de que propunha e descrevia o desenrolar de uma situação: um cara sentado diante do PC, sentindo uma amargura imensa e precisando descarregá-la em forma de escrita. E filosófico no sentido de ter sido uma síntese das reflexões sobre o sentido da vida e da morte que vinham se acumulando no ano anterior. As conclusões filosóficas eram claras: pressupondo-se que a morte é o fim absoluto e definitivo da vida, esta não tinha "sentido", tanto menos a morte. Não havia porque viver, ou morrer, pois todas as realizações e pensamentos de uma pessoa se encerram com sua morte, e esta pode ser atingida a qualquer momento, sem permitir qualquer segunda chance ou arrependimento. Permanecer no primeiro estado era uma simples questão de inércia, enquanto pular para o outro, uma simples questão de escolha. Tais pensamentos se tornaram um dos guias de um sistema filosófico pessoal, sempre como uma sombra cobrindo qualquer outra atitude, escolha ou objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, segunda feira. Um dia nada especial. Na hora do almoço, um estalo do nada. Não, não um fabuloso insight obscuro, uma revelação inesperada que fez uma luz do céu cair diretamente sobre minha cabeça, acompanhada de um coro celestial. Sabem quando há tempos parece que algum pensamento está se formando na nossa cabeça, e de repente ele simplesmente aparece em toda sua obviedade? Ele já está ali, mas por mil motivos a cabeça permanece nos velhos conceitos, até que *puf*, tudo muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estalo foi simples e está aí, para quem quiser ver, notadamente na literatura científica. Tem como pressuposto admitir que a vida é um processo físico-químico que gerou um sistema que chamamos de "orgânico". E assim como os sistemas físico químicos evoluíram (no sentido de "mudaram com o tempo", nenhuma conotação de "melhoramento" aí) para gerar este sistema orgânico, o próprio evoluiu, mudou, diversificou-se, gerando uma miríade de variantes ao longo de bilhões de anos (entre 3,5 e 3,8, pelas estimativas atuais) que agora chamamos de "formas de vida" ou "espécies". Eventualmente, este processo gerou pelo caminho aquilo que chamamos de "mente", a capacidade de pensamento abstrato que, em uma determinada espécie de primatas, se desenvolveu de forma incomparável em relação às outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitimos, dentro da ciência, que o universo segue determinadas "regras", "princípios" ou "leis", que simplesmente fazem as coisas funcionar como funcionam, sem ter qualquer vínculo com aquilo que podemos chamar de "sentido" ou "objetivo". Faz sentido (perdão pelo trocadilho) pensar no "sentido" das leis da física? Qual o sentido da gravidade? Das forças fundamentais da física, da interação entre partículas, átomos, moléculas? As "regras" estão aí, gerando interações, processos, cujo resultado final nada mais é que o produto de tais interações e regras. Por que o céu é azul? Porque é a cor azul que tem o comprimento de onda que mais facilmente se dispersa na atmosfera. Se não fosse assim, ele poderia ser amarelo. Por que as coisas na Terra caem no chão? Porque corpos de grande massa atraem objetos para seu centro. Se não fosse assim, elas poderiam flutuar, como gatos com uma fatia de pão com manteiga nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das regras, existe na evolução dos sistemas o que chamamos de contingência. São coisas que não podem ser previstas, pois não são resultados óbvios e únicos das interações, mas coisas que poderiam ser de muitas formas. Por exemplo, um objeto derrubado vai cair no chão, é o resultado natural da interação do objeto com a gravidade. Mas por que temos cinco dedos? A resposta não poderia ser outra: porque não temos seis. Ou quatro. O peixe que deu origem aos animais terrestres tinha cinco raios ósseos em suas nadadeiras, que deram origem às mãos com cinco dedos dos animais (há mudanças posteriores, mas nosso estado "original" é da mão com cinco dedos). Se houvesse dez raios? Dez dedos, provavelmente. Isso mudaria o processo posterior? Certamente, e o resultado final poderia ser tanto um mundo exatamente igual ao nosso, mas onde eu estaria digitando com o dobro da velocidade, quanto algo radicalmente diferente (se não se formasse um polegar opositor nos primatas, por exemplo - tente executar algumas tarefas cotidianas sem um sar o dedão para ver...). Assim, muitas coisas dentro da evolução dos sistemas orgânicos poderiam ser explicadas desta maneira: são assim porque não são de outro modo. Não porque são "melhores" ou porque daquele jeito atingiriam um "objetivo" mais facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem o insight, possivelmente já bem óbvio para todos: a vida é um processo como qualquer outro, com bases físico-químicas. Sendo assim, é independente de qualquer pensamento humano sobre ela. Grosseiramente, podemos resumir este processo como um jogo entre replicação do sistema (reprodução) e sua evolução (as mudanças que surgem com o passar do tempo). A reprodução é uma propriedade básica dos sistemas orgânicos: uma cadeia de ácidos nucléicos (que formam nosso DNA e RNA) irá se replicar se o ambiente fornecer condições para isso, seja num tubo de ensaio ou numa espécie de pássaro. A vida não "precisa" de nada que nós, humanos, conceituamos como "sentido". Agora entendo melhor uma idéia que li no "Poema Imperfeito", do Fernando Fernandéz, há algum tempo: o "porquê" da vida é o "como" da vida. Não nos preocupamos em dar algum "sentido" à gravidade. O melhor modo de entender este processo é ver como ele ocorre, e não por que ele ocorre. A mesma coisa ocorre com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio anti-climáxico, não? Também achei, na verdade. Tanto tempo imerso na beleza do tormento humano diante de uma vida sem sentido, só para concluir que: sim, ela não tem sentido, mas isso é a coisa mais natural do mundo. Ficar indignado diante da vida sem sentido é igual a ficar puto com céu azul, por que se preferiria ele verde. Ou dizer "droga, como posso seguir sendo feliz num mundo onde as coisas caem no chão?!?!". Não parece uma revolta muito útil, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mente humana na história? Este processo independente que é a vida gerou algo capaz de perguntar a si mesmo o porque de tudo isso. E é aí que vemos onde está o sentido da vida: simplesmente nas nossas cabeças. Tanto os "sentidos" convencionais (religiosos, místicos, filosóficos) quanto a própria falta de sentido são produtos do nosso pensamento abstrato, nosso raciocínio. Não refletem alguma grande verdade universal, uma lei equiparável às outras, que diga "a vida tem o objetivo X, esta aí para isto". E seguimos vivendo, nos reproduzindo e evoluindo, independente do que pensemos a respeito. É fácil verificar que nossa mente é apenas uma parte (uma das principais, é claro) do nosso organismo. Todas nossas atividades fisiológicas seguem funcionando quando dormimos, ou mesmo quando o cérebro vai pro espaço (pacientes com morte cerebral podem seguir respirando e batendo o coração por muito tempo, se continuarem sendo nutridos). E concluir "a vida não tem sentido!" não faz parar imediatamente nosso metabolismo. Nosso corpo segue funcionando independente do que queira a rebelde porção de nosso cérebro responsável pelo pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é interessante pensarmos como a capacidade de raciocínio extremamente desenvolvida em nós consegue influenciar no processo. Por exemplo, a taxa de suicídios deve ser maior nos humanos que em qualquer outra espécie próxima. Mesmo a vida sendo aquele processo natural e sem sentido, podemos raciocinar que a morte não é tão assustadora e dar fim à nossa existência quando bem entendermos (mais ou menos - o medo diante da morte, mesmo por opção própria, é certamente um dispositivo do sistema orgânico para sua preservação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Conclusões de tudo isso? A vida é bela e vamos ser todos felizes, em contrapartida com as conclusões negras e insípidas de "Morte Diária"? Neca. Desvinculada de conceitos humanos, a "beleza" e "alegria" da vida, assim com sua "frieza" e "falta de sentido", também estão só em nossas cabeças. Ainda são coisas que nos encantam na literatura, na produção intelectual e emocional derivada do pensamento abstrato humano. Por outro lado, muitas das conclusões originais das reflexões sobre vida e morte seguem valendo. O suicídio ainda é uma saída fácil para a vida. Um corpo morto ainda é apenas um amontoado de matéria orgânica, não mais a pessoa querida de antes. O que esta nova reflexão me leva a concluir é que não há porque ficar pensando no sentido da vida, nem se deve pensar que existe um e já se achou. A partir de agora, vou olhar para a vida assim como olho para o lento caminhar do sol pelo céu: se me deixa feliz porque é um dia lindo, ou triste porque não estou na praia, não importa. Ele vai seguir andando, indiferente a qualquer um de nós. Resgatando pensamentos de Stephen Jay Gould, no último parágrafo de seu "Vida Maravilhosa", talvez este seja o mais interessante dos universos concebíveis: um mundo indiferente a nossos pensamentos, onde podemos ser felizes ou tristes, não por conta de algum princípio universal maior, mas segundo nossas próprias escolhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-8018151073321961178?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/8018151073321961178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=8018151073321961178&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8018151073321961178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/8018151073321961178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/03/vida-diria.html' title='Vida diária?'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7796354134367412799</id><published>2008-03-20T14:08:00.002-03:00</published><updated>2008-03-20T14:15:19.198-03:00</updated><title type='text'>Equinócio e Homem-Azul-Agora</title><content type='html'>Estarei em Blumenau no feriado. Páscoa, chocolate, procurar cestinha do coelho (velhas tradições familiares nunca morrem), carteado (velhas tradições nerds idem) e afins. E as passagens de ônibus não param de aumentar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem ao equinócio da madrugada de hoje, uma reedição. Escrita na "borda", com muita história dali em diante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LXXXV. Equinócio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ciclo dos Tormentos - 25/09/06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    A luz... A luz que outrora brilhava, desvanece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    O calor, que antes acalentava, já não mais me aquece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    Tudo se dissipa, tudo se apaga, tudo vira pó e nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    Com lentidão morosa, a vida presente se torna passada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Fim da linha, quem diria?&lt;br /&gt;    Bem, eu, como todos, já sabia&lt;br /&gt;    Uma ascensão para cada queda, um verão para cada inverno&lt;br /&gt;    Não há sentido - não há existência - para um Éden sem Averno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A queda, tão confortável, suave descida ao abismo&lt;br /&gt;    Pois no fundo não há retorno, só o vagar a esmo&lt;br /&gt;    Mas a beirada - ah, a borda é tão assustadora!&lt;br /&gt;    O limite para glória passada, não mais redentora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Saudades, ah, saudosismo!&lt;br /&gt;    Conversas alegres entre amigos&lt;br /&gt;    Onde o riso é semeado pela memória de tempos idos&lt;br /&gt;    E mascara o medo de horizontes de tais alegrias desprovidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Meus amigos, meus queridos...&lt;br /&gt;    Em breve, corações partidos...&lt;br /&gt;    Não mais pessoas, não mais ilhas a serem desbravadas&lt;br /&gt;    Não, só serão múmias estáticas, para sempre preservadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Pois estes tempos, e todos os tempos, são o aqui e agora&lt;br /&gt;    Não há mais show, não há mais jogo, quando passa sua hora&lt;br /&gt;    Não, o teatro vivo cessa, sobram só suas fotografias&lt;br /&gt;    Nas margens da estrada, camas quentes em estalagens frias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ah, meu amor! Meu divino, verdadeiro e inatingível amor!&lt;br /&gt;    Já não mais me aquecerá, já não mais refulgirá em alegria e dor&lt;br /&gt;    Minha querida e amada, a mais ardente lembrança cultivada!&lt;br /&gt;    O altar sagrado numa catedral de memórias idolatradas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Passou-se o apogeu...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(e ninguém se apercebeu)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;          O ápice foi cruzado...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(num arrastão desgovernado)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;        Agora a vida é queda...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(agora a vida é treva)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;          Até sua final solução...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(quem sabe por sua própria mão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;            ...adeus, doce verão...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                ...venha, entre, amargo inverno...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                    ... com lembranças crepitando na danação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                        ... a labareda débil em meu suave inferno...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7796354134367412799?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7796354134367412799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7796354134367412799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7796354134367412799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7796354134367412799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/03/equincio-e-homem-azul-agora.html' title='Equinócio e Homem-Azul-Agora'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6022598799309284126</id><published>2008-03-17T17:59:00.003-03:00</published><updated>2008-03-17T18:30:10.908-03:00</updated><title type='text'>Documentos e documentos...</title><content type='html'>Artigos. Livros. Declarações. Conferências. Estocolmo. Belgrado. Tbilisi. Rio de Janeiro. Etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já devem ter dito que revisar bibliografia é ler para falar o que já se sabe, mas mostrando que alguém já falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisos aos navegantes: as coisas estão mais ou menos encaminhadas por aqui. Aulas de Ecologia de Comunidades um dia por semana. Aikidô dois dias por semana (a começar semana que vem). Algumas atividades "sérias" paralelas. Uma boa quantidade de festas. Ida a BH planejada. A dissertação está andando, embora eu ainda esteja meio lerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas posso estar sendo um pouco exigente comigo mesmo. Eu sei que dou conta das coisas, geralmente muito bem, mesmo com a insistente tendência a deixar para a última hora. Sempre poderia fazer mais, claro. Poderia ser "o" biólogo, se estivesse com todo meu empenho focado nisso. Mas nunca fui de me focar completamente em uma coisa só. Por isso vou ser um biólogo "legalzinho". Assim como um escritor "legalzinho", um músico "legalzinho", um jogador "legalzinho" e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você prefere? Ser de tudo um pouco, ou tudo em um pouco? Saber tudo de nada, ou nada de tudo? Dedicar-se profundamente a uma coisa no presente, para no futuro distante quem sabe poder fazer outras coisas? Ou jogar com o presente e um futuro a curto/médio prazo? Valorizar as obrigações acima das escolhas, pensando que mais tarde terá tempo para estas? Ou considerar lazer e trabalho com o mesmo peso, e equilibrar sobrevivência com vivência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhas e mais escolhas, hein? C'est la vie. Ê, laia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6022598799309284126?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6022598799309284126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6022598799309284126&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6022598799309284126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6022598799309284126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/03/documentos-e-documentos.html' title='Documentos e documentos...'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4744239557160756561</id><published>2008-03-12T00:25:00.002-03:00</published><updated>2008-03-12T00:27:36.297-03:00</updated><title type='text'>The Fucking Hotspots!!!</title><content type='html'>Vejam &lt;a href="http://picasaweb.google.com.br/roonasilvie/Formatura20072/photo#5173166706608430562"&gt;isso...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yes, man... We are... We just are....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(formatura da Biologia, 01/03/08)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4744239557160756561?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4744239557160756561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4744239557160756561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4744239557160756561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4744239557160756561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/03/fucking-hotspots.html' title='The Fucking Hotspots!!!'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5597772228322868810</id><published>2008-03-11T11:13:00.002-03:00</published><updated>2008-03-11T11:16:05.958-03:00</updated><title type='text'>Novidades</title><content type='html'>Agora tenho internet!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E TV a cabo! (= peso morto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um telefone rosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que, por sinal, é 32092213.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem telefone da Net, sinta-se à vontade para ligar pra mim. Sim, todas as duas pessoas que conheço que devem tâ-lo. Diz a lenda que é de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais notícias em breve, estou na corrida agora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5597772228322868810?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5597772228322868810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5597772228322868810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5597772228322868810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5597772228322868810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/03/novidades.html' title='Novidades'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-2798126645999456711</id><published>2008-03-03T19:44:00.002-03:00</published><updated>2008-03-03T19:52:25.985-03:00</updated><title type='text'>Primeiros passos numa nova vida velha</title><content type='html'>Casa montada, enfim. Falta só a internet, que chega nos próximos dois dias. Parece que vão rolar coisas interessantes por aqui nesses tempos. Sim, coisas "sérias" também, não estou falando só de lazer. Convenhamos, profissionalmente é bom estar num lugar onde se é conhecido e se conhece bastante gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em alguns lugares, nuvens se fecham e tempestades se formam. E, como o usual, eu me preocupo mais do que deveria. Eu sinceramente acho que eu deveria me importar menos com os outros, com o que vão pensar de mim, com as mil coisas que podem acontecer mas certamente não irão. Não é irônico? Eu realmente acho que seria melhor ser mais individualista, conforme o meu discurso prega. Talvez apenas tão individualista quanto as pessoas que afirmam não ser. Enfim, não é a toa que tenho insônia crônica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora, com uma cortina de verdade, tudo está resolvido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-2798126645999456711?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/2798126645999456711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=2798126645999456711&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2798126645999456711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/2798126645999456711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/03/primeiros-passos-numa-nova-vida-velha.html' title='Primeiros passos numa nova vida velha'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4150971029004752963</id><published>2008-02-28T16:43:00.002-03:00</published><updated>2008-02-28T16:51:02.750-03:00</updated><title type='text'>De volta mais um vez de novo</title><content type='html'>Amanhã, retorno a Floripa. Vamos ver qual vai ser a deste ano lá. Um experimento, no mínimo. E tomara que essa bunda resolva ficar sentada em um lugar por um tempinho a mais. Sim, eu não sou fã de ficar indo de um lado para o outro, caso alguém pense isso, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo instalar a internet já na semana que vem, mas até devo ficar um pouco mais ausente da net. Então mochila nas costas de novo e vamos embora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4150971029004752963?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4150971029004752963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4150971029004752963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4150971029004752963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4150971029004752963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/02/de-volta-mais-um-vez-de-novo.html' title='De volta mais um vez de novo'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-5767741534521861691</id><published>2008-02-25T22:48:00.002-03:00</published><updated>2008-02-25T23:09:20.703-03:00</updated><title type='text'>Ironias do destino</title><content type='html'>Em 2005 eu fiz a minha maior viagem até o momento, quando engatei o Congresso de Herpeto em Belo Horizonte com o Enapet em Fortaleza. Foi muito massa atravessar o país em ônibus de linha, mas no momento o que quero mostrar é aquilo que escrevi no Santuário sobre Bh, depois da volta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;color:#4a708b;"  &gt;&lt;span style="color:#838b83;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"BELO HORIZONTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BH é uma cidade enorme, não é turística, e é antiga. Então é fácil concluir o que se esperar: sujeira, feiúra, prédios velhos, sensação de que a cidade já viveu dias melhores. Bem, talvez seja preconceito de quem passou a vida toda em cidades turísticas e relativamente novas. Mas mesmo os belo-horizontinos com quem conversei concordam: não é uma cidade que tenham muitos atrativos para gente de fora. Por ser grande e antiga, é claro que ela possui lugares que vale a pena conhecer, entre eles a Praça da Liberdade e seus prédios históricos, as igrejas (em especial a Basílica de Nossa Senhora de Lourdes) e os museus de História Natural da PUC e da UFMG (pequenos, entretanto). Mas não precisei dedicar muito tempo ao turismo quando estava lá, e não perdi muito. Vi pouca coisa além do que citei acima. Uma dica importante a qualquer pessoa que vá para BH: esteja em forma. O que a cidade tem de pirambeira não é mole! De resto, posso citar uma curiosidade: jamais vi uma cidade com uma quantidade tão imensa de... ônibus! Cara, tem busão a dar com os pés! E olha que tem metrô por lá... As coisas lá também são um pouco mais baratas que aqui, como comida e bebida. Ponto positivo para os mineiros: a fama de prestativos procede. Quanto à de desconfiados, eu não cheguei a perceber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: BH, só vá se tiver algo importante para fazer. Só para conhecer, não vale a pena."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de viver em BH alguns meses, acho que minhas impressões tinham sido até que bem apuradas na época. A única ressalva é a de que tem pouca coisa pra ver. Como a cidade é enorme, sempre tem coisas pra quem mora lá ir descobrindo. E o povo é legal, sim. Mas o mais irônico são as frases finais. Não, naquela época eu não tinha a menor idéias, nem jamais tinha passado a menor possibilidade pela minha cabeça, de que eu acabaria indo morar lá por algum motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa vida apronta cada coisa com a gente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-5767741534521861691?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/5767741534521861691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=5767741534521861691&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5767741534521861691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/5767741534521861691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/02/ironias-do-destino.html' title='Ironias do destino'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-7589485621299870994</id><published>2008-02-23T21:27:00.002-03:00</published><updated>2008-02-23T21:32:20.311-03:00</updated><title type='text'>Só para constar</title><content type='html'>É, só para colocar algo aqui. Nada de muito útil. Na verdade, só algo absolutamente inútil. Últimos dias em Blu. Os dias na praia foram muito bons. Por sinal, estou em recuperação de alguma coisa que tive no começo do ano. Algo a ver com desânimo, fadiga, cansaço, etc. E o psicológico não ficou lá essas coisas também. Bastou alguns dias tomando suplemento alimentar e já tou bem melhor. Perfeito exemplo da integração entre corpo e mente (que o que mais é além de uma parte do corpo? - místicos, espiritualistas e afins, dêem um tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sigam de olho no Duelo. A gente até vai aparecer na Tv em breve! E tou falando sério...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-7589485621299870994?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/7589485621299870994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=7589485621299870994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7589485621299870994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/7589485621299870994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/02/s-para-constar.html' title='Só para constar'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4993248679364454290</id><published>2008-02-14T12:36:00.003-02:00</published><updated>2008-02-14T12:52:53.733-02:00</updated><title type='text'>Rota de colisão</title><content type='html'>Amanhã, mais uns dias na Praia do Sonho. Depois, duas semanas ainda em Blu. Fim do mês, retorno à Floripa. Cara, vai ser minha quinta casa em menos de um ano, sendo que saí da antiga toca na Ilha (dia 26 de março) pra ficar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa do Bernardo, amigo da Biologia, em BH - um mês.&lt;br /&gt;Depois na Casa Maldita com meu "amigo" Cláudio, o psicopata megalomaníaco, e mais outro cara (este gente boa) - quatro meses.&lt;br /&gt;Num quartinho minúsculo alugado em BH - três meses.&lt;br /&gt;Em casa, em Blumenau, mas indo de um lado pro outro no Litoral - vai totalizar três meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2007, que ano safado... Três meses excelentes no início (incluindo "o" mês excelente), depois um inferno até agosto (com um interlúdio no céu, com viagem pra SC e curso de campo), uma finaleira mais sossegada em BH e meses preguiçosos, festivos, nerds, etc. na Terrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, meu caro 2007. Tu conseguiu ser em um ano tudo aquilo que todos os outros anos não foram. O melhor, o pior, o com mais mudanças, o mais conturbado. Geralmente os anos vão passando mais rápido à medida que a gente "cresce", mas posso dizer, do meu ponto de vista relativo, que o passado foi looooongo. Eu acho, realmente, que desde aquela despedida em Floripa no meu aniversário até hoje já se passaram uns três anos, os calendários é que estão errados...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4993248679364454290?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4993248679364454290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4993248679364454290&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4993248679364454290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4993248679364454290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/02/rota-de-coliso.html' title='Rota de colisão'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-4432837090572964524</id><published>2008-02-06T17:05:00.000-02:00</published><updated>2008-02-06T17:23:32.127-02:00</updated><title type='text'>Informações complementares</title><content type='html'>Para entender um pouco melhor o texto do Duelo desta semana, alguns comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sete pecados capitais cristãos são opostos às sete virtudes: castidade, generosidade, temperança, diligência, paciência, caridade, humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes o pecado da avareza é intepretado como cobiça (veja o texto abaixo). Talvez a primeira intepretação seja a mais correta, pois a virtude oposta a este pecado é a generosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem viajou na segunda parte, os demônios que lá aparecem são os sete demônios relacionados aos pecados capitais, numa bem conhecida demonologia de Peter Binsfeld, em 1589.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O texto abaixo deu uma ajudada na inspiração, mas garanto que foi difícil escrever algo para esta rodada. Trecho da "Bíblia Satânica" de Anton La Vey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os sete pecados capitais da Igreja Cristã são: cobiça, orgulho, inveja, ira, gula, luxúria, e&lt;br /&gt;preguiça. Satanismo defende a indulgência de cada um destes "pecados" pois  eles podem&lt;br /&gt;ser o caminho para a satisfação física, mental, ou emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Satanista sabe que não há nada de errado com a cobiça, isto só significa querer mais do&lt;br /&gt;que já se tem. Inveja significa olhar para a posse alheia, e ser cobiçoso de obter coisas&lt;br /&gt;semelhantes para a si mesmo. Inveja e cobiça são as forças motivadoras da ambição--- e sem&lt;br /&gt;ambição muito pouco do realmente importante poderia ser alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gula é simplesmente comer mais do que você precisa para manter-se vivo. Quando você&lt;br /&gt;comeu até o ponto da obesidade, um outro pecado, --orgulho-- irá lhe motivar à reconquistar&lt;br /&gt;uma aparência que renove o seu auto-respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um que compre uma peça de roupa com qualquer propósito além de cobrir seu&lt;br /&gt;corpo e protegê-lo dos elementos é culpado de orgulho. Satanistas geralmente encontram&lt;br /&gt;zombadores que afirmam que etiquetas não são necessárias. Deve ser apontado para estes&lt;br /&gt;destruidores de etiquetas que um ou mais artigos em suas próprias roupas não são&lt;br /&gt;necessários para os manter aquecidos. Não há uma pessoa no mundo que seja&lt;br /&gt;completamente destituída de ornamentação. O Satanista aponta que qualquer ornamentação&lt;br /&gt;no corpo destes zombadores mostra que eles também são culpados por orgulho. Indiferente&lt;br /&gt;do quanto prolixo e cínico possa se sua descrição intelectual do quão livre ele é, ele ainda&lt;br /&gt;está usando elementos do orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser relutante em levantar de manhã é ser culpado de Preguiça, e se você costuma ficar na&lt;br /&gt;cama tempo o suficiente você pode se encontrar cometendo um outro pecado --- luxúria..&lt;br /&gt;Ter a menor excitação de desejo sexual e ser culpado de luxúria. Na condição de assegurar a&lt;br /&gt;propagação da humanidade, a natureza fez a luxúria o segundo instinto mais poderoso, o&lt;br /&gt;primeiro sendo a autopreservação. Compreendendo isso, a Igreja Cristã fez da fornicação o&lt;br /&gt;"Pecado Original". Deste modo, eles se asseguraram que ninguém escaparia deste pecado.&lt;br /&gt;Seu verdadeiro estado de ser é assim um resultado do pecado - do Pecado Original!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais forte instinto em cada ser vivente é a autopreservação, que nos traz ao último dos&lt;br /&gt;sete pecados mortais - ódio. Não é o nosso instinto de autopreservação que é despertado&lt;br /&gt;quando alguém nos agride, quando nos tornamos furiosos o suficiente para nos proteger de&lt;br /&gt;outros ataques? Um satanista pratica este princípio, "Se um homem lhe atinge numa face,&lt;br /&gt;golpeie-o na outra!" Não poupe o agressor. Seja um leão no caminho - seja perigoso sempre&lt;br /&gt;na derrota!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que os instintos naturais do homem o levam ao pecado, todos os homens são&lt;br /&gt;pecadores; e todos os pecadores vão para o inferno. Se alguém for para o inferno, então com&lt;br /&gt;certeza encontrará todos os seus amigos lá. O céu deve ser povoado mais apropriadamente&lt;br /&gt;por algumas estranhas criaturas que viveram para ir a um lugar onde eles podem tocar&lt;br /&gt;harpas por toda a eternidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: fora o blábláblá de superioridade que aparece com frequência no satanismo (afinal, não deixa de ser uma religião), a Bíblia Satânica é uma boa leitura e muito bem escrita pelo La Vey.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-4432837090572964524?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/4432837090572964524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=4432837090572964524&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4432837090572964524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/4432837090572964524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/02/informaes-complementares.html' title='Informações complementares'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6019397444820022720</id><published>2008-02-02T13:16:00.000-02:00</published><updated>2008-02-02T13:19:48.308-02:00</updated><title type='text'>O conto que quase foi</title><content type='html'>Este foi um texto que surgiu junto com "Conto de Fadas. Sem Fadas" para rodada sobre "Fábula Infantil" do Duelo de Escritores. Talvez eu fosse acusado novamente de dopping, mas pelo menos a droga dessa vez seria legalizada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;XV. Natal&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify;"&gt;06/01/08&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Era uma vez, numa terra muito, muito distante...&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No dia vinte e cinco do mês doze, um sinal cruzou os céus: uma brilhante estrela escura. Os três reis souberam que era o sinal que há tanto esperavam, em suas viagens pela vastidão isolada. Logo chegaram à manjedoura, onde o pai e a mãe se orgulhavam do milagre do nascimento: um bebê de barbas. Os reis prostraram-se em reverência e ofereceram cada um seu presente: um copo, gelo e limão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Depois de muitos anos, o jovem de barbas brancas tomou consciência de que não era alguém normal. Ele tinha uma missão muito maior, a de divulgar a palavra da quase esquecida Grande Deusa, e salvar seu povo. Aos trinta anos, foi batizado com Líquido Sagrado e iniciou a pregação. O rumor de seus feitos se espalhou pela terra, como o Milagre da Transformação de Água em Líquido Sagrado e a Multiplicação das Latinhas. Dizia ele que a Grande Mãe era generosa com todos aqueles que a louvassem diariamente: três vezes no almoço, duas na janta. E, para os mais devotos, quatro no lanche da tarde e uma no café da manhã.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Tudo atraiu a inveja e repúdio de sociedades malignas. Finalmente, a Associação dos Dentistas e os Vigilantes do Peso convenceram o governo a prender o pregador. Sabendo que seu futuro era negro, fez a última ceia com seus discípulos, onde falou "bebei o Líquido Sagrado, pois este é meu sangue!". Foi capturado e sofreu atrozes tormentos na prisão, inclusive tendo que tomar apenas água por uma semana. Foi condenado e crucificado em público. Sepultado numa caverna, seu corpo sumiu depois de três dias.&lt;/p&gt;&lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Quando seus discípulos tremiam de medo e sentam-se inseguros no mundo, retornou triunfantemente, em fulgurantes vestes vermelhas e faces rechonchudas. Instilando fé renovada nos homens, subiu aos céus em uma carruagem de renas, com um sorriso radiante e um "ho, ho, ho!" que aqueceu aos coração de todos. E sua palavra foi divulgada por todo o mundo, e o mundo se rendeu ao encanto irresistível da Grande e Maior das Deusas. Hoje, na sua data de nascimento, todos comemoram a chegada na terra do verdadeiro Messias, e as crianças se encantam com os presentes que ele traz ao mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Textopadro" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                &lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;E assim será por toda a eternidade. Pelo Papai, a Deusa e o Líquido Sagrado, amém.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6019397444820022720?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6019397444820022720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6019397444820022720&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6019397444820022720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6019397444820022720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/02/o-conto-que-quase-foi.html' title='O conto que quase foi'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-1898987256342356284</id><published>2008-01-31T23:22:00.000-02:00</published><updated>2008-01-31T23:28:44.650-02:00</updated><title type='text'>Palavrões</title><content type='html'>“'Paixão', por exemplo. Ela tem substância, sim, mas está longe de transmitir toda a carga emocional da paixão propriamente dita. Mas com um grande e gordo 'puta que o pariu' a história é outra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje ninguém se lembra mais de “caralho” como sendo a cestinha que ficava no alto do mastro dos navios, ou “boceta” como uma caixa pequena e redonda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas pérolas são parte de uma reportagem ótima que vocês podem ver &lt;a href="http://super.abril.uol.com.br/revista/249/materia_revista_267997.shtml?pagina=1"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavrões são cultura, e por isso quem me conhece sabe que sou culto pra caralho!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra quem não fala palavrão... Vocês são uns COITADOS!! (leiam para entender...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes e gordos puta que o parius para todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-1898987256342356284?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/1898987256342356284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=1898987256342356284&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1898987256342356284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/1898987256342356284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/01/palavres.html' title='Palavrões'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2645336353094353168.post-6254119477645405386</id><published>2008-01-30T12:05:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T12:13:08.719-02:00</updated><title type='text'>Tempos de mudança</title><content type='html'>Bem, se são tempos de mudança, nada melhor do que renovar velho Santuário também. Ok, estou fazendo isso só porque depois da sua tentativa de "modernização", o Weblogger ficou uma verdadeira merda. Mas ainda vou mantê-lo por lá enquanto der, pois não estou a fim de perder algumas coisas que escrevi desde agosto de 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o Santuário estava quase morto, depois de apresentar um último estrebuchar no ano passado. Não sei se será diferente aqui. Os contos tenho postado no Duelo de Escritores. Poesias e ensaios, neca ultimamente. Mas dêem uma nova chance ao pobre Santuário, mesmo que não haja mais até duas postagens por dia, como nos primeiros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra não começar só na enrolação, deixo para vocês um texto que não é meu. Foi copiado do perfil do Orkut de um amigo que copiou de outro cara e por aí vai. Adoraria saber o autor, pois poucas vezes vi alguém escrever com tanta força sobre a rotina insana do homem moderno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês já deram uma panorâmica da vida que tá aí fora? Se prepara: nego acorda seis da manhã, com medo de abrir os olhos, pois sabe o que o espera. Passa no pescoço uma forca de seda, engole o pão que o diabo amassou com margarina, fecha a porta de sua gaiola, salta na rua com o medo na cara e um bando de dívidas na pasta 007. Caminha desviando das minas, das trincheiras e das barricadas armadas pela guerra do trânsito. Encaixa o seu cansaço no rabo de uma fila, aloja seu nariz debaixo do sovaco da multidão dentro do ônibus. Transporta sua agonia até o 14º andar onde está colocado um ponto. Bate um cartão que registra a partir de que hora ele começou a morrer naquele dia, larga pro lado seus sonhos, sua vontade, sua pessoa e vira um azougue que sobe, desce, senta, levanta, vai prum lado, vai pro outro, corre, pára, conta, vira e mexe e baixa a cabeça. Engole um filé frito no suor e na intolerância, fecha de novo o cadeado de sua cela e recolhe seu sangue, os nervos, sua energia, enfaixa tudo com arame farpado e joga tudo dentro de um forno de papel, de faturas, projetos que irão queimar energias, mais sonhos, mais vontades. Depois abre a cela da prisão, o ponto registra, cadastra e prova pra quem duvidar que, você, naquele dia, morreu a quantidade prevista pelos códigos e regulamentos que governam a vida dos homens. Recolhe o que sobrou de humano no teu corpo e entra no cinema, onde vão lhe oferecer numa tela uma fatia de vida cor-de-rosa, amarela, azul, que eles recolheram não sei de onde, mas que vai reconciliar o nego de novo com o sonho, de novo com a vontade, de novo com o dia seguinte, de novo com a escravidão. E eu, sabendo disso tudo, vou deixar de sonhar? Vou não. Não vou de jeito nenhum..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2645336353094353168-6254119477645405386?l=santuariodosdelirios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/feeds/6254119477645405386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2645336353094353168&amp;postID=6254119477645405386&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6254119477645405386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2645336353094353168/posts/default/6254119477645405386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://santuariodosdelirios.blogspot.com/2008/01/tempos-de-mudana.html' title='Tempos de mudança'/><author><name>Félix B. Rosumek</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07465915312735000558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
